Índia! Veja todas as informações para sua viagem

Encontre aqui nosso roteiro, passaportes e vistos, como se deslocar, gastronomia, como se vestir, alguns cuidados que tomamos, etc..

É muito importante você já chegar na Índia por dentro dessas dicas. Vai por mim!

Muita gente vem pra cá em busca de mais espiritualidade ou aprender sobre Yoga, meditação, cultura, gastronomia ou admirar belos templos, palácios e paisagens.

Em frente ao Forte Vermelho de Agra. Foi construído pelo imperador Akbar em 1565.

Independente do motivo pra você visitar a Índia te aviso que o país é um destino fabuloso!

Um pouco de história do país

Lar de grandes civilizações, de rotas comerciais históricas e de vastos impérios, o subcontinente indiano é identificado por sua riqueza comercial e cultural.

A história da Índia tem início com o registro arqueológico da presença do homo sapiens há cerca de 34.000 anos. Uma civilização da Idade do Bronze emergiu em época aproximadamente contemporânea às civilizações do Oriente Médio.

Impossível não citar o grande império Mogul, que como seus contemporâneos otomanos na Turquia e Tudors da Inglaterra foi uma dinastia super poderosa e influente. Governaram a Índia por mais de 300 anos e tanto a arquitetura quanto o artesanato são maravilhosos, misturando o melhor das tradições islâmica e hindu.

Passamos nossa Lua de Mel (que apelidamos de “Curry Moon“) na Índia. Em frente ao Taj Mahal, monumento considerado uma das “7 novas Maravilhas do Mundo Moderno”, erguido pelo Xá Jahan para sua esposa e representa o auge da arquitetura Mogul.

Invasões de exércitos árabes nos séculos VIII e XIII e de comerciantes da Europa, a partir do final do século XV contribuíram também para a colonização. A coroa britânica assumiu o controle político de todo esse subcontinente em 1849.

Esta torre de arenito e mármore é o maior minarete da Índia e representa o início do domínio muçulmano no país.
Qutab Minar foi construído após a derrota do último reino hindu de Délhi, em 1193. Muito antigo! Foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 1993.

Terra de Sidarta Gautama, o Buda e Mahatma Ghandi, a Índia é uma nação que, como disse o escritor Mark Twain: é a “mãe da história, avó da lenda e bisavó da tradição”. Ficou independente do Império Britânico em 1947, e todo esse subcontinente foi dividido entre a República da Índia, secular e democrática, e a República Islâmica do Paquistão. Como resultado de uma guerra sangrenta entre esses dois países em 1971, o Paquistão Oriental virou o país de Bangladesh.

Por aqui vimos muita fé, humildade, sáris e turbantes coloridíssimos, temperos e especiarias deliciosas, e um estilo de vida dos indianos bastante diferente de tudo o que vivenciamos até hoje.

Visitando o templo de Lotus da religião Bahá’í. Nova Deli, India. Atualmente tem seguidores no mundo inteiro (até no Brasil). Está aberto a todos, independentemente da religião ou qualquer outra distinção. O importante é que as pessoas usem o templo para falar com Deus!

Antes de partir pra cá fiquei curiosa e ansiosa: Será que estava pronta para essa região geográfica tão diversa? Terra de marajás e gurus, do grandioso Taj Mahal, do sagrado Rio Ganges, Mar das Arábias, Baía de Bengala, Caxemira e fronteira com o Paquistão. Dona de muitas faces, caótica, contraditória, intoxicante, irresistível, apimentada, hindu e guerreira.

Eu confesso que mesmo tendo lido demais e assistido a alguns filmes e documentários, continuava receosa. Apesar de ter ouvido muito preconceito, alguns relatos realmente eram preocupantes. Algumas pessoas amam a Índia, e outras simplesmente odeiam. E eu? Precisava experimentar esse lugar que desperta em muitos emoções tão profundas.

