Compras em Nova York: o guia da moda e as lojas favoritas dos brasileiros, segundo a Nomad
Compras em Nova York: o guia da moda e as lojas favoritas dos brasileiros, segundo a Nomad
Planejar um roteiro de compras em Nova York é uma das etapas mais prazerosas e aguardadas por quem viaja para os Estados Unidos. A cidade mais populosa do país é historicamente reconhecida como uma das grandes capitais globais do comércio e da cultura. Porém, quando o calendário marca o mês de setembro, Manhattan e seus distritos vizinhos ganham uma atmosfera ainda mais vibrante. Esse período coincide com dois marcos mundiais de enorme apelo popular: os desfiles da semana de moda nova-iorquina (New York Fashion Week – NYFW) e a fase decisiva do torneio de tênis US Open.
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Com os olhos do mundo voltados para as passarelas, as quadras esportivas e as vitrines de grandes avenidas, como a Quinta Avenida e a Broadway, surge uma pergunta natural para o setor de turismo: como o viajante brasileiro se comporta na prática ao caminhar pelas ruas comerciais da metrópole?
Para responder a essa dúvida com dados concretos, a fintech Nomad — instituição financeira brasileira pioneira na abertura de contas globais e cartões em dólar para residentes no Brasil — analisou em detalhes o volume de transações financeiras de seus clientes. O levantamento resultou no chamado “Mapa da Moda”, um estudo inédito que ranqueou as 15 lojas de vestuário e calçados mais frequentadas por brasileiros ao fazer compras em Nova York.
Os números mostram uma mudança clara no perfil do viajante do Brasil: o consumidor moderno é altamente estratégico, pesquisa preços antes de sair do hotel, acompanha o câmbio diariamente e prioriza estabelecimentos que entregam alto custo-benefício, aliando marcas de renome a preços justos.
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O comportamento do consumidor brasileiro nas compras em Nova York
A análise detalhada das transações bancárias realizadas em Nova York durante os grandes eventos de setembro revela quatro padrões comportamentais muito bem definidos. Longe de fazer compras por impulso desordenado, o turista organiza o orçamento com disciplina para que o valor em moeda estrangeira renda o máximo possível.
1. A busca obstinada pelas lojas de departamento com grandes descontos (off-price)
O brasileiro que faz turismo nos Estados Unidos ama o conceito de garimpo. No varejo norte-americano, isso se reflete no sucesso das lojas chamadas de off-price. Essas redes operam como imensas pontas de estoque autorizadas: compram coleções excedentes ou estoques passados de grandes marcas e revendem tudo ao consumidor final com abatimentos que frequentemente chegam a 70% em relação às etiquetas originais de shopping.
No ranking da Nomad, estabelecimentos com esse formato tiveram uma performance esmagadora:
- Macy’s (1º lugar): A mais tradicional e emblemática loja de departamentos dos Estados Unidos, cuja unidade histórica na Herald Square ocupa quase um quarteirão inteiro em Midtown Manhattan, ficou com a liderança absoluta da preferência nacional. O turista encontra de roupas infantis a maquiagens importadas em um único lugar.
- TJ Maxx (3º lugar), Burlington (4º lugar) e Marshalls (5º lugar): O trio de ferro das compras econômicas nos Estados Unidos. Nessas redes organizadas em araras categorizadas por tamanho e tipo de peça, o viajante encontra camisas sociais, vestidos, malas de viagem, casacos de inverno e sapatos de marcas renomadas por valores muito inferiores aos praticados no comércio brasileiro.
- Century 21 (8º lugar): Um verdadeiro ícone cultural de Manhattan, localizada no distrito financeiro próximo ao One World Trade Center. É famosa internacionalmente por reunir peças de alfaiataria, bolsas de grife e calçados finos por preços de liquidação.
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2. Compras funcionais e de sobrevivência climática logo no primeiro dia
A medalha de prata do ranking geral foi conquistada pela varejista japonesa Uniqlo (2º lugar). Essa posição de destaque explica-se por uma necessidade muito prática do turista que acaba de aterrissar em Nova York: adaptar-se às oscilações de temperatura da cidade.
