Compras, produtos típicos e alguns lugares visitados

Quem gosta de viajar e trazer algum souvenir na mala, além de fotografias?
O que todos os países têm em comum em relação à compras? Todos eles possuem lindos ímãs de geladeira. Então sem compras você não ficará, fique tranquilo.

Porém, se o seu orçamento, e o peso das suas bagagens permitirem compras a mais existem algumas dicas para não passar aperto na hora que a conta chegar.

Antes de mais nada, se você quiser comprar algo no exterior, analise o valor, a cotação da moeda (o dólar e o euro andam desanimando compras, não?), o preço no Brasil, se tem impostos cobrados e a forma de pagamento.

Se você quiser comprar alguma coisa específica acompanhe o preço no Brasil, e quando você estiver no exterior veja se vale a pena. Pela minha experiência, alguns perfumes e cosméticos em geral ainda valem , principalmente em países/ locais que tem “tax free”, ou Estados Unidos e Argentina, onde os impostos são mais baixos.

No shopping I Gigli, Florença, Toscana, Itália.

“Tax-Free ou “tax refund”, significa em português, “livre de impostos” e “restituição de impostos”.

Para aproveitar isso, escolha lojas que fazem a devolução de uma taxa chamada VAT (ou IVA – Imposto sobre Valor Agregado). Esta restituição, que varia de 7% a 21% do valor total da compra, só pode ser aplicada a objetos que você vai levar para fora do país, como perfumes, maquiagens, eletrônicos e roupas.

Válido para todos os turistas estrangeiros, o benefício é uma forma de movimentar o comércio em países como Austrália, México, Uruguai, Argentina e países da União Europeia. No entanto, fique esperto: os procedimentos e regras variam de acordo com cada uma das regiões, por isso não deixe de se informar nos comércios sobre como funciona o serviço.

Solicite no caixa da loja o formulário de devolução de impostos, documento emitido por empresas que intermedeia o reembolso e que deve ser entregue juntamente com as notas fiscais na alfândega do aeroporto. Ah, atenção: em alguns casos também pode ser exigida a apresentação dos produtos comprados. Vai ter que abrir a mala.

Ainda no aeroporto, após a validação do formulário, entregue o documento no guichê da empresa que o emitiu e escolha a forma como prefere ser ressarcido: em dinheiro (moeda do país), ali mesmo, ou no cartão de crédito. Ao escolher a segunda opção, podem ser cobradas taxas – e o tempo de espera para a efetivação é de dois a três meses.

Não se esqueça de carregar sempre com você o passaporte e um cartão de crédito internacional. É bom se ter uma cópia de cada um deles, pois pode ser que seja solicitada pela alfândega. Uma dica é chegar com muita antecedência para ficar na fila (muitas vezes enorme) e não correr o risco de perder o seu vôo. Eu mesma já deixei inúmeros Tax-Free pra trás porque estava atrasada e a fila enorme. Outro ponto que vale ser citado é que, caso esteja viajando por vários países, o ressarcimento deve ser feito no aeroporto no dia do voo de retorno ao Brasil.

Lembrando que impostos poderão/deverão ser pagos no Brasil por essas compras, como IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e Imposto de Importação.

Quem converte não se diverte!

Eu adoro essa frase, e às vezes, ela vira meu lema para não ficar tão chateada com a cotação durante a viagem. “Meu Deus! Esse Aperol Spritz está 10 euros, sendo que, convertendo, lá no Brasil pagaria metade do preço! Aí rapidamente essa frase me vem à cabeça, e então, degusto minha bebida refrescante sem consciência pesada.

Drink no Rooftop no restaurante do Hotel Pitti Palace al Ponte Vecchio, Florença, Toscana, Itália

Fato que não dá pra ignorar a conversão. Planejamento financeiro é completamente fundamental antes de se iniciar uma viagem.

Antes de ir, é necessário estipular o valor que vai gastar por dia, com comida, bebida, atrações, transporte e hospedagem.

E digo mais, na hora desse planejamento dê uma arredondada para cima, ou seja, com certa ‘gordurinha’ extra para contar com imprevistos durante a viagem.

Mas a intenção desse texto, é falar de alguns países e de seus produtos típicos ou características em relação às compras. Com essa globalização tudo existe em todo lugar, mas, produtos locais são mais difíceis de se encontrar fora do local, e, muitas vezes uma qualidade extraordinária que compensa essa compra.

Feira com produtos locais no interior da Toscana, San Giminignano, Itália

Eu posso até mudar de opinião ao longo dos textos, mas, eu desaconselho compras em excesso. Fico muito feliz quando volto pra casa cheia de moedas, já pensando em usar na próxima viagem.

1-República Dominicana, Caribe

Esse país caribenho paradisíaco que compartilha a ilha chamada Hispaniola com o Haiti é conhecido por sua natureza, resorts e história.

Google Maps

Aqui você encontra floresta tropical, savana e montanhas, inclusive o Pico Duarte, a montanha mais alta do Caribe está aqui. A capital Santo Domingo tem monumentos espanhóis, como a Primeira Catedral da América, uma construção gótica de 500 anos atrás na Zona Colonial.

