Rio de Janeiro: A cidade mais famosa do Brasil continua de braços abertos para te receber

Vista da enseada de Botafogo.

Não podia deixar de ter dicas sobre essa cidade onde me sinto tão feliz. Desde criancinha passava as férias de Janeiro, e depois de muitos anos o destino quis que eu fincasse raízes por aqui, inclusive é um orgulho para mim ter uma filha carioca. Mas mesmo assim vou enxergar essa cidade para sempre com olhos de turista.

Onde fica e por que vir pra cá? Rio de Janeiro é uma cidade, capital do estado homônimo, situado no Sudeste do Brasil. É o maior destino turístico internacional do Brasil e é a cidade brasileira mais conhecida no exterior. É a segunda maior metrópole do Brasil (depois de São Paulo), a sexta maior da América e a trigésima quinta do mundo. Parte da cidade foi designada Patrimônio Cultural da Humanidade, com o nome “Rio de Janeiro: Paisagem Carioca entre a Montanha e o Mar”, classificada pela UNESCO em 1 de julho de 2012 e categorizada também como uma Paisagem Cultural. Em 18 de janeiro de 2019, a cidade foi eleita pela UNESCO como a primeira Capital Mundial da Arquitetura. Por aqui você curte praias, parques, natureza, bares, museus, compras e muito mais.

Trilha da Pedra bonita no pôr do sol. Rio de Janeiro

Um pouco da História da cidade:

A História do Rio de Janeiro está intimamente ligada à história de nosso país. A região que ocupa atualmente a cidade do Rio de Janeiro teve como início sua colonização em 1º de janeiro de 1502 por uma expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos, que acreditou ter chegado à desembocadura de um grande rio, como o Tejo em Portugal, e assim, batizou a baía com o nome de Rio de Janeiro. Contudo, foram os franceses que primeiro se estabeleceram na região e competiram com os portugueses no comércio madeireiro. Depois de anos de luta os franceses foram expulsos.

Praia do Leblon. Nome inspirado em um francês que fez parte da história do Rio de Janeiro

Lembrando que quando os portugueses chegaram já havia pessoas morando aqui, por isso devemos ter cuidado com a expressão “descobriu”. As tribos que habitavam essa região eram os Tupinambás e os Tamoios. Eles já estavam aqui por aproximadamente 2500 anos antes da chegada dos Portugueses! Até 1500, de acordo com alguns historiadores, o Brasil possuía cerca de 3 milhões de índios! Hoje o número é de aproximadamente 900.000. É bastante complicado porque os índios desse período não deixaram nada escrito, ou seja, todos os estudos sobre eles são baseados nas histórias dos colonialistas portugueses.

Obra de arte em madeira retratando um índio da região no Museu de Arte do Rio -MAR

Quando os portugueses descobriram ouro em Minas Gerais a história da cidade do Rio de Janeiro tomou outro rumo. Esse ouro precisava ser enviado para Europa, mas Salvador (atual Capital) estava muito longe dessas minas de ouro. Então Rio de Janeiro se transformou em capital.

Arte Sacra no Museu de Arte do Rio. São Sebastião, padroeiro da cidade

Além desse ouro todo, o Porto do Rio de Janeiro foi um dos principais a receber os navios negreiros. Aproximadamente entre 4 milhões de africanos passaram pelos portos do Rio de Janeiro. E apesar de toda população crescendo era ainda uma cidade sem estrutura.

Obra de arte no Museu de Arte do Rio. São Jorge também possui centenas de devotos na cidade. Sincretismo religioso.

Porém, tudo mudou no famoso ano de 1808. A família real portuguesa se mudou pra cá, fugindo de Napoleão que estava conquistando toda a Europa. E aí o Rio de Janeiro foi a primeira capital da Europa fora do continente.

Pulando carnaval em frente ao Paço Imperial. Casa dos Governadores no período Imperial

Então junto com a família Real Portuguesa vieram também vários navios cheios de livros, artes e cultura da sociedade portuguesa. Estima-se que cerca de 15.000 membros do “High Society” lusitano desembarcaram no Porto Maravilha (que não tinha esse nome) em 1808. Aí deu um pico de desenvolvimento no Rio de Janeiro.

Periódicos do passado glorioso da cidade. Mostra sobre os 110 anos da Avenida Rio Branco. No prédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN – RJ

E até hoje a cidade guarda tesouros dessa época.

