Vá pra Cuba, a Turismo: Lugar de praias caribenhas, muita história, bons drinks, música e revolução.

Descubra aqui dicas de turismo em Cuba, como chegar, documentos necessários, hospedagens, câmbio, gastronomia, compras, segurança, música, um pouco da interessante história, etc.

“🎶 O Brasil vai lançar um foguete! E eu quero ver Cuba lançar! Cuba Lança! “🎵

Nos meus 8 dias de Cuba essa música não saía da nossa cabeça! Cantamos o tempo todo. Hahaha.

Como Cuba é um país polêmico, né?

Tem gente falando que o pequeno país caribenho é um paraíso, outros falam que é o pior local do planeta Terra. Provavelmente esses últimos ignoram as estonteantes praias, linda arquitetura, rica cultura, excelentes atrações, segurança para o turista, e o mais importante: o povo super hospitaleiro.

Cuba foi um dos lugares que viajei duas vezes. Além de viajar literalmente para outro país, também viajei no tempo.

De tanto que me mandaram ir pra Cuba, eu e minha amiga Camila passamos parte das nossas férias por lá e simplesmente amamos.

A Bandeira de Cuba tremulou pela primeira vez em 1850. As três listras de cor azul representam a divisão geográfica daquele momento. As duas listras brancas evocam a pureza das intenções do movimento independentista popular. O triângulo equilátero representa a liberdade, igualdade e a fraternidade. A cor vermelha é o prenúncio do sangue que seria derramado para alcançar a independência da Espanha. A estrela branca solitária simboliza a solidariedade entre os povos.

Então se você é como eu, que adora variar o destino turístico, mas nunca pensou em dar uma chance pra para ilha de Fidel Castro, vou te passar todas as minhas dicas de turismo em Cuba nesse texto!

Localizando Cuba

Mapa do Caribe.

É um país insular localizado no mar do Caribe, na América Central. Havana é a maior cidade e a capital do país. Ao norte de Cuba se encontram localizados os Estados Unidos (são apenas 140 km de Cuba até Key West, mais perto que Rio de Janeiro a Angra dos Reis) e as Bahamas; a oeste está o México; ao sul estão as Ilhas Cayman e a Jamaica; enquanto que a sudeste está situado o Haiti.

Um pouco da história de Cuba

Os habitantes desta ilha eram índios, até a chegada do navegador Cristóvão Colombo em 1492, que reivindicou a ilha para o Reino da Espanha.

Caravela Santa Maria foi utilizada na viagem de descoberta das Américas. Imagem: Reprodução/Revista Galileu. Cristóvão Colombo foi um navegador italiano, responsável por liderar a frota de barcos que alcançou o continente americano em 1492, sob as ordens dos Reis da Espanha. Realizou sua viagem através do Oceano Atlântico com o objetivo de atingir a Índia, errou o caminho e descobriu as ilhas do Caribe e, mais tarde, a costa do Golfo do México na América Central. Interessante que Colombo morreu achando que Cuba era uma extensão do continente americano, ele não tinha entendido que era uma ilha.

Já que Cuba não tinha ouro nem prata, que era o que mais importava aos hispânicos, começou a ser cultivado aqui tabaco e cana-de-açúcar com a utilização de mão-de-obra escrava africana.

Com o tabaco se faz charutos. Uma dica de turismo em cuba é visitar uma fazenda de charutos em Viñales. Nenhuma visita está completa sem conhecer uma fábrica de charutos.

Além disso, sua localização geográfica era muito estratégica, bem na entrada do Golfo do México. Ou seja, Cuba fecha o Golfo, sendo praticamente seu “portão”. Quando os espanhóis invadiram o México e a América Central, (onde, encontraram muita riqueza em ouro e prata), começaram levar esses metais preciosos para a Espanha, e era lá que os navios galeões ficavam numa última parada pra abastecer antes de cruzar o Atlântico.

Então começava a colonização de Cuba, com a fundação de vários povoados, e assim os índios iam gradativamente sendo dizimados (será que a gente já viu essa história?), por guerras, trabalho escravo, e pelas doenças contra as quais não tinham imunidade.

O comércio de Cuba se desenvolvia pelos negócios realizados com as colônias inglesas na América do Norte, e Havana tornava-se uma cidade rica com uma rápida modernização, marcada por grandes palácios e uma arquitetura colonial maravilhosa.

Inclusive naquele momento, boa parte dessa riqueza já pertencia a uma população nascida em Cuba, descendentes de espanhóis.

Do alto, no sentido horário: Panorama de Havana, carro clássico, Catedral e Cristo de Havana, Castillo de la Real Fuerza, Museo de la Revolución, Edifício Bacardi, El Capitoólio Foto: Wikipedia

Pirataria em Cuba 🏴‍☠️

Na segunda metade do século XVI, Havana foi considerada o porto mais seguro do mundo ibérico nas Américas, e em razão disso, foi a cidade que mais desenvolveu. E virou alvo preferido de corsários patrocinados pelos outros reis da Europa como Inglaterra, França e Holanda.

Outra dica de turismo em Cuba: Fortaleza de San Carlos de La Cabaña, Havana. Considerada uma das maiores fortalezas das Américas, um dos lugares imperdíveis pra visitar em Havana. Após a invasão da Fortaleza de los Tres Reyes Magos del Morro e a consequente tomada de Havana pelos Ingleses, no ano de 1762, o rei de Espanha Carlos III ordenou a construção de uma grande fortaleza que pudesse estar mais protegida.

Era tudo muito discreto, pois essas nações não queriam declarar guerra à Espanha, então pagavam aos piratas para que eles roubassem os tesouros espanhóis, dividindo assim a carga roubada. Havana foi saqueada em diversas oportunidades pelos maiores bucaneiros da época, e como consequência disso, foi se tornando muito fortificada, e virou a capital Cubana.

