Mais dicas sobre viajar com bebês: alimentação e roteiro

Começo o post dizendo que eu sou defensora ferrenha da amamentação exclusiva até os seis meses de vida. Eu entendo que amamentação é muita renúncia da mãe, ela precisa de persistência, paciência, muita informação e principalmente apoio familiar. Sei também que existe milhares de leites artificiais, que nutrem a criança, mas acredito que nenhum desses leites possuem anticorpos tão poderosos que protegem taaaanto a criança.

Amamentando em Zagreb na Croácia, bebê com 5 meses recém completados

Amamentar minha filha foi a coisa mais difícil que eu já fiz até hoje. E uma das melhores.

Eu sofri bastante nos primeiros dias pois como o leite não tinha chegado, estava só no colostro, bateu a insegurança, mesmo lendo sobre isso exaustivamente. Aí depois o leite desceu, e foi a vez do peito rachar, leite empedrar, e de novo, muita insegurança, sentindo dor e vazando demais. E olha que na própria perinatal que a Iara nasceu fui orientada, mas não resolveu, então contratei consultora, fui ao Instituto Fernandes Figueira (referência em amamentação no Rio de Janeiro), peguei inúmeras dicas com amigas que já passaram por isso, li muitos textos sobre o assunto, e o resultado: tudo certo 😎 seguimos até hoje amamentando.

Até hoje ela é assim. Dorme muito mais fácil quando mama. Num café em Veneza, Itália

Se você chegou nesse texto é porque você gosta de viajar, e está pensando sobre isso. Portanto, eu acredito que o leite materno foi um alimento fundamental nas minhas várias viagens com a Iara.

Qual é a melhor idade do bebê para viajar pela primeira vez?

Bem, o bebê já pode viajar de avião a partir do sétimo dia de vida dele, com as vacinas em dia. No entanto acredito que situações como essa sejam apenas em caso de necessidade.

A maioria dos pediatras recomenda que seria melhor esperar até o terceiro mês de vida para vôos de avião.

Vôo de Natal. Indo de Buenos Aires até Bariloche.

Nossa, antes disso não tinha a menor condição, mesmo eu vidrada em viagem sequer cogitava essa hipótese. Depois do quarto mês pareceu que trocou de bebê. Virou uma chave, sabe? Quando me falavam isso, eu achava que era exagero, mas não é não. Alguns bebês mudam a partir do terceiro mês. Muda no sentido de ficar mais satisfeito com o leite materno ingerido, pois até o quarto mês minha bebê mamava no peito a cada 40 minutos (sem um pingo de exagero). Então acredito que muitas mães assustam com isso achando que o “leite é fraco”. Só que não é. O leite materno é maravilhoso, a melhor bebida do mundo pra um mamífero. E não custa dinheiro. Talvez seja por isso que tantos médicos incentivam dar o leite artificial.

Visitando as muralhas em Dubrovnik.

Então eu recomendo que a primeira viagem internacional seja entre o quarto e o sexto mês de vida deles. Eles ainda não começaram a introdução alimentar, e se estiver só no peito melhor ainda, como por aqui. Não vai precisar mamadeira, nem artigos para esterilização. Só sacar o peito aonde estiver, e pronto: Neném feliz e bem alimentado.

Pausa para o lanchinho sentada nas escadarias históricas de Dubrovnik, Croácia. Amamentação exclusiva.

Mas e depois dos 6 meses? Como viajar durante a introdução alimentar?

Aqui tem muita divergência entre as minhas amigas que também viajam.

Uma amiga fala que não leva nem nunca levou absolutamente nada de comida. Então nos restaurantes ela solicita ao garçom alguns legumes e verduras cozidas e oferece pro bebê.

Café da manhã em Bariloche, bebê com 8 meses.

Já outra amiga leva comidas congeladas, num isopor para os 4 primeiros dias, por exemplo. Aí aluga apartamento com cozinha e prepara as comidas pro bebê lá.

Já eu, prefiro levar algumas comidas prontas, e compro também no supermercado do próprio país. E também ofereço alguns alimentos do nosso restaurante.

Foto tirada numa mercearia próxima ao nosso Hotel em Veneza, no bairro Lido. Estante cheia de alimentos para bebês.

Acredito que não tenha certo nem errado. Tem apenas o que a família está mais acostumada e vale a pena repetir durante a viagem. Se você nunca cozinhou na vida, acredito que não seja durante uma viagem que isso vá acontecer. Mas se vocês já possuem uma rotina que role várias comidinhas, acho válido manter, pelo menos, uma das refeições nesse esquema. Lembre-se de tentar exercer a parentalidade de maneira leve, principalmente em viagens, porque senão você volta com a cabeça mais cansada do que quando foi.