A nossa viagem foi incrível, e às vezes, difícil acreditar no que a gente viu por aqui.

Localizando a Índia

Delimitada ao norte pela China, Nepal e Butão, ao sul pelo Oceano Índico, a leste pelo golfo de Bengala, Bangladesh e Myanmar, e oeste pelo Paquistão e pelo mar da Arábia.

Os países insulares do Oceano Índico — Sri Lanka e Maldivas — estão localizados bem próximo da Índia (então é uma ótima pedida conjugar a visita a esses países).

O subcontinente indiano. Mapa retirado do site coladaweb

É o segundo país mais populoso e o sétimo maior em área geográfica do mundo. Nova Deli é a capital da Índia, e é uma das maiores cidade do mundo atualmente, mas a maior e mais populosa cidade é Mumbai (Bombaim).

Quando visitar?

A melhor época é durante o inverno, de dezembro a fevereiro, quando o clima é seco e a temperatura está agradável. Então é indicado visitar a Índia entre o fim do outono (novembro) até a primavera (abril), e evite o período entre junho e setembro (verão), quando faz muito calor e chove diariamente (monções).

Vendo o sol nascer num barco no Rio Ganges, Varanasi, Índia. Dias lindos no mês de Março.

Nós fomos em fevereiro e março e o clima estava maravilhoso. Nem frio demais e nem calor.

Como Chegar?

Na primeira vez pegamos uma promoção imperdível da Ethiopian Airlines. Nosso voo foi de São Paulo até Déli, com um maravilhoso stopover em Addis Ababa, capital da Etiópia.

Pela grande distância não existem voos diretos para a Índia saindo do Brasil e será necessário fazer ao menos uma conexão.

Pesquise aqui no Skyscanner as melhores passagens.

Já na segunda vez, estávamos no Nepal e voamos de Katmandu até Déli, num voo de quase 2 horas.

Show no Aeroporto Internacional Indira Gandhi em Deli.

Quais os Documentos necessários?

Nós brasileiros precisamos de visto para entrar na Índia, que pode ser obtido no Consulado mais próximo. Acessamos o site do Consulado da Índia em São Paulo (pois era o Consulado mais próximo da nossa casa), enviamos nossos passaportes pelo correio, e eles devolveram dessa forma. Deu tudo certo!

Agora existe também a opção de e-visa no site https://indianvisaonline.gov.in/evisa/tvoa.html e o processo ficou bem mais simples e rápido.

Esse visto eletrônico pode ser solicitado até 4 dias antes da data do início da viagem e fica pronto em até 48h.

Esse site aqui te informa detalhes sobre como tirar o visto.

https://www.mochilaoadois.com.br/visto-para-a-india/#tipos

O Certificado Internacional contra febre amarela também é obrigatório para brasileiros que desejam visitar a Índia, além de passaporte válido por no mínimo 6 meses, passagem de ida e volta e a reserva de hotéis.

Ah, e o Seguro Viagem não é obrigatório, mas eu sempre digo que é fundamental.
Sempre pesquiso as melhores opções no Seguros-Promo. Não precisei usar, graças a Deus, mas minha mãe já usou e foi bem atendida.

Qual é a moeda e o fuso horário?

Página do Guia visual Folha de S. Paulo

A moeda da Índia é a rúpia indiana (INR) e 1 dólar americano equivale a aprox. 70 rupias – INR). E os cartões de crédito são amplamente aceitos.

Já o horário está 8 horas e MEIA(!) a frente do horário de Brasília.

Qual a religião e a língua?

Essa parte é muitíssimo interessante:

O hinduísmo, que é muito antigo, e surgiu por volta de 3000 a.C. é a principal crença e atinge cerca de 80% da população. Mas por aqui também tem Budismo, Jainismo, Sikhismo, Zoroastrismo, Judaísmo, Cristianismo e o Islamismo.