Fortaleza de San Carlos de La Cabaña. Construída no século XVIII e transformada em um complexo com museus, eventos culturais e cerimônia noturna com disparo de canhão.

O caminho para a independência

Nessa sociedade com muitos cubanos ricos nasceu um sentimento nacionalista, com uma identidade própria que começou a clamar pela independência da Espanha. Além disso, a população da ilha cresceu bastante, e já havia mais de um milhão de escravos aqui, que passaram a representar mais da metade da população local.

Nesse período a Espanha já estava perdendo as colônias na América e isso foi dando coragem aos movimentos e lutas pela Independência.

A partir de 1892, as lutas pela independência foram encabeçadas pelo intelectual cubano José Martí, que estava exilado nos Estados Unidos, e lá fundou o Partido Revolucionário Cubano, e quando voltou pra Cuba organizou as batalhas. E nesse período Cuba já era a única colônia espanhola que sobrava na América.

Estátua de Carlos Manuel de Céspedes, na Plaza de Armas em Havana, Cuba. Foi proprietário rural e líder independentista cubano. Levantou-se em armas contra o governo espanhol em 1868, libertando seus escravos e incentivando-os unir-se à luta anticolonialista. Redigiu a declaração de independência de Cuba, em 1868, que deu início à Guerra dos Dez Anos. Morreu em combate com as forças espanholas. Uma das dicas de turismo em Cuba é essa praça muito bonita e segura. Sua entrada à beira do Malecón, tem o Museu da Navegação, Museu de História Natural Cubana e ao fim da Rua Obispo, além de outros prédios históricos.

Em 1898 aconteceu um fato muito interessante. O navio americano USS Maine (ACR-1), estava ancorado na Baía de Havana, para proteger os americanos que viviam em Cuba, quando explodiu de modo misterioso, morrendo 250 americanos. Os Estados Unidos furiosos responsabilizaram a Espanha e aí desencadeou a Guerra Hispano-Americana. Em julho daquele mesmo ano os Estados Unidos derrotaram a frota espanhola, e participaram do acordo de paz que finalmente pôs fim à colonização espanhola em toda América, passando assim a ter uma potente influência sobre Cuba. Muitos historiadores disseram que Cuba apenas trocou de colonizador, saiu a Espanha e entrou imediatamente os Estados Unidos.

Influência Americana em Cuba

Nível de amizade com os Estados Unidos: A ponto de Cuba ter um Capitólio semelhante ao Capitólio de Washington. Concluído em 1929, o prédio foi o edifício mais alto de Havana na década de 50 e também a terceira maior casa parlamentar do mundo. O Capitólio está aberto à visitação, nós conseguimos entrar.

Em 1901 houve a eleição do primeiro presidente cubano, e com severa influência política e dependência financeira dos Estados Unidos.

As ditaduras cubanas

Impossível falar de Cuba sem tocar nesse assunto.

A principal economia de Cuba era gerada pela plantação de cana-de-açúcar, e havia uma profunda desigualdade social no país. Houve uma ditadura sanguinária do Presidente Gerardo Machado que alimentou um forte sentimento de insatisfação referentes aos governos. (Período de 1925 a 1933).

Fulgêncio Batista, que foi presidente na déc. de 40 do século XX, e fez algumas boas reformas sociais, deu um golpe voltando ao poder em 1952. Esse novo ditador estava sendo apoiado pelos Estados Unidos, e reprimia com violência os movimentos estudantis, enquanto a desigualdade social só crescia. O país até passou a ser chamado de “O grande playground dos Estados Unidos “, onde os americanos muito ricos vinham pra cá para aproveitar as casas de prostituição e os cassinos construídos pelos mafiosos americanos com o intuito de lavar dinheiro.

Durante esse período surgiu um líder do movimento estudantil, o jovem advogado Fidel Castro que passou a protestar e questionar a legitimidade do governo de Batista. Fidel liderou a tentativa de invasão de um Quartel General do Exército. Ele foi preso, condenado, e anistiado, quando seguiu para o exílio no México, onde organizou e liderou o surgimento de uma força para a Revolução. Foi lá que ele conheceu o jovem médico argentino, Ernesto “Che” Guevara, que entrou nesse grupo revolucionário.

O dia em que os irmãos Castro conheceram Che Guevara. Juntos, eles planejaram a revolução, aprenderam táticas de guerrilha e organizaram um grande exército rebelde. Foto retirada do site Aventuras e História

A revolução cubana

Viajei pra Cuba no quinquagésimo primeiro aniversário da Revolução Cubana.

Em novembro de 1956, um grupo de 81 revolucionários guerrilheiros partiram do México a bordo de uma pequena embarcação chamada “Granma”. Quando chegaram na ilha foram atacados pelas tropas do governo golpista e poucos sobreviveram, dentre eles, todos os principais líderes do movimento: Che Guevara, Fidel, Raul Castro e Camilo Cienfuegos. Eles ficaram escondidos e então passaram a organizar a guerrilha. A miséria, a desigualdade social e a grande violência da ditadura Batista estava a todo vapor no país, sendo os principais ingredientes para o movimento revolucionário.

Um tempo depois que começou esse movimento, o exército guerrilheiro, formado por agricultores, estudantes e desertores do exército, derrotou as tropas de Batista, que fugiu para a República Dominicana em 1º de janeiro de 1959, quando Che Guevara e Camilo Cienfuegos tomaram Havana. Logo depois Fidel conquistou Santiago de Cuba e a revolução se consolidou.

