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O que fazer em Bariloche: Aproveite a cidade o ano todo

Há muita coisa pra se fazer aqui, em qualquer época do ano, principalmente no verão, que foi a época que eu mais visitei. A temporada de verão, que vai até meados de março possui pouquíssima chuva. Com certeza é a melhor época para programas ao ar livre e turismo de aventura. Mas saiba que mesmo sendo a época mais quente do ano, com temperatura próxima aos 30ºC, à noite ela cai, e sempre é bom ter um casaco.

Letreiro da cidade. Foto: Laura Canêdo

Não sabe como chegar aqui? Esse post te ajuda a chegar na cidade de maneira independente. Quer mais detalhes sobre a cidade em diferentes épocas do ano, e sobre hospedagens? Esse post te ajuda com isso. Tem mais dias? Então estique e faça um cruzeiro maravilhoso pelos Lagos Andinos, que conto mais sobre nesse outro post.

O que fazer

1) Circuito Chico

Para a maioria esmagadora de brasileiros que visitam Bariloche o Circuito Chico é apenas um passeio panorâmico. Ou seja, numa espécie de city tour, o carro segue a costa do famoso lago Nahuel Huapi, parando em alguns lugares para tirar foto como por exemplo o Cerro Campanário, ou o Hotel Llao Llao.

Pela estrada – Circuito Chico

Mas te garanto que não é só isso. Por aqui você consegue acampar, fazer trilhas, andar de bicicleta, e todo turismo de aventura que você imaginar, como por exemplo rafting e trilhas de mountain bike.

Vista panorâmica – Circuito Chico

Realmente as paisagens encantam, então vale a pena você pegar o carro ou topar uma excursão pra você ver essa maravilha aqui. Mas se você tiver uma oportunidade não fique só nesse “arroz com feijão”. Alugue um chalé no meio do Circuito Chico e viva esse Bosque encantado. Lembrando que O nome dos Chalés que ficamos no meio do Circuito Chico chama-se Cumelcan, e o telefone para reservar é + 54 9 294 463- 41 55. Recebe também reservas por WhatsApp no mesmo telefone. Os proprietários falam português e são super atenciosos.

Um dos Chalés no Cumelcan, no Circuito Chico, próximo a cervejaria Patagonia
Explorando a região. Cumelcan, Circuito Chico

Não deixe de visitar o Arroyo Lopez. É um riacho silencioso, cercado pela floresta. O local possui um pequeno estacionamento e um quiosque. De lá é possível pegar algumas trilhas de caminhada pelos bosques e montanhas, por exemplo para subir o imponente Cerro Lopez.

Arroyo Lopez

2) Cerro Campanário

Para acessar o topo do Cerro podemos subir através de um teleférico de cadeirinha (pago à parte), que faz um trajeto de mais de 600 metros em pouco mais de 5 minutos.

Rumo ao Cerro Campanário. Bariloche no verão

E se você preferir subir caminhando, há trilhas até o topo com nível baixo de dificuldade. Tem gente que fala que as vistas são iguais entre os Cerros, mas não são! Experiência própria. Localizado na Avenida Ezequiel Bustillo, a 17 km do Centro Cívico, pra curtir esse Cerro é bom subir em um dia claro, sem neblina. E por aqui tem uma Confeitaria e um Jardim Botânico com várias espécies de flora local, que pode ser visitado na primavera e no verão. Se você preferir suba no teleférico e desça fazendo a trilha no meio dos bosques, pois “pra baixo todo santo ajuda”, haha.

Cerro Campanário – Bariloche

As linhas de ônibus n° 10, 20 e 22 te levam até essa atração e seguem até o centro. O Cerro Campanário abre todos os dias das 09:00 às 17:30. Visitei apenas no verão.

Meus pais no Cerro Campanário

3) Cerro Otto

Visitamos essa atração em meados de abril, início do outono.

Você sobe de funicular por cerca de 5 minutos (um teleférico de cabine fechada), e a vista é linda, e o passeio é muito agradável.

Vista do bondinho do Cerro Otto. Bariloche

Aqui em cima tem um confeitaria Giratória que é um charme então peça um delicioso Cappuccino ou Chocolate Caliente.

Confeitaria giratória. Cerro Otto


Interessante que no Complexo do Cerro Otto durante o inverno você consegue praticar esportes e brincadeiras com neve, como por exemplo o esqui-bunda. Entre no site e programe suas atividades, pois são inúmeras. http://www.pt.telefericobariloche.com.ar/atividades-no-teleferico-erro-otto/

Vista panorâmica Cerro Otto. Foto: Laura Canêdo

O acesso ao Teleférico Cerro Otto fica no km 5 da Av. Los Pioneros no cruzamento com a Av. Sara Maria Furman. Viemos de carro alugado, e o estacionamento é gratuito!