O principal símbolo do Hinduísmo é o om ou Aum que é formado por três letras em sânscrito e produzem o som das meditações: om ou au.

O Om, ou Aum, é o mais significativo mantra da tradição indiana. Ele aparece no início e no fim de cada oração pronunciada no Hinduísmo, tal como de forma semelhante os cristãos dizem a palavra hebraica Amém no fim das preces litúrgicas. Muitas crenças acreditam que o fato de expressá-lo torna as pessoas divinas. Imagem e informações retiradas do site dicionariodesimbolos.com.br.

Algumas vertentes do Hinduísmo receberam interferências das outras religiões como budismo e cristianismo.

Como dizia Sri Ramakrishna, um santo hindu do século 19, “na Índia, existem tantos deuses quanto o número de devotos”.
Interessante dizer que apesar de no hinduísmo existirem milhares de deuses e deusas, os sábios afirmam que todos eles são apenas diferentes formas de um mesmo e único Deus. Dos vários deuses, três se destacam: Brahma, o criador do universo (não confundir com Brahman), Vishnu, o preservador do mundo, e Shiva, o destruidor.

Ilustração do Deus Shiva em um dos Ghats em Varanasi, Índia.
Ghat significa degrau, e nada mais é do que as escadas que levam ao rio.

Apesar da Constituição do país proibir a discriminação por castas que o hinduísmo prega, a sociedade continua considerando quatro grupos: os brâmanes, que são os sacerdotes e os letrados que, segundo o pensamento, nasceram da cabeça de Brahma; Os xátrias são os guerreiros, que nasceram dos braços de Brahma, que usam imponentes turbantes na cabeça para marcar sua posição, sendo reconhecidos facilmente. Os vaixás são os comerciantes, que nasceram das pernas de Brahma; e, por último vem os sudras que é parte da população que nasceu dos pés de Brahma. São os servos, camponeses, artesões e operários. Quem nasceu em certa casta não pode mudar seu destino. Será para sempre dessa casta, mas pode se dedicar aos estudos e evoluir intelectualmente. Interessante que muitos cargos importantes de empresas indianas e do governo são ocupados por sudras. E ainda abaixo desses todos tem os párias, ou Cordeiros: ficam abaixo da estrutura social e teriam vindo da poeira dos pés de Brahma. Não possuem castas e são denominados de dálit e intocáveis.

Imagem de Ganesha em Varanasi, Índia. É o primeiro filho de Shiva, e Deus da sabedoria e da fortuna.

Os animais aqui são sagrados, então eles estão por TODOS os lados. São muitos macacos, cachorros e vacas (tratadas completamente como um cachorro grande), e tratar bem os animais é “melhorar o karma”, então eles alimentam os bichos na rua, sempre que podem.

Vacas sendo alimentadas na porta de uma casa.

Na religião hindu, o karma é uma lei universal de causa e efeito. Ele dita que toda ação tem consequências futuras. “Ou seja, uma boa ação leva a bons resultados e uma má ação a maus resultados”, diz o professor de estudos religiosos da Laffayette College dos EUA, Hermann Tull.

E por aqui existem muitas línguas. Hindi e inglês são as línguas oficias, mas são mais de 400 idiomas e dialetos falados lá. Ou seja, nem todo mundo fala inglês e nem todo mundo fala hindi.
Mas em áreas turísticas é sempre fácil se comunicar na língua britânica.

Quanto tempo ficar na Índia?

Eu acho essa pergunta muito difícil. Eu fiquei 13 dias e incluí o Nepal na viagem (mais 8 dias), e faltou muitos lugares para visitar. Quero voltar para conhecer outras cidades como Goa e Mumbai por exemplo.

Por onde andamos na Índia?