Textos inspirados nos sites:

Wikipedia, Brasil Escola e https://freewalkertours.com/pt-br/

Como Chegar:

De carro: se você quiser vir ao Rio de carro você consegue chegar pela BR 040, pode vir pela BR 116 e pode vir também pela BR 101.

Vista da BR 116, região serrana

Mas atenção: Dentro da cidade, sugiro deixar o carro guardado na garagem, se hospedar na zona Sul e usar o transporte público da cidade, que funciona muito bem, como metrô, ônibus, uber, táxi e até a barca. Mas nunca carro. A cidade tem um trânsito bem carregado, e além disso, à noite rola as blitzes de Lei Seca. Sem contar que o App Waze pode fazer algum caminho que por você não estar acostumado, pode ser perigoso, entrando em algumas áreas em conflito.

Ande de VLT. Centro da cidade

De ônibus: A Rodoviária “Novo Rio” é a principal porta de entrada para a cidade, e possui ligação de diversas linhas de ônibus intermunicipais e interestaduais da cidade. Está localizada na Zona Portuária, bem próxima ao Centro. O excelente é que o terminal possui integração com o VLT que permite acesso ao Aeroporto Santos Dumont além de diversos pontos do Centro. Na rodoviária você pode pegar os táxis credenciados e ir para o hotel. Pode também pegar um uber, em local específico por ali. Além disso, se você quiser pegar o VLT para ir pro hotel você pode descer na estação Carioca ou Cinelãndia e pegar um metrô para chegar ao hotel, caso seu hotel fique próximo à estação de metrô.

De avião:

A cidade possui dois aeroportos.

O Santos Dumont, super central, que recebe voos de alguns destinos nacionais. A vista que se tem da cidade daqui de cima, é tão linda que você já se sente como parte do city tour.

Pôr do sol e decolagem.
Do avião. Para linda vista sente do lado direito na aeronave

E o Galeão chamado oficialmente como Aeroporto Internacional Tom Jobim. Ele recebe vôos nacionais e internacionais. Está localizado a cerca de 25 km de Copacabana e a 20 km do Centro da cidade.

Realmente o Santos Dumont é bem mais central, e tem ligação com o VLT, sendo muito mais prático seu deslocamento. Portanto, se você tiver que escolher entre os dois, e se o preço da passagem for parecido, com certeza o Santos Dumont ganha.

Aeroporto Santos Dumont

Se você chegar pelo Galeão e se hospedar na Zona Sul da cidade você pegará a linha vermelha. Se você se hospedar na Barra da Tijuca pegará a linha Amarela. Ambas possuem fama de serem vias com problemas de segurança. Então para você não se abalar e vir curtir essa maravilhosa cidade se agarre nas estatísticas. Por exemplo mais de 100 mil veículos passam todos os dias pela Linha Vermelha. E a maioria esmagadora dos motoristas e passageiros nunca viveram nada grave além de engarrafamentos.

Chegando no Rio de Janeiro pela linha vermelha

O Rio de Janeiro é uma das maiores cidades do mundo, e com isso problemas sociais vêm junto com isso. Conheço diversos cariocas que tiveram problemas com furtos na Europa e nunca vivenciaram nada no Rio. Eu mesma já precisei ir a uma delegacia em Paris, e nunca fui a nenhuma delegacia no Brasil.

De Barco: O O Píer Oscar Weinschenck, mais conhecido como Píer Mauá, é um Terminal de Cruzeiros localizado num lugar que foi totalmente revitalizado para os jogos olímpicos. Chamado também de Porto Maravilha e de Boulevard Olímpico esse local recebeu o Prêmio World Travel de “Melhor Porto de Cruzeiros da América do Sul”. E por aqui tem atrações suficientes para ocupar um dia inteiro de passeio como por exemplo os Museus do Amanhã e o de Arte, o CCBB, o Aqua Rio, e o mural Etnias do artista Eduardo Kobra, que recebeu o certificado do Guinness World Record, o Livro dos Recordes, como o maior grafite do mundo, entre outras atividades.

Parte do mural Etnias. Artista Eduardo Kobra

Muitos cruzeiros aportam nesse Porto durante todo o verão. Então, depois que o Navio atracar aqui você pode fazer alguns passeios. Você pode ficar por ali porque é bem agradável e possui diversas atrações, ou você pode partir para outros lugares como por exemplo Cristo Redentor e Pão de açúcar. Pra mim a maneira mais fácil seria pegando um Uber. Quando eu fiz um Cruzeiro, no próprio Navio vendia passeios pra quem quisesse descer nas cidades visitadas, tendo também essa opção.