Acredito que esses procedimentos sejam até 1 ano né? Depois disso, a criança come a mesma coisa que a gente, apenas com diferença de consistência. Digo, mais amassado grosseiramente com um garfo e picado bem pequeno.

Almoço em San Marino. Gnocchi com papinha!

Ah, e sugiro também dar o leite e a comida em temperatura ambiente para o bebê comer e beber. Eu já ouvi falar de crianças que fazem um escândalo porque não querem comer a comida ou mamar a mamadeira porque a temperatura não é aquela que está acostumada, então eu nunca tive a preocupação de sempre ter que esquentar o alimento, e por aqui dá certo.

Como escolher o destino?

Pra mim essa parte é a mais gostosa. Eu tenho vários mapas e adoro “viajar por eles”.

Nessa nossa primeira viagem não estava nos planos ir para os Estados Unidos. A maioria das famílias brasileiras, quando viaja para o exterior, é pra lá que vai. E realmente o país é excelente para viajar com os pequenos, pois tem muita infraestrutura e atrações bastante populares.

Cancun, no México, também é um destino que as famílias escolhem para viajar com bebês ou crianças. Existem ótimos hotéis e resorts por lá.

Bariloche, na Argentina é um destino excelente com atrações para todas as idades. Veja aqui o post com mais dicas de Bariloche com crianças.

Vista bonita. Bariloche, Argentina

Como a nossa viagem seria em setembro e outubro, um período excelente para viajar para qualquer país da Europa. Não está quente, nem frio demais, pois é final do verão, início do outono. Então foi pra lá que decidimos ir.

Antes e depois de me banhar nas águas do mar Adriático, amamento minha bebê à sombra das árvores . Dubrovnik, Croácia.

Sem contar que a Europa possui bons restaurantes, e grande parte das cidades são acessíveis para carrinhos e malas deslizarem.

Stone Gate, em Zagreb, Croácia. Boa parte das vezes Neném só queria colo, e dispensava o carrinho…
Então já anota essa dica. O canguru para carregar Neném foi um item fundamental para a nossa vida de viajantes com bebês. Com certeza vou fazer um post sobre isso. Zagreb Croácia, em frente à Catedral da cidade.

Como eu adoro praia, incluímos um país com praias paradisíacas como a Croácia e Montenegro. Pesquisei na Internet sobre a região e resolvemos incluir a Bósnia-Herzegovina no roteiro. E que viagem maravilhosa!

Nossa família nos fiordes de Montenegro.

Então para você escolher o seu roteiro pense na estação do ano, na idade do bebê, e nos deslocamentos pelo lugar. Aproveite e se jogue no destinos dos seus sonhos pois ainda não existe a preocupação em agradar às crianças. No momento, o destino preferido da Iara é onde a família dela está. É disso que ela gosta!

No nosso caso alugamos um carro e rodamos muito por lá. Dessa vez eu não fui a motorista da rodada, mas não ficamos no carro por mais de duas horas. Só um dia que acho que esse tempo passou um pouquinho porque pegamos engarrafamento na fronteira de Montenegro para a Bósnia-Herzegovina.

Vendo da estrada a bonita vila de Pocitelj, Bósnia e Herzegovina. Vale a pena parar no vilarejo para fazer turismo. A gente não parou porque a Iara estava dormindo, então preferimos seguir adiante. Viajar com bebês têm disso.

Mas lembre-se e repita esse mantra se bater a insegurança : Existe bebê no mundo todo, só tenha as precauções necessárias e aproveite o final da licença maternidade/férias e apenas vá!

Amamentando e esperando o barco chegar. Lagos Plitvice, Croácia.
O barco chegou! Parque maravilhoso na Croácia. Lagos Plitvice. Aqui estava um friozinho gostoso, mas as temperaturas se mantinham acima de 10 graus, e é isso que importa!

Seguro viagem: importantíssimo desde sempre.

Se eu viajava com o seguro viagem, com criança então, simplesmente não cogito viajar sem ele.

Ainda bem que eu nunca precisei usar, mas é uma segurança sem tamanho contratar um.

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E aí? Gostou das sugestões de roteiros? Se tiver mais dicas escreva nos comentários

Argentina Bósnia e Herzegovina Croácia Europa Itália Montenegro

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