Gente, acabei de voltar da Toscana Brasileira, e que região do Vale dos Vinhedos, lugares de vinícolas encantadoras! Se você acha que é exagero meu, te convido a ver meu post sobre minha visita a região da Toscana na Itália pra você ter uma ideia da semelhança entre as regiões.

Antes de contar sobre o passeio vou falar um pouco da história da vinícola.
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Esse texto está dividido em 3 partes.

Na primeira coloquei todas as informações gerais sobre o Vale dos Vinhedos, como chegar, melhor época, quantos dias ficar, como se deslocar e onde se hospedar;

Já na segunda, sugestões de vinícolas para visitar; pois além das 5 vinícolas que visitamos por aqui, outras 5 muitíssimo bem recomendadas e que se eu tivesse mais tempo com certeza eu visitaria.

E na terceira parte, onde comer e as outras atrações visitadas.

Como eu viajo com uma criança de 2 anos, além de beber vinho eu tinha que colher frutas, brincar na piscina, frequentar parquinho, andar de trem e amamentar ovelhinhas em fazendas por aí.

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O que significa Vale dos Vinhedos?

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Formação das vinícolas:

Antes de falar da história da imigração italiana durante a formação do Brasil, é preciso contar outra história: como essas vinícolas surgiram? A maioria dessas famílias eram meras produtoras de uvas e as vendiam para as grandes empresas do ramo do vinho, e durante a crise dos anos 90 do século passado o preço pago pela uva começou a não cobrir os custos de produção. Então dessa grande adversidade várias famílias fizeram história com ousadia, paixão (e coragem, claro). Pegaram empréstimos e construíram suas vinícolas e atualmente existem diversos produtores que comercializam excelentes produtos. Muuuuito melhor do que se suas uvas fossem destinadas às grandes vinícolas, não é mesmo?

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Essa região do Estado do Rio Grande do Sul está consolidada em ser muito famosa pela produção de bons vinhos e espumantes. Ela compreende um grande território rural que abrange alguns municípios gaúchos, como Monte Belo do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves. Esse último é o maior deles, inclusive boa parte do roteiro turístico está concentrado por ali.

Vale dos Vinhedos: DO- Denominação de Origem:

Você sabia que o Vale dos Vinhedos foi a primeira região produtora a receber a “Denominação de Origem” para vinhos no Brasil? Eu não sabia, (isso o aproxima mais ainda da Toscana). E o que isso significa exatamente? Isso garante que as exclusivas condições geográficas dá aos vinhos qualidades únicas, específicas dessa região.

Ao visitar as vinícolas vi muito respeito ao vinho, as pessoas ali realmente amam o que fazem, e isso é muito gratificante, o Vale dos Vinhedos está muito preparado para o turismo.

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Quantas vinícolas existem na Serra Gaúcha?

Ao todo, nessa região são cerca de 100 vinícolas com muita história e belas paisagens. Eu te falo que a qualidade dos vinhos me surpreendeu muito positivamente. Voltei de viagem tendo certeza que nosso país faz muito bonito em relação a isso. Pode confiar! 🙂

Quem pode visitar essa região?

Inclusive afirmo que esse tipo de viagem é um destino para variados tipos de público. Pode ser uma ótima opção para lua de mel, para comemorar aniversários, viagem com crianças e principalmente com amigos. Por aqui tem alta gastronomia e hotéis aconchegantes e também de alto padrão (tem um SPA do vinho!), vida na roça, atrações infantis, cultura e história, natureza exuberante, boa gastronomia, e cenários tão lindos que já até foram cenários de filmes nacionais. Definitivamente é um destino que agrada a todos os públicos. Até aqueles que não bebem vinho! Fizemos um piquenique inesquecível por entre os vinhedos, andamos de Maria-Fumaça, passeios off-road no meio de uma natureza magnífica, ouvindo o barulho de cachoeira e visitamos lindos mirantes, além de aprender a história da imigração dos italianos no início do séc XIX. Vou te contar tudo!!!

Eu pesquisei muuuuuito sobre as vinícolas e estou com tantas informações valiosas que seria um pecado eu não compartilhar com vocês. Sou muito sortuda em ter amigas tão entendidas de vinho, que me passaram com a maior boa vontade todas as informações necessárias pra nossa viagem ser tão incrível. Obrigada meninas, quero visitar uma vinícola com vocês! 💃 💃 🍷

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Informações importantes:

Liguei para todas as vinícolas com antecedência mínima de cerca de dois meses por 3 motivos:
1- porque eu sou assim mesmo, gosto de tudo agendado pra não ter surpresa desagradável (meu tempo nas viagens é muito contado) ;
2- porque estamos passando por uma grave pandemia de COVID e todos os lugares estão trabalhando com as vagas bastante reduzidas;  
3- porque o período da minha visitação foi no período de réveillon, ou seja, pouquíssimas vinícolas abriram dia 01 de Janeiro e a maioria fechou dia 31 de dezembro ao meio dia. 