Dizem que esse país é o gigante das compras do Caribe. Em Santo Domingo existem lojas de grife nos shoppings como o Blue Mall e o Ágora.

Já em Punta Cana o artesanato local me chamou a atenção, nas galerias da Cidade Colonial e perto do Parque Central em Puerto Plata, entre outros. Nos próprios Resorts e marinas existem mais opções para quem tem pouco tempo.

Bebendo Mojito na Praia do Hotel Riu Naiboa, República Dominicana. O melhor Rum é o “Ron Barcelò”, mas o “Ron Brugal” é bom também.

Existem coloridos mercados de produtos e presentes em todas as cidades e repletos de frutas e legumes em abundância.

Compre jóias de âmbar ou larimar (essa pedra foi a minha favorita), charutos, chocolates, café, rum, ou um frasco de mamajuana, bebida típica.

Larimar é a pedra exclusiva da República Dominicana

2- Curaçao, Antilhas Holandesas, Caribe

Foto retirada do site https://www.curacao.com/pt/

A linda ilha caribenha, que possui praias mais bonitas do mundo, também é pólo turístico de compras.

Vale a pena comprar na ilha produtos de grifes, eletrônicos, cosméticos e perfumes em promoção, artesanatos, Curaçao Liqueur (bebida típica), e muito mais.

Importante saber que a ilha não é duty free (livre de impostos).

A arquitetura do centro de Willemstad, capital de Curaçao, é semelhante a dos Países Baixos

O Forte Rif foi construído em 1828 para proteger o local de invasões de piratas. Hoje em dia o lugar foi revitalizado e é um dos melhores locais da cidade com diversos restaurantes, bares e lojas.

Aqui em Curaçao você pode ver o sol nascer e se pôr no mar, já que o país é uma ilha bem pequena.
O por do sol é maravilhoso e é impossível não parar o que se está fazendo para assistir essa maravilha da natureza.

Hilton Curaçao, Caribe

Outro passeio legal é Klein Curaçao. Uma pequena ilha, situada aproximadamente 25 km ao sudeste de Curaçao. É uma ilha árida, com pouco menos de 2km² de extensão e totalmente inabitada. Quando decidi ir a Curaçao, após pesquisar bastante, decidi que iria conhecer essa ilha por dois motivos: O primeiro é a praia paradisíaca com as águas mais impressionantes de Curaçao.

Klein Curaçao .

E segundo porque a ilha é um santuário das tartarugas marinhas. Fazendo snorkel a poucos metros da praia, já é possível visualizar várias tartarugas de todos os tamanhos se alimentando das algas. Encontramos desde tartarugas bem pequenas até as maiores, nadando livremente sem se importar com nossa presença.

Klein Curaçao

Curaçao também é destino de muitos cruzeiros pelo Caribe, então algumas lojas mudam seus horários de acordo com navios. Sendo assim, dependendo do dia, pode ser que você as encontre abertas aos domingos.

3 – Andorra, Catalunha, Europa

Neve nas montanhas dos Pirineus, Andorra, Europa

Esse minúsculo país, nas montanhas dos Pirenéus entre França e Espanha, é conhecido como um famoso centro de comércio, com várias lojas que preenchem a Avenida principal da capital Andorra-a-Velha.

Até hoje espanhóis cruzam a fronteira para comprar gasolina, bebidas alcoólicas e cigarro.

Se você está por aqui vale a pena conhecer mais um país, por que não?

Andorra-a-Velha, capital de Andorra

Lembrando que Andorra não é um país livre de impostos. O imposto sobre as mercadorias, conhecido como IVA, é de 4,5%. Na Espanha é de 21%. Em Andorra o turista não tem direito a devolução do IVA.

Lojas em Andorra

Já na vizinha Espanha o turista tem direito a receber o IVA para compras a partir de 90,16 euros pelo Tax-Free. O valor ressarcido não será os 21% integrais, varia entre 10% e 16%.

Então faça as contas e veja se vale a pena comprar o produto com o imposto de 4,5% de Andorra ou se vale mais a pena comprar na Espanha e depois receber parte do IVA.

Ah, e como em todos os países, Andorra também tem aduana, com limite de produtos que podem passar pela fronteira sem declarar imposto, então se informe sobre isso.

Ah, o país também é referência em estação de esqui no inverno, então planeje sua viagem para esses dois propósitos.

Andorra-a-Velha

4- Catar, Oriente Médio

Começamos pelo Aeroporto Internacional de Hamad do Catar, onde tem mais de 40.000 metros quadrados com lojas e restaurantes, tornando esse local um excelente destino para compras.

Espalhadas por todo terminal, as esculturas de arte são lindas. A mais chamativa é o Urso da Lâmpada do artista suíço Urs Fischer*, que custou U$6.8 milhões de dólares.

A gente ouve falar tanto dos inúmeros souks existentes na vizinha Dubai, que o Catar fica bastante ofuscado.

O Souq Waqif, é o local mais tradicional para compras, onde se encontram relíquias em antiquários, postais pintados à mão e roupas tradicionais a preços mais acessíveis.