Exatamente nosso roteiro. Foto retirada do site da Intrepid Travel

Como se Locomover e agências de turismo

Não costumamos muito viajar com agência de turismo, mas confesso que pra ir para Índia ficamos bem receosos. Se você pensar bem, na teoria é simples viajar pra Índia: É “só” reservar os hotéis pelo booking, comprar as passagens pela internet, e contratar guias locais para explicar as atrações.

Mas eu já tinha ouvido falar dessa agência de turismo australiana e meu marido já tinha ido para o Egito com eles e recomendou bastante.

São pequenos grupos, e realmente achamos a Intrepid Travel excelente, foi uma verdadeira imersão na cultura indiana.

Nosso grupo da Intrepid Travel confraternizando no restaurante Maya em Agra, Índia.

Pois apesar de ser uma agência de turismo australiana, nossa guia era uma mulher indiana local, que conhecia bem o país dela, e também competente e muito simpática. Achamos fundamental ter ido dessa forma.

Sana Jinah saiu em várias capas de revista em comemoração ao Dia Internacional das mulheres. Foto da matéria “Women lead the way on a tour of northern India”, no The Guardian

Dentro das cidades a gente andava de metrô, Tuk tuk, uber, táxi ou riquixás.

Primeira vez que eu andei de ciclo-Riquixá (também conhecido como eco táxi). Deli, Índia

Muita gente contrata um motorista com o carro para se deslocar. Alguns hotéis indicam ou mesmo pela internet você também encontra esse serviço.
Para ir de uma cidade para outra pegamos trem noturno e andamos de van contratada pela agência.

Trem noturno na Índia! Indo de Jhansi, Uttar Pradesh para Allahabad, Índia.

O blog não recomenda dirigir na Índia. O trânsito é completamente caótico. Pelas ruas víamos vacas, macacos, bodes, automóveis, bicicletas, motos, pedestres, tudo junto e misturado. E buzina, muita buzina o tempo todo.

Uma coisa que eu achei muito engraçado foi que vimos nas traseiras dos caminhões e ônibus a frase: “BLOW HORN”. Buzine! Hahaha.

E todo mundo obedece e buzina ao mesmo tempo, freneticamente. Descobrimos que isso faz parte do código de comunicação e organização do trânsito. E isso não é visto como absurdo ou falta de educação (como aqui no Brasil), mas como facilitador, e faz parte do contexto. Eu confesso que já esperava isso, pois na China e Vietnã é assim também. Você tem impressão que o carro só anda se o motorista estiver com a mão na buzina. Prepare-se porque não é algo agradável.

Caos pelas ruas estreitas de Old Deli, India.

Como se vestir na Índia

Apesar da Índia ser considerado um país moderno, é também bastante religioso e tradicional, com códigos de vestimenta bem peculiares que os viajantes (principalmente as mulheres) devem respeitar para evitar chamar a atenção e choques culturais. Como viajamos no inverno eu não tive problema nenhum para manter meu corpo coberto (inclusive essa dica de viajar no inverno vale para todos os países muito religiosos, pois você evita desrespeitar os costumes e tradições, sem morrer de calor). As mulheres devem se cobrir e evitar roupas justas que marquem as curvas do corpo. O ideal é evitar roupas transparentes, decotadas, curtas ou coladas.

Visitando a maior Mesquita da Índia em Old Deli. Mesmo eu estando de calça e blusa de manga longa precisei vestir um traje especial cedido na hora.

Eu vi muitas mulheres usando sarees coloridos e lindos (comprei até um pra mim), é um traje típico do país composto de uma saia, um top e um lenço que cobre os ombros e barriga. Além disso tenha sempre na bolsa uma pashmina (comprei uma mais linda que a outra por lá).

Loja de sedas em Varanasi. Tem seda de pouquíssimos reais até algumas caríssimas!

Nos hotéis pode-se usar a roupa que quiser, (principalmente biquini para ir a piscina). Outra roupa que eu usei por lá foi uma leggining, com blusa mais compridinha, tipo túnica por cima. Usei também saias midis na altura do joelho ou longas, calças e blusas que cobriram meus ombros e costas. Eu já não tenho hábito de usar roupas que a barriga aparece sem estar na praia, e por isso não tive problemas.