Marcha da revolução cubana realizada em 1960. (Imagem: Wikipédia)

Em 1961, houve uma das primeiras atitudes do governo revolucionário para acabar com o analfabetismo. O governo convocou milhares de estudantes para irem até às zonas rurais com o intuito de alfabetizar todo mundo. Com isso, o analfabetismo foi erradicado. A segunda coisa foi realizar a reforma agrária. Os latifúndios (terras não cultivadas ou de áreas onde se cultiva algo que não exige grandes investimentos) que pertenciam aos americanos foram estatizados e definiu o começo da hostilidade entre Cuba e Estados Unidos.

Atualmente a taxa de alfabetização no país é de 99,8%. Foto: Sabrina Navarro Toledo
Juventude! Cuba tem uma das menores taxas de homicídios da América Central e Caribe, assim como números muito baixos relativos ao consumo, produção e tráfico de drogas. Esses indicadores têm sido comprovados seguidamente pelo Departamento de Estado dos EUA ao longo dos anos, o que ajuda a corroborar o fato de que estes números são verdadeiros.

Cuba e a Guerra Fria

Em 1960, os Estados Unidos começaram um pesado boicote comercial a Cuba.

Importante refletirmos que Cuba não nasceu comunista, mas a crescente hostilidade entre os dois países o forçou a aceitar parcerias com a URSS e isso aumentou o stress da “Guerra Fria”.

Em 1961, alguns contrarrevolucionários cubanos, que foram exilados nos Estados Unidos, juntos com mercenários treinados pela CIA, tentaram invadir a Ilha, na Baía dos Porcos. A tentativa fracassou, pois o governo de Cuba soube da movimentação antes dela ocorrer e conseguiu impedir a tentativa de invasão.

O embargo comercial americano só crescia e passou a contar com outros países das Américas e isso cada vez mais aproximava Cuba dos países comunistas. Como resposta à tentativa de invasão que os Estados Unidos tinham armado anteriormente e também pelas presença de mísseis nucleares americanos estacionados na Itália e na Turquia, a União Soviética também instalou mísseis nucleares na Ilha. O entorno de Cuba ficou completamente bloqueado, e o clima cada vez pior, até que os soviéticos retiraram os mísseis e os levaram de volta para a União Soviética. Que tenso, foi o mais próximo que se chegou do início de uma guerra nuclear em grande escala.

O líder soviético (à esquerda) e o presidente norte-americano (à direita) medem forças. Ambos estão sentados sobre uma bomba atômica e têm seus dedos prontos para acionar o botão de disparo das bombas. A charge, de 1962, faz uma ironia: cada um deles está sentado sobre a bomba do outro significando que uma guerra nuclear liquidaria ambos.
Fonte Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

Cuba estava sendo totalmente sustentada pela URSS, que comprava seu açúcar a preço muito mais alto e vendia petróleo a preço muito mais baixo, além do apoio técnico e militar. Paralelo a isso as dificuldades econômicas aumentavam e muitos cubanos fugiram para os Estados Unidos.

Embaixada Russa em Havana. Estes países tiveram uma estreita cooperação desde os tempos da União Soviética. Cerca de 55 mil pessoas de ascendência russa ainda vivem em Cuba.

Com a queda do Muro de Berlim em 1989, com o fim da URSS e com o enfraquecimento do comunismo na Europa Oriental piorou absurdamente a situação de Cuba. O fim dessa ajuda financeira fez com que a pobreza no país e as políticas de austeridade (cortes de gastos e aumento de impostos) feitas pelo governo passassem a ser cada vez maiores.

Arquitetura histórica torna Havana referência mundial. É tudo tão lindo, pena que tem muita coisa degradada. Foto: Sabrina Navarro Toledo

A ditadura de Fidel Castro

Em decorrência de tudo (fim da URSS, bloqueio econômico Americano), houve falta de combustível no país, e com isso ocorreu a interrupção de vários ramos da indústria. Houve também diminuição das Importações e exportações, corte recorrente de energia e água, além da redução da cota de alimentação para o povo. O salário foi reduzido, chegando a cerca de U$30,00 por mês. Os soviéticos foram embora, e uma crise se instalou.

A partir do início do século XXI, o governo passou a permitir um pouco que os estrangeiros investissem na economia (mas com muita burocracia e pouco envolvimento), e a partir do ano 2000, o turismo surgiu como uma boa fonte de renda.

Meninas em passeio de barco em Varadero. O turismo é o motor da economia cubana e o segundo setor que mais agrega retorno financeiro, depois da venda de serviços médicos.

Fidel governou por quase 50 anos. De 1959 a 2008, quando ficou enfermo, e passou a presidência para o seu irmão e líder revolucionário, Raul.

Ao longo desse período surgiram denúncias terríveis exatamente iguais aos atos praticados pelos opressores que tanto criticava e combatia. Perseguições, torturas, assassinatos de concorrentes políticos ou pessoas que expressavam a sua opinião contrária ao regime. Doutrinas, exílios e forte repressão sobre o povo era constante.

Vimos propaganda do governo por todo lado.

Raul Castro fez reformas sociais e econômicas e deu o pontapé inicial para uma certa abertura, libertando alguns presos políticos e incentivando a inauguração de pequenos comércios privados, no ramo de serviços e turismo. (Foi presidente de 2008 a 2018).

A partir de 2014 houve uma tentativa de reaproximação com o governo dos Estados Unidos de Barack Obama, mas que foi completamente rechaçado pelo governo seguinte de Donald Trump. Veremos cenas dos próximos capítulos sobre essa história mundial.

