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Uma rápida passada por Yangon, porta de entrada do Myanmar

Mingalabah (Oi)! Quem acompanhou o outro texto sobre as informações gerais sobre Myanmar, sabe que saímos de Singapura e nossa primeira parada no Myanmar foi em Yangon, e em português é Rangum.

Imagens retiradas do site Wikipedia

Infelizmente, foi uma rápida passagem por aqui. Na verdade foi mais rápida ainda do que eu tinha planejado. Foi esquecido no Aeroporto de Singapura um dos certificados internacional de vacinação contra a febre amarela, então a maior parte do dia ficamos focados em resolver essa burocracia, e até a embaixada brasileira visitamos.

Embaixada do Brasil em Myanmar

Lembre-se sempre de ter uma foto ou cópia da sua carteira internacional de vacinação e também do seu passaporte.

Clique aqui para maiores informações

http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/certificado-internacional-de-vacinacao-em-23-perguntas/219201

O pouco tempo que ficamos na cidade percebi que é bem grande, uma das cidades mais antigas do país, sendo fundada no século VI, (mas o nome era Dagon).

Imagem retirada no site Wikipedia

No início era uma pequena vila de pescadores construída em volta do Shwedagon Pagoda. Nossa, como o povo birmanês é antigo!

Vista do nosso hotel em Yangon para o Shwedagon Pagoda

E entre reinados e guerras, durante muitos e muitos séculos, a cidade desenvolveu-se pelo comércio agrícola e pela sua grande importância fluvial e portuária principalmente diante da colonização britânica. Yangon é um grande centro urbano, com cerca de 5 milhões de pessoas, e um verdadeiro caldeirão cultural – birmanesa, indiana, chinesa, inglesa, árabes, judeus, católicos e muito mais.

Templo Hindu no centro de Yangon. Sri Kaali Amman Tamil Temple, Anawrahta Rd, Yangon, Myanmar (Birmânia)

Shwedagon Pagoda: um espetáculo de beleza e fé no Myanmar

Pagode é um termo em português que se refere a um tipo de torre com múltiplas beiradas, comum na Ásia.

Já uma estupa é um monumento construído sobre os restos mortais de uma pessoa importante dentro da religião budista. Tem o formato de torre, geralmente cónica e circundada por uma abóbada. Em muitos contextos estupa e pagoda são sinônimos.

Foto do Shwedagon Pagoda retirada do site Wikipedia

Chegamos aqui para uma visita noturna. Eu confesso que queria ter vindo mais cedo, e pegar o por do sol daqui, para ver a mudança de cor do céu refletindo no ouro do Pagode, mas não foi possível. Mas mesmo assim foi incrível e pudemos desfrutar da beleza e espiritualidade do Pagode Shwedagon!

Para o povo birmanês, aqui é o lugar mais sagrado no mundo, porque nele estão depositadas relíquias de quatro Budas.

Ali, ficamos observando e vimos muitas famílias, monges e pessoas que pareciam ter acabado de sair do trabalho e que vinham praticar sua fé.

O local é ao mesmo tempo dotado da mais profunda religiosidade mas também faz parte do cenário da vida cotidiana e de lazer dos birmaneses. A grande maioria das pessoas são locais fazendo seus ritos. Imagina só! O Pagode mais famoso do país, com pouquíssimos turistas estrangeiros. Vale muito a pena conhecer. Senti uma energia já entrando no lindíssimo local.

Ah, lembre do “dress code” e use trajes comportados. Caso contrário (como na minha situação) eles me alugaram um longyi e cobraram 10.000 kyat como caução.

O pagoda fica no alto de uma colina, e chegamos nele subindo de elevador.

Dois Chinthes (leões míticos) monumentais guardam a entrada Sul, e foram oferecidos pelo rei Tharrawaddy Min durante a sua visita em 1841. O principal templo está rodeado por um vasto complexo de 72 outros pagodes, pagodões, salas de oração e outros edifícios religiosos de arquitetura tipicamente birmanesa, assim como muitas estátuas de budas e outras figuras budistas.

O chão é de mármore, e a principal stupa atinge 98 metros de altura. Sua base é feita de tijolos cobertos com 13.153 placas de ouro.

Na ponta da Estupa encontra-se uma espécie de coroa, chamado “hti” em birmanês, onde estão penduradas as 1065 sinetas de ouro e 420 de prata, e um catavento ornamentado com 1.383 pedras preciosas, incluindo 1.100 diamantes.

Além disso, no local está cercado por uma floresta de 64 outros pagodes que deixa o local mágico. Nunca tinha visto tanto ouro! E parece que a noite o dourado estava ainda mais reluzente.

Pagode Shwedagon, em Myanmar (Crédito: airpano). Foto retirada do site https://m.epochtimes.com.br

Esse pagode domina o horizonte e é o principal centro religioso da Birmânia, porque segundo a lenda, contém as relíquias de quatro antigos Budas, com oito cabelos do Buda Siddhartha Gautama.

Foto retirada do site Wikipedia. Essa coluna foi inspirada no Templo Mahabodhi em Bodh-Gaya (Índia), lugar onde Sidarta Gautma alcançou a iluminação.

O nome Shwedagon significa Ouro de Dagon, antigo nome de Yangon. Além de ser, arquitetonicamente admirável e fascinante, ele é cheio de detalhes e simbologias.