Em Nova York, as caminhadas são longas e a rotina costuma envolver muitas trocas de ambiente — do ar gelado das ruas para as estações de metrô ou lojas climatizadas. A Uniqlo tornou-se uma parada quase obrigatória nas primeiras 24 horas de viagem graças às suas linhas de roupas tecnológicas, como a tecnologia Heattech (camisas e calças térmicas ultraleves que retêm o calor do corpo) e os casacos acolchoados compactos (Ultra Light Down), que cabem dentro de uma pequena bolsinha e protegem o viajante sem pesar na mala.
3. O fenômeno do luxo aspiracional e acessível
Outro ponto alto observado pelos analistas da Nomad foi o equilíbrio entre elegância e orçamento. Embora Nova York abrigue os endereços mais caros do mundo nas proximidades da Madison Avenue e do SoHo, o turista médio brasileiro demonstrou preferência pelo “luxo aspiracional” — grifes que entregam sofisticação, materiais duradouros e prestígio social, mas com tíquetes médios menos proibitivos do que a alta-costura tradicional.
Um exemplo claro dessa tendência foi o desempenho da grife norte-americana Tory Burch (10º lugar), célebre por suas bolsas de couro legítimo, calçados elegantes e carteiras marcadas pelo clássico medalhão dourado da marca. A Tory Burch registrou um volume de vendas maior entre os brasileiros do que a tradicional casa francesa Louis Vuitton (12º lugar), comprovando que o viajante busca itens que ofereçam reconhecimento estético sem comprometer todo o saldo da viagem em uma única compra.
4. A consolidação da moda esportiva urbana (streetwear)
A influência do esporte sobre a moda diária é uma realidade consolidada, e Nova York é um dos maiores centros mundiais da cultura dos tênis (sneakerheads). Esse apetite foi potencializado em setembro pelo torneio US Open, realizado no bairro do Queens, que movimenta a cidade com vitrines temáticas e lançamentos exclusivos de artigos atléticos.
As lojas do segmento esportivo tiveram presença marcante na preferência brasileira:
- Nike (6º lugar): Com megastores impressionantes em locais nobres como a Quinta Avenida e o SoHo, atrai quem busca novidades tecnológicas para corrida, peças de treino e lançamentos da linha casual.
- Foot Locker (13º lugar): Rede especializada que reúne em um só espaço dezenas de modelos disputados de tênis para uso casual e basquete.
- Adidas (14º lugar): Forte presença na preferência de roupas cotidianas, conjuntos esportivos clássicos e linhas retrô.
Para Bruno Guarnieri, diretor de receitas (CRO) da Nomad, esses números traduzem uma maturidade recente do público que viaja ao exterior:
“Nova York é historicamente um dos destinos preferidos dos nossos clientes. O que esses dados nos mostram é que o turista brasileiro aprendeu a ser um consumidor mais estratégico. Ele planeja o câmbio com antecedência e chega ao destino sabendo exatamente onde encontrar o melhor custo-benefício, seja em um grande outlet ou na escolha de uma peça de luxo.”
O ranking completo das 15 lojas favoritas em Nova York
Para quem está montando o roteiro e quer visualizar de forma clara onde o público brasileiro costuma concentrar seus recursos, este é o ranking oficial consolidado com as 15 lojas de vestuário e acessórios mais compradas por brasileiros em Nova York:
- Macy’s: Gigante norte-americana de departamentos; moda, perfumes, cosméticos e artigos de cama e banho.
- Uniqlo: Roupas básicas modernas, tecnologia térmica e casacos leves de corte minimalista.
- TJ Maxx: Roupas de grifes famosas, sapatos, acessórios e malas com descontos expressivos de ponta de estoque.
- Burlington: Enorme variedade de peças masculinas, femininas e infantis com foco em preços extremamente econômicos.
- Marshalls: Irmã da rede TJ Maxx, excelente para encontrar tênis casuais, bolsas de marcas famosas e roupas infantis.
- Nike: Referência global em calçados de alta performance e vestuário esportivo para todas as idades.
- Zara: Moda rápida europeia com coleções alinhadas às últimas tendências mundiais de passarela.
- Century 21: Tradicional destino nova-iorquino para garimpar ternos, vestidos de festa e calçados finos com descontos de outlet.
- Victoria’s Secret: Lingeries, pijamas de seda, cremes corporais perfumados e itens de cuidados pessoais.
- Tory Burch: Bolsas sofisticadas, calçados e acessórios de luxo acessível que oferecem excelente durabilidade.