Barack Obama e sua família em Cuba! Gente, foi a primeira vez que um presidente americano visita a ilha em 88 anos. (Foto: Reuters). Leia mais sobre essa notícia no G1

Em 2018 os irmãos Castro saíram do poder e foi eleito Miguel Díaz-Canel para a presidência.

Como chegar em Cuba

Nós viemos do Aeroporto internacional de Guarulhos com a companhia aérea panamenha Copa, com um excelente stopover de 3 noites na Cidade do Panamá. Amei conhecer 2 países em uma só viagem.

Chegando em Cuba, vendo meu mar do Caribe preferido!

Veja aqui a melhor opção de Vôo para Cuba pelo Skyscanner

Documentos necessários para viajar para Cuba:

Além de um Passaporte Válido o Visto de turismo (tarjeta turística).

Eu consegui esse visto de modo super simples. Como organizei boa parte da viagem (passagens aéreas e hospedagem) por uma agência de turismo no Brasil, ela providenciou tudo pra mim.

Mas se você viajar pela Copa Airlines, você pode “tirar” e pagar o visto à companhia, na hora do check-in, no Brasil. E se você não estiver indo de Copa, mas tem escala no Panamá você pode pagar lá no Panamá mesmo. É bem simples. Cuba não carimba seu passaporte e te dá uma “tarjeta de turista” que custa US$ 20.

O blog Vida Cigana dá maiores informações sobre esse assunto.

Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela, emitido no mínimo 10 dias antes do embarque. (Veja aqui como conseguir o seu no site da Anvisa.

Você já tem o seu Certificado Internacional de Vacinação?

Taxa de saída – na saída do país, depois de fazer o seu check-in na companhia aérea, é necessário pagar uma taxa aeroportuária, que não é cobrada juntamente com o valor da passagem e só pode ser paga neste momento e em dinheiro.

Aeroporto de Cuba

Seguro Viagem válido em Cuba:

Ter um seguro viagem para Cuba é obrigatório, exigido por lei pelo governo local, para que turistas de todas as nacionalidades tenham permissão para viajar para a ilha. O documento deve ser apresentado ao requerer um visto para o país e/ou ao desembarcar na ilha caribenha.

Acesse aqui a melhor cotação. O blog só recomenda o que usamos.

Dicas de turismo em Cuba

Como se locomover em Havana | Cuba

Em Havana a gente andou de táxi comum apenas pra ir e voltar do aeroporto porque estávamos cheias de mala, e com pressa. Existem também as tradicionais “Máquinas” – carros antigos e frequentemente conversíveis, além dos Cocotaxis (uma espécie de Tuktuk). Inclusive existem táxis estatais que são só para os cubanos e operam em pesos cubanos. Estes, você não pode andar. Normalmente são os soviéticos Ladas amarelo e preto. Os que os turistas podem usar terão o nome de alguma empresa, como Cubataxi.

Os automóveis clássicos chegaram aos dias atuais pelo enorme esforço de seus motoristas, que tinham que manter os carros sem as reposições das peças, já não eram mais produzidos nem nos EUA, nem em outros países. Isso fez com que Cuba se tornasse o maior museu automotivo do mundo em plena atividade até hoje. O embargo ainda é um fator proibitivo para se manter de modo correto a manutenção. Interessante dizer que muitas peças dos antigos automóveis que chegam é através de parentes que moram em Miami, Flórida, onde existe loja de peças para carros da Lada (marca soviética), sendo que nenhum carro dessa marca foi vendido oficialmente nos EUA. Mistérios do capitalismo!
Imagem meramente ilustrativa.

Caminhamos bastante e pegamos ônibus de turismo. Estes últimos circulam até as 18h e possuem três linhas: Duas rodam pelos pontos centrais da cidade e a última vai até a parte leste da capital, incluindo a região de praia. Ele funciona no esquema hop on/hop off, em que o turista desce e sobe diversas vezes no mesmo dia, (mas sem audioguia para explicar).

Do Brasil mesmo eu já tinha contratado os transfers do Aeroporto até o hotel em Havana e até Varadero, que fica a uma distância de 150 km da capital. O transfer pode ser feito em vans, carros particulares ou táxis.

Os belos e antigos carros americanos e soviéticos são uma atração à parte. A frota automotiva em Cuba parou no tempo por um longo e duradouro embargo econômico, organizado pelos EUA, e que perdura até os dias atuais. Você pode alugar esses reluzentes carros para passear por aqui.

Quantos dias ficar em Cuba?

Nós ficamos 8 noites e poderíamos ter visitado outras cidades. O número de dias nas cidades visitadas foi adequado (4 noites em Havana e 4 em Varadero), mas eu gostaria muito de ter conhecido Cienfuegos (cidade do interior tranqüila. Boa pra conversar com as pessoas, bonita arquitetura, com a famosa Baía de Cienfuegos); Trinindad que é uma cidade histórica (tipo Paraty) e Santa Clara. Talvez acrescentaria mais umas 4 noites.

Natureza exuberante na Cachoeira de El Nicho. Um oásis em Trinindad, Cuba. Foto: Sabrina Navarro Toledo

Qual a melhor época do ano para visitar Cuba?

Nós fomos final de janeiro, início de fevereiro e foi excelente. Sol e dias lindos o tempo todo.

A melhor época vai de novembro a abril. É o período seco na ilha, além de ter um clima mais ameno.

Um pouco de nuvens do céu, mas fez sol todo o tempo. Praia de Varadero, Cuba

Ah, as datas próxima ao Natal e Ano Novo são consideradas alta temporadas e mais caras, além do aniversário da Revolução também ser em 1/1.

Lembrando que dentro do período de chuvas os meses de agosto, setembro e outubro são os menos recomendados para se viajar pra cá, pois existe o risco real dessa ilha ser atingida pela temporada de furacões do Caribe.