Vista linda, Cerro Otto

Você também pode pegar o ônibus que parte do centro, da própria empresa que administra o Teleférico Cerro Otto. Ele te leva e trás de volta com o custo já incluído no ingresso que você comprar. Os pontos de venda do ticket e do ônibus são dois (no centro): na esquina da Rua Villegas e Mitre e no início da Rua San Martín, atrás do jardim do Centro Cívico. A empresa oferece vários horários de transporte durante o dia. Ideal para quem está hospedado no centro.

Horários de ônibus Cerro Otto. Foto: Laura Canêdo

Valores no site da empresa: http://www.telefericobariloche.com.ar/tarifas-del-teleferico-cerro-otto/#top

4) Cerro Catedral: A mais importante pista de Esqui da América Latina.

Bariloche é o principal lugar que a maioria dos brasileiros pensa quando o assunto é neve. Eu lamento não poder ajudar muito, pois tenho horror a frio, e o máximo de neve que eu vi, foi uns floquinhos caindo no meu casaco parecendo caspa em NY certa vez. Mas pode ter certeza que qualquer dia vou me preparar e me render a um clima abaixo de zero, porque uma montanha congelada me emociona demais. Mas se você quer realmente conhecer a neve, e curti-la sem restrições aconselho a entrar no site do Cerro Catedral para ver a agenda de quando o parque terá tal atividade.

https://www.catedralaltapatagonia.com/

Fernando e sua irmã se preparando para esquiar. Cerro Catedral, no inverno
Cerro Catedral final de estação. Foto: Laura Canêdo
Se aqui nevasse usava esqui? Foto: Fernando

E o Cerro Catedral fora do inverno? Vale a pena?

Pra mim vale! Ter uma vista impactante do alto sempre é primordial. Além disso é interessante conhecer a superestrutura do lugar, que conta com 36 meios de elevação espalhados pela montanha, mais de 70 pistas de diferentes níveis, máquinas para fabricar neve e vários refúgios/restaurantes espalhados pela montanha.

Cerro Catedral outono

Foi muito legal subir a montanha através dos teleféricos para curtir a paisagem, sem contar a gastronomia nas confeitarias do alto.

Subindo o Cerro Catedral no verão

O Cerro Catedral está localizado a 19 Km do centro da cidade. Apesar da base da montanha se encontrar a 1030 metros seu cume mais alto alcança cerca de 2400 metros. Pertence a Cordilheira dos Andes, que teve sua origem com a junção de placas tectônicas que há milhões de anos fizeram com que os afloramentos rochosos subissem de maneira abrupta. O Cerro Catedral possui cumes pontiagudos que deram origem a esse nome por se assemelharem a uma catedral gótica. Outra característica interessante daqui é a existência de vales profundos, o que parece que por aqui passaram (há milhares de anos) várias geleiras/glaciares.

Vista do Cerro Catedral, verão em Bariloche
Cerro Catedral. Imagina tudo coberto pela neve no inverno

E por aqui além de andar de teleférico você pode realizar caminhadas, contemplação dos picos nevados, fazer trilhas, andar de bicicleta (neste caso é necessário alugar uma bicicleta e comprar um passe especial para usar as trilhas), fazer tirolesa e deslizar com boias em esteiras.

Teleférico Cerro Catedral no verão

Como vir para o Cerro Catedral? A segunda vez que tentei vir pra cá viemos de carro alugado. Mas estava chovendo e ventando então decidimos não entrar. Se estiver nevando ou com gelo na pista também não é recomendado dirigir. Já na primeira vez viemos por um pacote de turismo, com uma agência de Juiz de Fora – Intermezzo Turismo Telefone (32) 3215-2674. Mas as agências de turismo estão espalhadas por todo o centrinho de Bariloche. A agência pegou a gente no hotel, nos deixou na base do Cerro e marcou um horário para pegar de volta. Você também tem a opção de vir de Táxi ou remises. O Taxi circula com o taxímetro ligado, então você só pagará a corrida pelo que aparece no taxímetro. Já o segundo, apesar de ser um táxi (ou carro privado), o preço do trajeto é combinado antes. Não há Uber na cidade.

Final do inverno. Cerro Catedral. Foto: Laura Canêdo

Ônibus Urbano: Quem segue o blog sabe que eu sempre vou dar preferência ao transporte público, quando for possível. Para ir de ônibus para o Cerro Catedral (e para outros lugares aqui) você precisará comprar o cartão SUBE e recarregá-lo para poder pagar o transporte público da cidade, como expliquei no outro post.

Atenção, pois os ônibus em Bariloche não aceitam dinheiro. Você pode até comprar esse cartão em Buenos Aires, pois ele é aceito em toda a Argentina.

Não tem mistério: Para comprar o cartão SUBE vá ao centro de informações turísticas no Centro Cívico, ou em kiokos (espécie de tabacaria) espalhados por toda a cidade.