Um pouco da história do Pagoda Shwedagon

Segundo os textos monásticos, a stupa principal teria então sido construída durante a vida do Buda Gautama, no século VI antes de Cristo, sendo contestado pelos arqueólogos que dizem que essa construção foi a partir do século VI da nossa era, pelos Mons.

Um oficial inglês olha para o pagode, numa gravura de 1825. Foto retirada do site Wikipedia

A primeiro stupa, foi reconstruída nos anos 1300, pelo rei Mon Binnya U. Já no século XV a rainha da época deu seu peso em ouro para cobrir o stupa (a tradição teria sido respeitada até a nossa época). Já seu sucessor ofereceu em um enorme sino de 30 toneladas.

Pagode Shwedagon, em Myanmar (Crédito: airpano). Foto retirada do site https://m.epochtimes.com.br

Lenda de Shwedagon

Segundo a lenda, dois irmãos comerciantes da região de Yangon viajavam pelas estradas da Índia, souberam do nascimento de um novo Buda que tinha realizado o Nirvana havia pouco tempo. (Nirvana no budismo é o estado de libertação do sofrimento, uma superação do apego aos sentidos, do material, da existência e da ignorância; a pureza e a transgressão do físico, a qual busca a paz interior e a essência da vida).

Cheios de alegria, os irmãos foram vê-lo. Ao se aproximarem do Buda, eles ajoelharam em profunda reverência e ouviram atentos seus ensinamentos. Ao final, Buda passou a mão por seus cabelos e deles saíram oito fios de cabelo, que Buda deu aos irmãos dizendo que os depositassem na colina Singuttara, lugar próximo onde eles moravam e onde, de acordo com o Buda, estavam depositadas as relíquias de três budas anteriores a ele. Buda pediu aos dois que levassem e colocassem os fios de cabelo nessa colina. Os irmãos se despediram do Buda e, mostrando respeito, partiram sem dar as costas ao Buda.

Lenda pintada na parede do templo.

A divindade Thagarmin, vendo que os irmãos não tinham nada grandioso para transportar os fios de cabelos do Buda durante a viagem, deu-lhes uma caixa incrustada de esmeraldas. Quando chegaram em sua terra, eles rapidamente contaram ao Rei o pedido que o Buda havia feito-lhes e pediram ajuda. O rei ficou muito feliz por poder atender um pedido do Buda. Porém, ninguém conhecia o lugar onde ficava a colina Singuttara, onde as relíquias de três antigos Budas já estavam depositadas. Então o rei ofereceu grande recompensa a quem dissesse onde esse lugar estava. A divindade Thagarmin, para ajudá-los, mandou seus servos iluminarem a noite, de forma bastante visível, o local procurado. Então todos encontraram o local. Aí no dia seguinte, o Rei mandou construir uma estupa ali, que é onde o Pagode de Shwedagon está e nela depositou os fios de cabelos.

Isso aconteceu há 2.500 anos. Ao longo dos séculos, uma série de terremotos danificaram o local, além de saques e incêndios durante as guerras que o país sofria. Em função disso, o Pagode Shwedagon foi reformado e reconstruído várias vezes, até chegar à sua forma atual e seus 100 metros de altura.

É certamente um dos mais belos monumentos budista do mundo. Foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

A lenda contada nas paredes do templo

Onde se hospedar em Yangon, Myanmar

Eu estava com bastante dúvida, e quanto mais eu pesquisava mais dúvidas eu tinha sobre a melhor localização. Aí no meu guia do Myanmar me fez bater o martelo pela região chamada de quarteirão colonial e foi uma decisão acertada. Essa região é próxima ao Pagode Sule.

Centro de Yangon, e à frente o Pagode Sule

Nosso hotel foi escolhido a dedo. Era bem central, café da manhã delicioso com várias opções ocidentais e orientais, muito confortável, com uma piscina maravilhosa que tinha uma vista incrível para 2 templos : um templo budista e um templo anglicano. Acho o ápice da civilização quando religiões diferentes conseguem conviver em harmonia no mesmo lugar.

Dá pra ver o Pagode Shwedagon ao fundo?

Aí, voltando ao hotel, outra coisa que eu achei bom mas ao mesmo tempo inusitado, é que colado ao nosso hotel tinha um shopping center moderníssimo com lojas de grifes internacionais e outras mais locais, inclusive o supermercado era ali também. Na verdade eu me surpreendi porque não imaginei que fosse encontrar por aqui esse tipo de comércio.

Decoração natalina no Shopping Junction City, Yangon, Myanmar

Outra coisa com ponto bem positivo para esse hotel é que a janela do nosso quarto era enoooorme, de vidro, com vista para o Shwedagon Pagoda. Era tão lindo vê-lo à noite, todo iluminado. Ah, e nessa altura da viagem a Iara ainda não tinha acertado o fuso horário e a gente acordava toda madrugada e conseguia acompanhar o dia amanhecendo, e era bem legal ver o nascer do sol com uma vista tão bonita.

Nossas madrugadas vendo a paisagem

Onde comer em Yangon

Devido ao pouco tempo fizemos algumas refeições no próprio shopping ao lado do hotel, em um restaurante tailandês (é a minha culinária favorita depois da japonesa).

Escolhendo seu prato tailandês no Myanmar

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Ásia Myanmar

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3 comentários Deixe um comentário

  1. Adorei ler tudo que você postou.Que viagem maravilhosa você fez.Vou pesquisar mais sobre estes templos.Obrigado por todas as informações que você escreveu.

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