Qual moeda levar para Cuba

Eu levei Euros, e lá troquei pela moeda local. Inclusive aqui foi o único país que eu não levei dólar (fora da Europa, né?).

Na verdade eu levei euros (pra trocar em Cuba) e dólares, pois como eu fiz escala na Cidade do Panamá, e lá o dólar é amplamente aceito, eu não precisei trocar dinheiro pois ficamos 3 noites na cidade.

Sobre o dinheiro cubano: Existem duas moedas correntes: o peso cubano (CUP), chamado de “moneda nacional”, e o peso conversível, (CUC).

O primeiro é usado só pela população local para receber seu salário e pagar contas (siglas CUP ou MN).

Já o CUC é equiparado ao Dólar americano, sendo super forte, e circula em alguns setores específicos, como turismo. Você pagará as tarifas das hospedagens, alimentação, transporte e atrações com o CUC.

Detalhes de um CUC. Peso conversível.

Você pode, durante a viagem, receber o troco em pesos cubanos (mas não é a regra).

Ah, e pode acontecer também eventualmente, de você pagar alguma coisa pequena com eles, não tem problema, e o vendedor provavelmente vai negociar com uma conversão de CUP (peso cubano) para CUC (peso cubano conversível) mais favorável para ele do que a cotação oficial. E tá tudo bem, né? pense que 1 CUC vale muuuuito mais para ele, do que para você. 🙂

Aí você me pergunta: como eu vou diferenciar um dinheiro do outro? É bem simples, os CUP possuem imagens dos heróis nacionais, como José Martí, Camilo Cienfuegos e Che Guevara. Eu confesso que nem vi essas notas por lá.

Ah, se eu tivesse visto essa nota do Che com certeza teria trazido de souvenir. Foto retirada do site Bis ans Ende der Welt
Foto retirada do site Bis ans Ende der Welt

Já os CUC possuem imagens dos monumentos nacionais e estátuas, e têm a inscrição “pesos convertibles” embaixo do valor por extenso da nota.

Pesos conversível (CUC). Foto retirada do site Bis ans Ende der Welt

Ambas as moedas possuem notas de 1, 3, 5, 10, 20, 50 e 100.

Aí você me pergunta porque eu levei euro pra cá, já que o o CUC é equiparado ao Dólar americano (USD). No entanto, devido aos embargos econômicos pelos Estados Unidos, toda casa de câmbio desconta 10% além das taxas aplicáveis se você estiver trocando dólares por CUCs. Antes de viajar fui orientada a levar euros (EUR), dólares canadenses (CAD) ou até mesmo a libra esterlina (se você já tiver em casa) pra cá, pois essas moedas são bem valorizados e não há a incidência de 10% de taxa extra descontada como existe na troca do dólar americano pelos pesos convertíveis.

Ah, eu já tive viagens onde os comerciantes locais aceitavam vender produtos cobrando em Dólares ou Euros (Tailândia, Camboja, etc.), mas aqui não teve isso, eles não aceitavam.

Sobre onde trocar dinheiro em Cuba, eu troquei uma boa parte no Aeroporto Internacional José Martí pela praticidade. Existem casas de câmbio nas principais cidades de Cuba (chamadas cadecas). Nos bancos, a cotação costuma ser um pouco melhor do que nas praticadas nas casas de câmbio, mas nem toda agência bancária faz compra e venda de moedas. Em Habana Vieja dá para trocar seus euros por CUCs na agência do Banco Metropolitano

Banco estatal cubano, o Banco Metropolitano é o antigo edifício do First National City Bank de Nova York em Havana. FOTO : DESMOND BOYLAN / ASSOCIATED PRESS. End: rua O’Reilly, esquina com Compostela, vale a pena conhecer). Foto retirada do site The Wall Street Journal

Acredito que os proprietários de casa particular ou hotel vão te orientar bem sobre onde trocar dinheiro.

Fique ligado: para trocar moeda, no banco ou em casas de câmbio (chamadas cadeca), é preciso estar com o seu passaporte. (O mundo todo pede esse requisito).

Cartões de crédito em Cuba

Nossa, acho que eu nunca tinha feito uma viagem que não usasse o cartão de crédito nenhuma vez como aqui!

Cartão de crédito até é aceito em alguns lugares como hotéis, desde que não tenha sido emitido por bancos dos Estados Unidos ou suas filiais, além de ter um acréscimo de 3% do total (lembrando que sobre tudo isso, ainda recaem ainda os 6,38% de IOF do cartão de crédito brasileiro.)

Se organize para pagar tudo em dinheiro vivo aqui.

Em Cuba existe a possibilidade de sacar dinheiro nos “Cajeros Automáticos” (é o nome em espanhol).

Viajar para Cuba é caro?

As palavras caro e barato são completamente relativas, né? Eu particularmente achei bem caro em relação aos artesanatos e compras, mas alimentação e passeios achei razoável. O CUC atrelado ao Dólar deixa as coisas bem salgadas. Rsrs.

Uma das principais dicas de turismo em Cuba é se hospedar em casas de família cubanas. Uma espécie de AirBnB cubano. Eu explico melhor no texto mais a frente na parte de hospedagem.

Mas se você se organizar bem, pesquisar bastante pode ter um orçamento razoável.

Segurança em Cuba

Foi um dos lugares que eu mais me senti segura no mundo!

Final de tarde vínhamos pro Malecón ver o pôr do sol e interagir com os locais. El Malecón, é considerado o símbolo de Havana, é um enorme calçadão que beira a orla, indo de Habana Vieja até o bairro de Vedado, numa extensão de 7 quilômetros. Foto do blog do: Amílcar Marques. Inclusive, nesse blog você acha mais informação sobre preços, dirigir e alugar carro em Cuba e outras ótimas dicas de turismo em Cuba.