Isso me lembrou do texto sobre meus revéillons no exterior, onde em muitos lugares eu fiz turismo até a hora da virada…

Qual é a principal uva da Denominação de Origem (DO) no Vale dos Vinhedos?

O Vale dos Vinhedos elegeu como uva emblemática a Merlot. Mas também tem Cabernet Sauvignon, Tanna, Pinot Noir, Moscato, Chardonnay, etc. Fonte: Blog Famiglia Valduga.

Ah, é importante dizer que mesmo eu visitando vinícolas pelo mundo, eu não sou entendida de vinhos, nunca fiz nenhum curso e minhas avaliações e comentários são apenas em relação às minhas pesquisas, expectativas e minha visão de mundo. Eu gosto de degustar bons vinhos igual gosto de boas cervejas, bons whiskys, boas tequilas, bons charutos e por aí vai.

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Se você achou que veria por aqui algum comentário como: hum, de coloração vermelho-rubi profundo, amadeirado, notas de orvalho do outono, redondo no ataque, taninos elegantes, aromas lácteos e complexo, ainda não foi dessa vez. 😉

E mesmo não sendo entendida eu percebo que o paladar das pessoas em relação ao sabor do vinho é totalmente pessoal. Não existe certo nem errado em relação à essa arte. O que eu posso dizer apenas è: Como tudo na vida tenha atenção ao que está fazendo/bebendo. Ou seja, uma degustação deve envolver nossos 3 sentidos: visão, olfato e paladar. Dar atenção a isso é muito importante para que se possa absorver o máximo da referida bebida durante sua experiência.

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Para uma boa degustação, providencie taças de cristal e lembre-se de não usar perfume para não interferir nos aromas do vinho

Como ir do aeroporto de Porto Alegre para Bento Gonçalves? Como chegar ao Vale dos Vinhedos?

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Chegando em Bento Gonçalves avistando a entrada da cidade

Nós chegamos ao Vale dos Vinhedos vindo de Gramado (120 km, 2 horas de viagem). Se você quiser vir diretamente pra cá do aeroporto de Porto Alegre a distância é a mesma (o trajeto é de 120 km e dura cerca de 1h50).

Uma vez em Bento Gonçalves, existem algumas rotas possíveis para chegar ao Vale dos Vinhedos. Uma das mais usadas é pela ERS-444, também chamada de Estrada da Vindima. Mas fique tranquilo: existem muitas placas e informações turísticas por aqui, além do imprescindível GPS.

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Imagem retirada do Google Maps

Veja aqui as melhores opções de voos para Porto Alegre.

Alugamos um carro (indico muito fazer a reserva pela rentcars.com).

Muita gente contrata um transfer (shuttle) ou um táxi no aeroporto mesmo. Nem precisa de agendamento prévio, é só chegar lá e pegar. Vi muita gente oferecendo.

Se você quiser ir de ônibus é mais barato e bem tranquilo também, pois você nem precisa ir pra rodoviária pra pegá-lo. Ele sai diretamente do Aeroporto. São operados pela empresa Bento Transportes e vai diretamente para Bento Gonçalves. Importante dizer que são semi-diretos, ou seja, ele pára algumas vezes pelo caminho.

Como se locomover pelo Vale dos Vinhedos?

Como eu disse, alugamos um carro. São várias cidades, com várias vinícolas interessantes espalhadas pela vasta região, e com criança, é excelente fazermos nosso próprio horário.

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O blog recomenda ter um motorista da vez e não beber e dirigir. Temos uma foto na Toscana, Itália, igualzinha

Tem gente que não quer se preocupar com carro (nós mesmos tivemos que procurar o borracheiro, mas deu tudo certo), aí tem a opção de utilizar aplicativo de transporte compartilhado como uber (esse aqui quase ninguém usa) e o aplicativo Garupa, ou mesmo combinar com um taxista ou motorista particular pra levar na vinícola e depois pegar de volta (essa opção sai praticamente o mesmo preço que a diária do aluguel do carro).

Em duas vinícolas que eu visitei vi um ônibus enorme e desceu uma turma animada para degustar. Ou seja, era uma excursão para beber vinho! Achei bem legal também.

No ônibus estava escrito “Vinho e Arte”, e como sou curiosa dei uma pesquisada sobre isso pra contar pra vocês.