- Saks Fifth Avenue: Loja de departamento sofisticada, voltada para marcas de alta-costura, maquiagem de luxo e sapatos refinados.
- Louis Vuitton: Tradicional grife de luxo global, famosa por suas malas de viagem, bolsas estruturadas e artigos finos em couro.
- Foot Locker: Paraíso dos amantes de tênis e calçados esportivos, com lançamentos de edições limitadas.
- Adidas: Marca alemã clássica em vestuário esportivo, tênis de corrida e coleções casuais urbanas.
- H&M: Cadeia de moda acessível que oferece peças básicas cotidianas e coleções sazonais a preços econômicos.
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Dicas essenciais para economizar em compras em Nova York
Fazer compras em território americano exige alguns cuidados práticos para não estourar o orçamento planejado. A seguir, veja algumas regras essenciais para quem deseja fazer compras em Nova York de maneira consciente e segura:
Leia aqui: Cartão de Débito Internacional: Comparativo das Melhores Opções para Brasileiros
Entenda o funcionamento do imposto sobre vendas (sales tax)
Nos Estados Unidos, o preço exibido na etiqueta das prateleiras ou araras não inclui os impostos governamentais. O tributo é calculado e somado automaticamente no caixa no momento de passar o cartão ou pagar em dinheiro.
Na cidade de Nova York, o imposto sobre vendas regular gira em torno de 8,875%. No entanto, a legislação local oferece um incentivo muito vantajoso para compras de vestuário: peças de roupas e pares de calçados individuais que custem menos de US$ 110 estão totalmente isentas do imposto estadual e municipal. Se uma calça ou camisa custar US$ 109, você pagará exatamente US$ 109 no caixa. Caso o item custe US$ 111, o imposto incidirá sobre o valor total daquela peça específica. Conhecer essa regra ajuda a dividir as compras em peças menores e economizar alguns dólares a cada visita ao caixa.
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Prefira o uso de contas e cartões globais em dólar
Historicamente, muitos viajantes utilizavam cartões de crédito convencionais emitidos por bancos tradicionais no Brasil para pagar despesas no exterior. Contudo, essa prática acarreta cobranças financeiras pesadas, incluindo uma cotação de câmbio desfavorável (dólar turismo) e a incidência integral do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) elevado, além da incerteza sobre qual será a cotação do dólar no dia do fechamento da fatura.
Com as contas digitais internacionais, como a oferecida pela Nomad, o turista faz a conversão de seus reais para dólares com antecedência, aproveitando a cotação do dólar comercial (mais barata do que o dólar turismo) e uma alíquota de IOF reduzida de 1,1% na conversão para conta corrente. Além da previsibilidade financeira, o cartão de débito internacional é aceito amplamente nas maquininhas de Nova York e permite pagamentos por aproximação no celular ou relógio inteligente com facilidade.
Sobre a Nomad
Fundada em novembro de 2020, a Nomad é uma instituição financeira tecnológica (fintech) pioneira em permitir que residentes fiscais no Brasil abram uma conta bancária legítima nos Estados Unidos de forma totalmente digital, segura e sem burocracias desnecessárias. A empresa consolidou-se como um dos principais agentes do mercado financeiro nacional para quem busca internacionalizar sua vida financeira.
Por meio da conta internacional, os clientes podem manter reservas financeiras em moeda forte, transferir quantias entre contas bancárias globais e realizar pagamentos de bens ou serviços em estabelecimentos físicos ou virtuais ao redor do globo. O cartão da Nomad não possui taxa de anuidade e conta com suporte para saques em dinheiro físico em caixas eletrônicos (ATMs) espalhados pelo território norte-americano e em diversos outros países.
Adicionalmente, a empresa dispõe de uma plataforma completa de investimentos globais. Por meio dela, investidores brasileiros conseguem aplicar seu capital diretamente nas bolsas de valores de Nova York (NYSE e Nasdaq). Essa funcionalidade permite o investimento em ações de empresas globais, fundos imobiliários norte-americanos (REITs), fundos de índices diversificados (ETFs) e títulos de renda fixa pública ou privada denominados em dólar americano (Bonds), democratizando a proteção patrimonial através da moeda mais estável da economia contemporânea. No território brasileiro, a intermediação técnica e regulatória das operações de investimento é executada em parceria com a Global Investment Services DTVM Ltda.