Minha prima pegou o ônibus e tinha um monte de desavisados entrando no ônibus sem o cartão, aí ela passava o cartão dela e pegava o dinheiro da galera pra eles não precisarem descer do ônibus. E isso não é corrupção, viu? Várias pessoas podem utilizar o mesmo cartão, não precisa comprar um cartão para cada pessoa. Basta um SUBE com recarga suficiente de passagens. O bom é que no mesmo lugar onde você compra o cartão, já consegue carregá-lo.

Estrutura do Cerro Catedral em Bariloche. Modo Alpes suíços ativado

A linha do ônibus é a 55. E o ponto fica logo trás do Centro Cívico, Av. Bustillo.

Esse ônibus 55 passa a cada 30 minutos. Confira os horários do ônibus para Cerro Catedral.

5) Navegação a Isla Victoria e Bosque de Arrayanes

Essa atração é muito recomendada para quem quer navegar pelos lindos lagos do amor, mas que não tem tempo de navegar até o Chile, fazendo o Cruce Andino.

Navegando pelo lago Nahuel Huapi

O barco, como o do Cruce Andino, também sai de Puerto Pañuelo, cerca de 25 km do centrinho de Bariloche, próximo ao Hotel Llao Llao. O passeio, que é feito dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, (então você paga uma taxa de preservação que não está inclusa no preço do passeio de barco), visita a Peninsula de Quetrihue que pertence a bonita Villa Angostura, cidadezinha da região de Neuquén pode ter a duração de meio-dia ou dia todo.

Pier em Puerto Pañuelo

Logo depois que o barco sair do píer as bagunceiras gaivotas aparecem e fazem todo o trajeto do barco com a gente. É uma farra!

A gaivota dominicana ou gaivota cocinera

Então o barco chega no Bosque de Arrayanes, no Parque Nacional los Arraynes, criado em 1971. A região realmente é muito cinematográfica!

Bosque de Arrayanes é uma área de preservação devido a raridade da espécie. Parente da nossa jabuticabeira, estima-se que essas árvores tenham mais de 300 anos. São árvores imponentes, de mais de 20 metros de altura.

Dizem que essas avermelhadas árvores inspiraram Walt Disney na criação do cenário da animação Bambi.

Então fizemos uma pequena trilha (considerada de baixa intensidade) por aqui. O caminho é muito agradável, e se é verdade que o Walt Disney pegou inspiração com essas árvores, eu não sei, mas com certeza a gente se sente num bosque encantado.

Depois voltamos para o barco e chegamos à Isla Victoria. Essa ilha abriga variada flora, mas as estrelas são as Sequóias. Voltei expert em Sequóia. Hahaha. A ilha era habitada por índios, e por ali vimos pinturas rupestres.

Isla Vitoria em dia claro. Foto retirada do site Wikipedia

E depois voltamos para o barco, rumo ao Puerto Pañuelo e fim do passeio.

Lago lindo!

Observações importantes:

  • O barco tem uma pequena lanchonete, banheiros e em algumas partes ambiente climatizado, e ele não balança;
  • Se você contratar esse passeio em agência de turismo no centro de Bariloche a agência oferece serviço de translado do centro até o porto, porém com custo adicional. Então compensa vir de transporte público. Pegue o ônibus 20 (sentido hotel Llao Llao), que sai do terminal de ônibus, passa pelo centrinho e chega no ponto final (Hotel Llao Llao). Desça no ponto antes de chegar ao hotel. E para voltar, vá caminhando até o hotel e pegue o ônibus no ponto inicial.

6) E por último e não menos importante: passear pelo centrinho de Bariloche

Centro Cívico. Bariloche

A cidade é uma gracinha, e além dos chocolates você pode comprar vinho, roupas, especialmente as de couro e lã, e outros produtos típicos (ou não) da região.

Toda cidade turística existe dezenas de opções de lembrancinhas e souvenirs, e além disso por aqui você encontra artigos para o inverno, como cachecóis, gorros e luvas. Outra opção ao chocolate pode ser o doce de leite, alfajores, compotas e geleias. Muitos desses produtos feitos por rosa mosqueta. É uma planta típica da região usada em cosméticos e na gastronomia.

Linda plantinha com o fruto de Rosa Mosqueta
Bariloche no outono

E aí pessoal? Gostaram do Post? Ainda bem que a Internet não dá alergia, senão estaria todo mundo espirrando por causa de algumas fotografias desse post: tão antigas e tão saudosas!

Importante dizer que eu acho que não fiz nem a metade das atrações da cidade. Para mais opções de passeios visite o site do Ricardo Freire, clicando aqui. https://www.viajenaviagem.com/destino/bariloche/o-que-fazer-bariloche

América do Sul Argentina

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