Look indiano.

Quando eu usava uma blusa de alcinha, eu colocava um lenço para andar na rua ou entrar nos templos. Eu vi muita roupa bonita lá e comprei algumas.

Loja chamada Fabindia. B 2/114, Shivala Bhadaini, near Mata Anandmayi Hospital, Varanasi, Uttar Pradesh 221005, Índia

Gastronomia indiana! Amo!

Essa é a melhor parte! Só de escrever minha boca enche de água de tanto que eu acho a comida daqui super saborosa.

Não tem como pensar na Índia sem pensar em seus aromas e sabores e…..na pimenta!

E se você pedir sem pimenta (que eu indico), não se preocupe, porque mesmo assim virá com um pouco. Aprenda esse mantra: “No spice, no pepper, no chilli”!

As vacas são sagradas pois são consideradas montaria do Deus Shiva – um dos deuses da Santíssima Trindade hindu, junto com Brahma e Vishnu. Além disso, elas fornecem o leite, um dos principais alimentos daqui, e suas fezes quando queimadas são usadas para espantar insetos. Ou seja, sem chances de um churrasco nem nada parecido.

Os indianos são vegetarianos por questões religiosas.

Até a carne de porco também não é muito aceita, principalmente em regiões em que a população é de maioria muçulmana, que não permite o consumo. Mas é até possível encontrar opções de pratos com frango, carneiro e peixe. E percebi que em muitos restaurantes existem dois menus: vegetariano e não-vegetariano.

Numa feira de artesanato e gastronomia em Deli chamada Hunar Haat.

Se você é vegetariano, ou não liga de ficar um tempinho sem comer carne (como é o nosso caso), a Índia é o lugar certo pra você. Todos os restaurantes que visitamos oferecem opções de pratos vegetarianos e alguns são exclusivamente vegetarianos. Tudo realmente é muito saboroso. Não é todo dia que a gente descobre como é couve-flor na língua local! (em hindi é Gobi)!

O tradicional Aloo Gobi. Foto retirada da Wikipedia. Leia essa receita em tudogostoso.com

Uma iguaria daqui é a famosa massala, (que muitos confundem com o curry!). Massala é o nome usado para todas as misturas de ervas e especiarias como cardamomo, gengibre, canela, coentro, louro, cravo, cúrcuma, noz-moscada, cominho, erva-doce, pimentas, hortelã, entre outras. As mais famosas são o Curry e o Garam Masala. Curry significa simplesmente “molho” e é considerado um tipo de masala na Índia e um tempero em pó aqui no ocidente. O açafrão daqui é um dos melhores do mundo, e vale muito a pena comprar pra trazer pro Brasil.

Outra coisa importante é você manter sempre suas mãos limpas (o álcool em gel virou meu melhor amigo), pois os indianos têm o costume de comer com a mão direita, usando o pão (chamado chapati, muito consumido na região Norte) ou o arroz (na região Sul) como “talher”. Ah, e não coma ou estenda a mão esquerda para um indiano, pois é uma gafe horrível, e na cultura deles, a mão esquerda é usada para se limpar.

Aula de culinária numa casa de família na Índia.

Pra você ter uma ideia, quando fomos ao restaurante Bukhara, considerado um dos melhores de Delhi, nem veio talheres à mesa (mas você pode pedir). Lá, comemos os famosos espetos de frango, queijo, cordeiro, vegetais, misturados com molho de iogurte e outros temperos. São colocados no meio de um forno de barro tradicional chamado Tandoor, além dos pães (naan ou chapati) que são assados nas paredes internas.

Gostamos muito do ambiente, comida maravilhosa, opções vegetarianas e não vegetarianas e bom atendimento. O dal (feito à base de cereais, geralmente lentilha) e o paneer (o queijo mais popular da Índia) estavam deliciosos. E sempre muito apimentado.