Vista da Baía de Guanabara do Navio de Cruzeiro

Onde se hospedar: Com as Olimpíadas e a Copa do Mundo as opções de hospedagem aumentaram bastante. Quando alguém me pede sugestão de região de hospedagem eu falo assim: O Rio de Janeiro é uma cidade para se visitar várias vezes. Se for sua primeira vez aqui fique em Copacabana. O bairro é grande, tem opções de bares, restaurantes, praia maravilhosa e o mais importante na minha opinião: ligação fácil com o metrô, então você roda pela cidade toda praticamente sem o transporte ser um problema.

Copacabana maravilhosa
Calçadão de Copacabana inspira a moda. Museu de Arte do Rio. MAR

Nas suas outras vezes pela cidade você pode ir revezando e se hospedando em Ipanema, Leblon, Santa Tereza, Lapa, Botafogo, etc.

Minha amiga ficou recentemente no Íbis Copacabana no posto 5 e gostou muito.

Já outra amiga ficou no Hotel Rio Lancaster. Ela disse que achou muito bem localizado e café da manhã bom.

Já outra adorou o Hostel Villa 25 Hostel, no largo do Machado. O restaurante dele é muito bom (já tive a oportunidade de conhecer), tem piscina e o lugar é um charme.

Parque Guinle, próximo ao Hostel Villa 25

Então saiba que se você se hospedar em qualquer região próxima a uma estação de metrô vale muito a pena. Acredito que o valor da diária deva ser um pouco mais alto, mas compensa!

Melhor época: Meu marido iria responder à queima-roupa: Inverno! Mas eu acho que a cidade é boa o ano todo pra visitar.

Verão no rio de Janeiro: Apesar de ser os meses mais chuvosos (dezembro a março) é a alta temporada. Um calor absurdo, as temperaturas passam dos 40 graus, os preços são mais altos, a cidade está completamente lotada de turistas, e aos finais de semana as praias estão absurdamente abarrotadas.

No verão essas belezuras florescem- Abricó de Macaco

Eu acho que todo mundo deve pelo menos passar o carnaval uma vez na vida no Rio de Janeiro. Eu adoro, e olha que nunca tive a oportunidade de ir à Sapucaí. Meus pais foram e amaram. O carnaval tem vários blocos, e a cidade está com um clima inexplicável, só vivendo para saber.

Decoração carnavalesca na Lapa
Carnaval carioca

Alegria e folia. Carnaval carioca

Outono e primavera no rio de Janeiro: Ainda faz calor, mas os preços de hospedagem estão mais baratos, a cidade volta a ter atividades mais voltadas ao público local como por exemplo as feiras gastronômicas. Aí já dá pra fazer trilhas pois os dias estão mais frescos, e ainda dá pra curtir praia por causa das temperaturas altas, resumindo: melhores épocas.

Vista maravilhosa da Baía de Guanabara. Vista do Parque da Cidade, Niterói

Inverno no Rio de janeiro: Meu marido diz que inverno mesmo, o Rio de Janeiro tem no máximo um dia por ano. Brincadeiras à parte, o frio daqui é por volta dos 20 graus, bem tranquilo, e existem dias que você pode ir até a praia por causa do calor.

Inverno no Rio de Janeiro dá praia!

Recebemos uns amigos em meados de setembro (mudança de estação) e teve dia que fez um calor muito insuportável (típicos dos dias de verão), mas em outros dias eles pegaram dias nublados e muito chuvosos.

Inverno no Rio de Janeiro. Vista do bondinho do Pão de Açúcar

Mas a natureza é assim mesmo: Imprevisível! A única certeza que você terá é que no verão você pegará calor. Veja bem, eu disse calor, porque nem dia ensolarado se garante, né? A probabilidade é alta, e as chuvas de verão podem ser rápidas, no final da tarde.  

Dia nublado no arpoador em plano janeiro.

O Rio de Janeiro é uma cidade muito grande e ainda bem tem muitas atividades para se fazer em dias chuvosos (e nem precisa ser em Shopping Center). No próximo post mais dicas sobre o que fazer e onde comer.

América do Sul Brasil

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