Instagram do Vinho e Arte @vinhoearte

Entrei em contato com a Maria Amélia, Enóloga que tem uma empresa em Porto Alegre especializada nesses “Enopasseios”, e pode ser uma ótima forma de se deslocar pela região, sem se preocupar com absolutamente nada, apenas degustando os vinhos. O telefone é 051 99331-6098.

Quando ir ao Vale dos Vinhedos?

O Vale dos Vinhedos é uma região que pode ser visitada ao longo de todo o ano (tem vinho sempre!), então depende do que você quer. Eu fui no alto verão, últimos dias de dezembro e primeiros dias de janeiro e as parreiras estavam maravilhosamente carregadas de cachinhos de uvas. A coisa mais linda do mundo, super emocionante, porque nunca tinha visto.

A colheita começaria na semana seguinte da nossa visita. Pegamos um calorão e zero chuva. Os dias estavam muito bonitos e custavam a escurecer.

Exemplo de temperatura em Janeiro e Fevereiro em Bento Gonçalves:

Temperatura máxima (°C)28
Temperatura mínima (°C)17

Vindima na Serra Gaúcha:

A partir da segunda quinzena de janeiro até março, acontece a Vindima na Serra Gaúcha. E o que é a Vindima? Trata-se da celebração do resultado do trabalho de um ano, e é o período mais alegre, a esperada colheita das uvas. Os restaurantes e vinícolas possuem uma programação toda especial nesse período, que é considerada a alta temporada do Vale (período mais caro), e os turistas participam pisando, bebendo, recebendo explicações sobre o processo e se divertindo bastante. Quero muito ter essa experiência um dia.

Na abertura da vindima além das festas nas vinícolas e nos restaurantes, a cidade de Bento Gonçalves festeja com vinho de graça pra toda população a noite toda! Foto: Evelyn Carneiro

Outono/novembro na Serra Gaúcha:

Se você vier no período de outono/inverno, a região estará extremamente adequada para curtir o friozinho, e vamos ser sinceros: pra mim, tempo frio é sinônimo de beber vinho.

Exemplo de temperatura em Julho em Bento Gonçalves:

Temperatura máxima (°C)18
Temperatura média (°C)13.3
Temperatura mínima (°C)8.7

Nas duas últimas semanas do mês de maio, até o primeiro domingo de junho, acontece o Dia do Vinho Brasileiro. As vinícolas oferecem diferentes eventos e experiências.

Serra Gaúcha no inverno: as temperaturas chegam a ser negativas. Foto: Paula Sirelli na vinícola Salton

Em junho também acontece a Expobento e a Fenavinho, a Festa Nacional do Vinho (em 2021 está confirmada e vai acontecer a sua 17 edição entre os dias 03 e 13 de junho).

As atrações são: compras e cursos de degustação, gastronomia típica italiana, shows, programação cultural, refeições harmonizados e a Piccola Cittá (reprodução de cenários do início do século XX). Os ingressos para a Fenavinho custam R$ 5,00 (durante a semana) e R$ 12,00 aos fins de semana e feriados.

Em outubro acontece em Garibaldi a FENACHAMP (Festa do Espumante Brasileiro). Essa festa visa celebrar (vendendo e bebendo) os excelentes espumantes da região, com muita degustação, harmonização com refeições e uma linda decoração de Vila Típica Italiana.

Quanto tempo ficar pelo Vale dos Vinhedos?

Muita gente encaixa essa viagem em uma viagem de feriadão. Ficamos 4 noites e eu achei bem corrido, porque, além de estar com uma criança, e ter que conciliar as visitas às vinícolas com as atividades para ela, tinha um reveillon e um feriado nacional no meio da minha estadia por aqui.

Mas sinceramente? Mesmo eu ficando 1 semana só com dias úteis eu não teria visto todas as vinícolas imperdíveis. Tem a mais antiga, a mais bonita, a que degusta com trufas de chocolate, que tem restaurante estrelado, que o dono é o mais legal, tem a mais purista, etc…

Degustação “Taça e Trufa” na Vinícola Garibaldi. Nessa degustação tinham duas crianças e eles fizeram com sucos de uva. Mais kids friendly, impossível.
Foto: Acervo pessoal da Luciana Paula do ig @conversa_com_vinho

Definitivamente a Serra Gaúcha é para se visitar mais de uma vez. Por aqui foi minha primeira vez, mas na região de Gramado já vim 3 vezes. Então antes de bater o martelo de quantos dias ficar, dê uma boa pesquisada nos passeios que você quer fazer. Mas, acho que 4 dias é um prazo bom, pois conhecemos pessoas que fizeram bate e volta de Gramado pra cá. Ou seja, dá pra vir até pra passar o dia.

Onde se hospedar no Vale dos Vinhedos?