Existe uma grande segurança de modo geral, o país é muito bem policiado e as penas para os crimes de roubo e assalto são muito altas. Cuba é definitivamente um país seguro para os estrangeiros.

Porém, se você está viajando sozinha(o) fique atenta ao custo dos serviços, pois podem querer te cobrar mais caro quando se está só. Tente pesquisar bem os preços antes e fazer algumas parcerias com outros viajantes pra dividir táxi, passeios, etc.

Ah, e mesmo me sentindo muito segura, não recomendo em nenhum lugar do mundo sair durante o dia com todo o dinheiro da viagem na bolsa ou doleira. Como a maioria dos países turísticos que eu já visitei existem alguns golpes, então já vá sabendo, pra você não cair.

Meus amigos caíram no golpe do charuto. Foi assim: Alguém chegou pra conversar e deu a dica de visitar uma cooperativa de trabalhadores das fábricas de charutos em Havana, que eventualmente fazem uma venda de parte do que produzem por um preço excelente. E eles foram. Foi tudo muito bem esquematizado, e compraram charutos falsificados, de baixa qualidade.

Se quer comprar charutos verdadeiros, vá a uma Casa del Habano, que são lojas estatais. Mais dicas sobre compras de charuto acesse o Blog Viajei Bonito.

O blog Viajei Bonito também alerta para outros golpes mais comuns aqui em Cuba.

Como é viajar sozinha pra Cuba sendo mulher?

A ilha caribenha é considerada um dos lugares mais seguro para mulheres no mundo.

Uma coisa interessante é que Cuba está virando referência em ser um dos melhores destinos para mulheres que viajam sozinhas ou com outras mulheres.

Antes de vir pra cá já haviam me alertado que existe um assédio dos homens, principalmente com as estrangeiras. Na verdade eu acho super confuso explicar sobre isso e parece ser contraditório com a questão da segurança, mas vou tentar explicar.

Apesar dos cubanos puxarem assunto com a gente na rua querendo conversar, perguntando de onde é, (no meu caso tinha vezes que eles diziam que eu parecia uma cubana, e eu tomei como um elogio pois eu achei as cubanas muito bonitas e vaidosas), perguntavam muito do Brasil e da nossa vida, etc. Não houve nenhum puxão de braço, nem violência, não me senti desrespeitada, nem amedrontada de sofrer violência sexual em nenhum momento.

A dica aqui é ser paciente e cortar o assunto se você não quiser conversar. Outro ponto importante desse assunto é que eu acredito que essas conversas com turistas, eram mais por curiosidade de como era o mundo fora da ilha, eles perguntavam mais pela curiosidade….do “mundo fora da bolha deles”. As conversas eram bem agradáveis (eles amam as novelas brasileiras), e pra quem não tem muito acesso à Internet o povo é bem antenado e interessado, um deles disse que muitas informações que eles recebem até hoje é por cartas! Eu andei por vários becos escuros durante a noite de roupa curta e simplesmente ninguém nos abordou, coisa que aqui no Brasil eu não faria de jeito nenhum.

Amizades de Brasil, Cuba e Reino Unido. Foto: Sabrina Navarro Toledo

Compras em Cuba

Quem já foi lá em casa viu essa pintura do Chevrolet amarelo emoldurada na minha parede.

Gente, imagina um local que simplesmente não existe produtos “Made in China” ! Ah, tanta coisa bonita, que eu queria ter comprado mais, mas achei caro os artesanatos e lembrancinhas.

No artesanato vi muitas coisas de papel marchê, com a bandeira de Cuba e a imagem de Che Guevara.

Além de charuto, rum, café e chocolate, comprei uma máscara de parede pintada com tintas à base de café, canecas, pintura em tela a óleo, ímãs de geladeira, pequenas esculturas em madeira, marcadores de livros e bijuterias.

Se você está em Cuba, faça como os revolucionários. Experimentei um legítimo Montecristo artesanal, mesmo tipo de charuto fumado por Che Guevara. Dizem que ele mergulhava a pontinha no mel, fica a dica.

Religião em Cuba

A população cubana é muito religiosa. Durante a ditadura de Fidel, a liberdade religiosa era bem perseguida por aqui. Teve muitos confrontos com a Igreja Católica e havia embargo aos cultos cristãos. Ter uma simples imagem de Jesus ou Maria em sua casa poderia ser enquadrado em crime de subversão.

A constituição cubana agora reconhece a liberdade de religião, e não há tanta proibição nesse sentido.

Existem muitos cristãos, católicos e evangélicos (inclusive eles se uniram para não aprovar o casamento homoafetivo em referendo, para novas mudanças na Constituição em 1992).

Catedral de Havana. Arquitetura barroca com 2 Campanários. Construída pelos jesuítas em 1748, e considerada patrimônio mundial pela UNESCO.

As religiões de matrizes africanas também são muito populares, existem cultos domésticos e rituais de oferenda, e como no Brasil, há muito sincretismo (mistura de diferentes religiões).

Os cultos de origem africana são três: Santeria cubana, que é de origem Yorubá, africanos originários da Nigéria ou Benín, e também de escravos africanos que eram comercializados vindos do Brasil. O outro é a Regla Conga ou Palo Monte, de africanos escravizados vindos da região do Rio Congo, na África. E o terceiro grupo que não é chamado de religião, e sim uma irmandade ou sociedade secreta que surgiu com os escravos e que se chama Abakuá ou “ñañigos”.