Souk Waqif, Mercado em Doha, Catar
Vista da região do Corniche, com o MIA (Museum of Islamic Art) park ao fundo. Vale muito a pena entrar no museu.

5- Hong Kong

E afinal, Hong Kong é um país ou faz parte da China?
Grande buda de Tian Tan, Hong Kong

Essa pergunta é bem polêmica e sempre surgem respostas diferentes.

Hong Kong pertenceu à Inglaterra do século XIX até 1997, quando enfim retornou ao governo chinês com o acordo de “um país, dois sistemas”.

Ônibus com inspiração inglesa, Hong Kong

Portanto, em teoria, Hong Kong e um país independente. Inclusive uma super curiosidade: os chineses precisam de visto para entrar em Hong Kong e vice versa.

Acho que por ser do lado da China, os turistas ficam bem na dúvida se Hong Kong é ou não um país separado. O interessante é que Brasileiros não precisam de visto de entrada em HK, porém precisam na China.

Mas falando sobre o que interessa, Hong Kong é realmente excelente para compras, pois tem inúmeras lojas pela cidade toda.

Pra você ter uma idéia, o hotel que eu me hospedei parecia a Galeria Pajé, em São Paulo, praticamente no meio de uma “25 de março” Hong- konguesa. Hahaha

A variedade de produtos é simplesmente infinita e reúne desde marcas de luxo a mercados populares com produtos genéricos, “made in China”.

6- Macau

Foi território português durante 450 anos, e hoje é uma das duas Regiões Administrativas da China, junto com Hong Kong.

Largo do Senado, colonização portuguesa em Macau, Ásia.

Macau é o lugar ideal para comprar quase tudo a preços mais baratos do que em muitas cidades vizinhas.

Ruínas da Catedral de São Paulo, Macau.

Ouro e prata, antiguidades, produtos eletrônicos, peças de artesanato, e, até roupas em caxemira e seda.

Macau está separada de Hong Kong pelo delta do rio das Pérolas. Território português até 1999, a região reflete uma mistura de influências culturais. Seus gigantescos cassinos e shoppings foram responsáveis pelo apelido “Las Vegas da Ásia”.

7- Ciudad del Este, Paraguai

A cidade faz parte de uma região chamada Tríplice Fronteira, pois envolve Foz do Iguaçu, no Brasi e Puerto Iguazú, na província Argentina de Misiones.

Tríplice Fronteira. Foto: Ingrid Lima

Esses 3 países são separados um dos outros pelo Rio Paraná e pelo Rio Iguaçu.

Rio Paraná em cima, Tríplice Fronteira

Com quase 400 mil habitantes, Ciudad del Este é a segunda cidade mais populosa do Paraguai e concentra uma das maiores zonas de comércio do mundo.

Muitos produtos possuem preços muito atrativos, e aceitam-se reais e dólares americanos praticamente como moeda local . Mas há de se ter cuidado por aqui: apesar dessa cidade ser o “paraíso” das compras, é uma mistura de camelôs, carros, motos, ônibus, bicicletas, muambas, comida, lavadores de dinheiro, contrabandistas, turistas, policiais, etc.

Confesso que é um caos engraçado, não me senti com medo, mas também é importante atenção com seus pertences.

Pôr do sol na Ponte Internacional da Amizade. Liga a cidade de Foz do Iguaçu no Brasil e Ciudad del Este no Paraguai, passando sobre o rio Paraná.

Atenção que tanto aqui quanto qualquer cidade de fronteira há um limite de gastos, então é importante se informar antes.

8- Panamá, América Central

O Panamá é um país que liga a América Central à do Sul.

Impossível falar desse país sem citar o icônico Canal do Panamá, uma reconhecida proeza de engenharia mundial, que corta o país ao meio , ligando os oceanos Atlântico e Pacífico, criando uma importante rota de navegação, melhorando o comércio exterior ainda mais.

Visitando o Canal do Panamá. O canal atravessa o istmo do Panamá e evita que os navios precisem contornar toda a América do Sul (em torno de 17 mil km e muitos dias de viagem e evitar a perigosa rota do cabo Horn, no extremo sul das Américas).

Vale muito a pena fazer compras aqui, mas é preciso considerar o valor do dólar no nomento de sua viagem.

Na capital, a Cidade do Panamá, arranha-céus modernos, cassinos e casas noturnas contrastam com as construções coloniais do distrito de Casco Viejo e com a floresta tropical do Parque Natural Metropolitano.

Vista da cidade do Panamá

Já ouvi chamarem o Panamá de “Nova Miami”, com a vantagem de não precisar de visto americano para brasileiros. Eu particularmente acho a verdadeira Miami imbatível, número um no mundo. Porém, se você não esteja indo pros states, aí sim é bom cogitar parar por para fazer compras.

Artesanato. Pra mim é o que mais importa em relação às compras, quando eu viajo.

Se o objetivo da sua viagem é exclusiva para compras, existe alguns períodos de grandes promoções, quando há troca de coleção nas lojas (janeiro, fevereiro, julho e agosto). Outro ponto importante é que aqui tem um imposto de 7% – então, nem sempre o valor das etiquetas é o valor total.

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