Comemos também as Samosas, os deliciosos “pastéis” recheados com feijão, queijo, grão de bico, batata, ervas ou vegetais, além do Thali, que é uma “bandeja” com pequenas porções de pratos: são sabores bem diferentes, como doce, salgado, azedo, amargo, adstringente e é claro, picante, acompanhados do pão chapati e arroz.

Thali delicioso no Ramraja restaurant & café em Orchha. Orchha Palace Road Under The Monkey Biscuit Tree, Orchha 472246 India.

Experimentamos também o Frango ao molho Tikka Masala, que é um franguinho com molho de iogurte e especiarias indianas.

As sobremesas também são bem gostosas. Comemos nosso já conhecido Arroz-doce, e o Gulab Jamun, que são bolinhos de leite mergulhados em água de rosas.

Pelas ruas de Old Déli experimentamos também o Jalebi, feito através da fritura de uma massa de farinha de trigo em formato de pretzel ou círculos, que são em seguida embebidos em xarope de açúcar. Esse doce descobri antes de ir, no maravilhoso filme chamado Lion – Uma Jornada para Casa/2016, co-produzido pela Austrália, Reino Unido e os Estados Unidos e estrelado por Dev Patel e Nicole Kidman no elenco. O filme recebeu seis indicações ao Oscar 2017, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Patel e Melhor Atriz Coadjuvante para Kidman. Recomendo muito.

Pelas ruas de Old Deli. O melhor Jalebi da região.

E por fim o delicioso Lassi uma bebida láctea que todos os hindus bebem para se refrescar. Por ser derivada do leite, é também uma bebida sagrada. Ela é uma espécie de iogurte mais leve, batido com essência de rosas e cardamomo que dá um gosto incrível à bebida, e o mais pedido é o de manga.

O melhor Lassi é no Blue Lassi. CK 12/1 Kunj Gali, Kachaudi Gali, Near Rajbandhu, Govindpura, Varanasi, Uttar Pradesh 221001, Índia.

Outras dicas:

1- Tenha sempre papel higiênico na bolsa.

2- Leve sua farmacinha e tudo que você está acostumado a tomar.

3- Quando você for comprar alguma coisa, negocie, pois os indianos adoram, e eles esperam isso de você. Eu adoro, e quase sempre consigo comprar pela metade do valor inicial. Se você estiver com algum guia turístico ele provavelmente vai querer te levar pra um monte de lojas, pois eles ganham comissões.

Visitando uma fábrica de lindos tapetes em Agra

4- A probabilidade de uma família indiana querer tirar foto com você será altíssima. Eles adoram fotografia, então não estranhe e aproveite para estabelecer contato. Muitas pessoas nem falavam inglês. Só fazia o gesto da câmera e eu já entendia.

5- Não coma alimentos crus, evite saladas e frutas com casca, não beba sucos, nem consuma gelo,(nem nos hotéis!), procure sempre comer em restaurantes indicados e só tome água engarrafada, lacrada e de marca conhecida vendida em estabelecimentos confiáveis. Pra você ter uma ideia, só escovamos os dentes com água mineral engarrafada. E não é exagero. Conheço gente que passou muito mal por causa da água, e não vale a pena pagar pra ver.

Outra coisa muito importante também pra você que está planejando em viajar para a Índia, é o seguro viagem! Intoxicações alimentares e pequenos acidentes podem acontecer e por isso é importantíssimo estar segurado!

Você sabia que o Seguro Viagem também cobre tanto despesas com atraso de voos, quanto extravio de bagagem?!

Vale muito a pena, o Seguro Viagem nem custa mais do que poucos reais por dia!

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Namastê, amigos!

foto tirada na cidade de Orchha, uma das cidades mais pitorescas que conheci

Ásia India

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