Todas esses 3 cultos são totalmente ligados à natureza (terra, água e fogo) e aos espíritos dos ancestrais. Todo santeiro precisa ser batizado na igreja Católica e que muitos recebem a tarefa de frequentar a missa pelos seus guias espirituais. E em muitas cerimônias, eles rezam o Pai Nosso, a Ave Maria, e o Credo.

A Santería tem as suas raízes na religião iorubá, no cristianismo e nas religiões dos povos indígenas das Américas. Foto: Sabrina Navarro Toledo

O que comer e beber em Cuba?

A gastronomia cubana é uma mistura da cozinha dos índios nativos e das cozinhas espanhola, africana e caribenha.

Um dos dias em Havana comemos comida Italiana e gostamos muito! Havana Vieja

O moros y cristianos é o principal prato, é tipo um mexido de arroz e feijão temperado.

Foto: Sabrina Navarro Toledo

A banana frita (chamada vianda) é muito popular, acompanhando os pratos.

Entre as carnes vermelhas, a de porco é a mais consumida.

Inclusive não se encontra muito carne de vaca nas casas das pessoas locais (mas sempre estará no cardápio de restaurantes destinados a turistas). De qualquer forma, eu nem lembrei da carne vermelha e o que mais eu comi na ilha foi peixes e frutos do mar. Adoro um pescado caribenho.

Almoço durante o City tour em Havana! Nossa guia turística era uma médica pediatra que para complementar a renda trabalhava com turismo. Os outros turistas eram do Canadá e não repare que estou emocionada com o tamanho da jarra de Mojito.

Bebidas em Cuba

A terra do mojito.

O rum é a bebida nacional e com ele se faz vários drinques. O que eu mais gosto (e voltei daqui gostando mais ainda) é o Mojito. Ele é muito tradicional e nasceu nas ruas de Havana.

Bar histórico com escrita nas paredes, fotografias emolduradas de celebridades e mojitos. Vive cheio mas vale a pena visitar. Endereço: Empedrado, La Habana, Cuba.
Interior da Bodeguita: Suas paredes estão repletas de escritos e assinaturas de seus visitantes, ilustres ou não. Dentre os seus frequentadores célebres, contam-se Salvador Allende, Pablo Neruda, Errol Flynn e Ernest Hemingway, que grafou, em suas paredes: My mojito in La Bodeguita, My daiquiri in El Floridita (“Meu mojito na Bodeguita, meu daiquiri no Floridita”). Foto: Sabrina Navarro Toledo

Outro drink que eu bebi bastante foi o daiquiri.

Floridita. Endereço Calle Obispo. Encontra-se no fim da rua, em frente do Museu Nacional de Belas Artes, que fica do outro lado da Avenida de Monserrate. Aberto em 1817, o bar é famoso pelos seus daiquiris — o slogan do Floridita é “La cuna del daiquiri” (o berço do daiquiri) — e por ter sido um dos locais de lazer favoritos de Ernest Hemingway em Havana.

Entre as cervejas, eu vi a Cristal e a Bucanero. A Cristal é leve e a Bucanero é mais encorpada.

Numa mercearia em Havana comprando cervejas a caminho do Malecón.
Foto: Sabrina Navarro Toledo

Pra quem bebe, é bom saber que por aqui encontra-se Coca-Cola desde 2015. Olha aí o drink Cuba libre, já bebeu?

Existem também as genéricas (que são mais baratas) chamada TuKola.

Paladares: restaurantes familiares em Cuba.

Simples e baratos, surgiram após 1998, quando o Papa João Paulo II veio até aqui e pediu ao governo que fomentasse meios da população aumentar sua renda.

Refeição em Cuba!

Foi aí que surgiu também o meio de hospedagem nas casas dos moradores (que depois dou mais detalhes).

Existe um Paladar que virou restaurante gourmet. Ficou tão famoso que precisa de reserva. É o La Guarida, que aparece no filme “Morango e Chocolate”. Há também o Paladar Los Mercaderes (Rua Mercaderes, 207 – Habana Vieja) com tudo excelentes.

Restaurante soviético em Havana, com uma bela vista para o Malecon. Peça um strogonoff ou frango a Kiev. Foto: Sabrina Navarro

Música e dança em Cuba

Um dos principais motivos para vir pra cá atualmente é a cena cultural e musical do país.

A mistura do espanhol e do africano produziu esse incrível resultado do povo cubano bailando e cantando, que inclusive tudo isso virou patrimônio mundial imaterial pela UNESCO.

Se você como eu ama um ritmo caribenho aqui é o seu lugar. Mambo, bolero, chachachá, salsa, merengue, rumba e conga estão por todos os lados.

Músicos pelas ruas de Havana, Cuba.

Depois da Revolução de 1959, o Estado começou a investir na cultura nacional, e houve a criação de três companhias profissionais de dança: o Ballet Nacional de Cuba; o Departamento Dança Contemporânea; e o Ballet Folclórico de Oriente.

Assistimos ao Show Cabaret Parisiense, no Hotel Nacional.

O famoso Buena Vista Social Club foi um clube de dança de Havana, onde os bons músicos se encontravam e tocavam na década de 1940, mas foi fechado na década seguinte.

Aí nos anos de 1990, o músico cubano Juan de Marcos González e o guitarrista norte-americano Ry Cooder tiveram a brilhante idéia de gravar com os músicos tradicionais, um disco, chamado “Buena Vista Social Club”. Resultado: Mega sucesso internacional!

Foi quando então o diretor alemão Wim Wenders pegou carona nessa fama e filmou a apresentação desse grupo na Europa e uma segunda apresentação no famoso Carnegie Hall em Nova York, transformando num documentário, acompanhado de entrevistas feitas em Havana com os músicos.

Buena Vista Social Club (álbum)


Esse filme chamado Buena Vista Social Club, foi completamente aclamado pela crítica internacional, sendo indicado ao Oscar na categoria Melhor Documentário e ganhando o prêmio de Melhor documentário no European Film Awards.

Em 2006 foi lançado um outro álbum chamado Rhythms del Mundo, com as estrelas da música cubana Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo que contaram com a participação de artistas como U2, Coldplay, Sting, Jack Johnson, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, entre outros.

No disco os vocais permaneceram em sua maioria o mesmo, cada música teve um arranjo diferente, feito pelos músicos cubanos, criando algo diferente, com seu ritmo próprio. Esse álbum foi muito elogiado: possui musicalidade impecável, arranjos inspiradores e também a qualidade de algumas das faixas atemporal.

Atualmente a artista cubana Camila Cabello faz muito sucesso pelo mundo (o refrão da música dela gruda na minha cabeça igual chiclete. “Havana, ooh na-na (ay)”

Nosso roteiro de 8 dias em Cuba

4 noites em Havana:

Achei o número de dias bem adequado. Conheço gente que ficou 7 dias e achou demasiado, que não precisava de tanto tempo assim.

Hotel Occidental Miramar (Havana)

Ficamos hospedadas no Bairro Miramar. Esse bairro surgiu na década de 40 quando os ricos saíram do Bairro de El Vedado e vieram pra cá. Fidel expropriou e transformou em prédios públicos e embaixadas.

Hotel Occidental Miramar. End: Quinta avenida entre 72 y 76 Fraccionamiento, Miramar, La Habana 11300, Cuba

O hotel é um pouco distante do Centro histórico (cerca de 15 km de carro). Gostei muito do hotel. Bom café da manhã, quartos amplos, pessoal super atencioso, simpáticos e sempre disponíveis pra ajudar.

De Havana fizemos um Bate e volta para a bela região de Piñar del Río e Viñales.

Vimos montanhas arredondadas chamadas de mongotes, que chegam a 300 metros de altura.
O solo entre os mongotes é fértil e brota o melhor tabaco do mundo, muito bem aproveitado por pequenos produtores, que ainda o cultivam como no passado, fazendo os charutos artesanalmente. Aqui é a principal região produtora de tabaco do país.
Numa viagem ao centro da terra do Vale de Viñales conhecemos a Cueva del Índio. Na primeira parte do passeio caminhamos entre colunas de rocha. Depois, embarcamos num rápido passeio de barquinho que nos levou por um rio subterrâneo até a saída, num imenso portal de pedra.
Vimos também o Mural de la Prehistória, uma pintura a céu aberto do pintor cubano Leovigildo Gonzales, que decora um paredão rochoso há mais de 50 anos.

4 noites em Varadero: Barceló Solymar Varadero

Só a praia do Hotel já vale a pena! Quando fomos o hotel era excelente, boa comida, funcionários atenciosos e drinks disponíveis o tempo todo. O hotel é all inclusive. De qualquer forma, eu ouvi falar que esse hotel atualmente necessita de uma reforma urgente.

Barceló Solymar Varadero. Foto retirada do site do Barceló

Varadero, foi realmente um período de descanso. O que fizemos todos os dias por aqui foi praticamente revezar essas coisas: praia, Pina colada, piscina, mojito, livro, daiquiri, volta para a praia, uma piscininha, outro drink, um passeio de barco para ver os golfinhos…

golfinho no mar do caribe
Golfinho em alto mar em Varadero.

A praia é realmente paradisíaca. Foi a minha primeira vez no Caribe, e eu simplesmente me encontrei! Nunca tinha visto o mar com essa cor, além da temperatura ser taaao agradável, sem falar da mansidão dele.

Como reservar sua hospedagem em Cuba:

Quando eu fui pra Cuba eu fiquei em hotel, mas muitas pessoas se hospedam em casas de família. A oferta é muito grande, é bem mais barato e é muito legal esse intercâmbio.

Esses são alguns sites onde se pesquisa hospedagem em Havana:

Cuba Casas

Cuba Particular

Alojamientos en Cuba

Casa particular

Onde se hospedar em Havana:

Eu fiquei na região das embaixadas, no bairro Miramar, e achei tranquilo, mas bem distante do Bairro de Havana Vieja. Eu adoro ficar no burburinho das cidades então talvez eu me hospede lá da próxima vez.

Meus amigos disseram que o “Centro Habana”, Centro da Cidade (bairro bem próximo de Havana Velha) tem um bom custo benefício.

O Ricardo Freire do site Viaje na viagem disse que o bairro Vedado é muito bom por não ser extremamente turístico, boas opções para sair à noite e ter mais vida real, com o povo local. Inclusive ele indica o Hostal Vedado

Quando eu estive lá fiquei encantada com o Hotel Nacional, quem sabe da próxima vez?

Outras dicas de turismo em Cuba:

  • Para ir do Aeroporto para sua hospedagem peça para a hospedagem organizar.
  • Nós levamos alguns regalos (presentinhos) pra os cubanos, todos os turistas fazem isso, é de praxe. Sabonetes, pasta de dentes, sandálias havaianas, materiais escolares para doar numa escola..

Já escrevi anteriormente sobre Cuba num post sobre destinos pouco visitados por brasileiros

Américas Compras Cuba Roteiros

2 comentários Deixe um comentário

  1. Elizabeth – este passeio por Cuba que você nos proporciona aqui ficou bom demais da conta. Muito bom. Parabens. Obrigado (eu quase consigo imaginar o trabalho que dá para juntar todas estas informações, organizar, verificar etc…) então obrigado pela generosidade em compartilhar. Abração forte

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