Acredito que a maioria das pessoas se hospeda na cidade de Bento Gonçalves, porém você pode ficar em qualquer outra cidade por aqui. Pra você ter uma ideia, teve um dia que eu fui duas vezes pra Garibaldi.

Se você estiver sem carro, hospede-se no centrinho de Bento para ter maior facilidade de transporte. Se você estiver com carro (no nosso caso), aí super recomendo escolher uma hospedagem nas regiões das vinícolas.

Dica: Escolha um quarto com vista para os vinhedos.

Eu pesquisei muito sobre hospedagens por aqui. Muitos hotéis estavam sem vaga e outros não aceitavam crianças. Então vou colocar aqui minhas pesquisas sobre hospedagem, pra quando você ir, já saber o que procurar/encontrar.

Villa Michelon:

Minha primeira dica de hospedagem é sobre a nossa escolha. Pensando exclusivamente na nossa criança viajante e não poderia ter sido melhor: Villa Michelon

Segundo o site do hotel uma de suas principais características é o fato dele ter sido o primeiro estabelecimento hoteleiro do Vale dos Vinhedos, que até então só tinha vinícolas e sem o foco no turismo em si. Ou seja, como a região contava com apenas seis vinícolas familiares, o turista tinha que voltar ao centrinho de Bento pra dormir e comer, uma vez que não havia pousadas nem restaurantes no Vale.

É um grandioso complexo turístico: com 2 parquinhos, fazendinha, pomar, Passeios de quadriciclo, arvorismo, tirolesa, piscina aquecida, e muito contato com a natureza.

Criança viajante no parquinho do Hotel Villa Michelon

Reservamos um ótimo apartamento bem espaçoso com bastante conforto e banheira de hidromassagem. Achei ele muito bem localizado, no coração do Vale dos Vinhedos, e além de tudo isso tem uma vinícola!

Alguns rótulos da vinícola/Hotel Villa Michelon

Completamente perfeito. Importante dizer que tudo na vida é expectativa. Então se você espera um hotel chiquérrimo, você pode se frustrar, porque a decoração e os móveis são antiguinhos. Mas este é um detalhes irrisório perto dos momentos maravilhosos em família que tivemos por lá. Se você busca um local acolhedor, uma cama confortável quartos amplos e limpos, muitas atividade e atenção com as crianças, em uma propriedade realmente magnífica, esse local é adequado para você! Passamos o reveillon aqui e a ceia foi preparada com muito carinho e estava uma delícia.

SPA DO VINHO

Se você preferir puro luxo e quiser se sentir na Europa, existe o glamoroso SPA do Vinho, que possui o selo Autograph Collection. Dada a temática do hotel, as programações e atividades são exclusivamente destinadas ao público adulto. Permitem a hospedagem somente de adolescentes a partir 15 anos. Mas confirme essa informação novamente antes de ir.

A localização desse hotel também é excelente, sendo possível visitar a pé as vinícolas Miolo e a Lídio Carraro.

Hotel & Spa do Vinho Autograph Collection. Se você não se hospedar por aqui tente ao menos fazer uma das refeições no restaurante Leopoldina, localizada no hotel. Dizem que é alta gastronomia.

Outros hotéis no Vale dos Vinhedos:

Outros hotéis que eu pesquisei na região do Vale foram: A Casa Valduga (hospedagem anexa à vinícola), Borghetto Sant’Ana (construção toda em pedras com vista para os vinhedos e, segundo uma amiga que se hospedou o proprietário é muitíssimo atencioso) e a Pousada Castello Benvenutti, porque além das avaliações positivas, o lugar é maravilhoso e convenhamos: não é todo dia que surge a oportunidade de se hospedar numa castelo, não é mesmo? Já no Centro da cidade eu pesquisei o Dall’Onder Vittoria Hotel Bento Gonçalves, porque as avaliações estão ótimas e o Hotel Laghetto Viverone Bento porque além das excelentes avaliações, eu já me hospedei nessa rede.

Reserve por aqui os hoteis para sua viagem e ajude o blog a se manter. Ele ganha uma pequena comissão e você não paga por isso.

10 Vinícolas indicadas no Vale dos Vinhedos:

Sugestões de rótulos: Foto: Luciana Paula do ig @conversa_com_vinho

1- Casa Valduga, Bento Gonçalves, uma das mais conhecidas do Brasil

A primeira dica que todas as pessoas me deram ao vir pra cá foi: Dê preferência para vinícolas pequenas, familiares, onde o dono faz o vinho, bebe com você e te conta as histórias. E de fato essa dica é tão valiosa que recomendo você se basear nela pra fazer suas escolhas ao visitar região.

No entanto, senti muita vontade de visitar um local que possui um título de pioneirismo no Enoturismo no nosso país. Com mais de 140 anos, essa vinícola é uma das maiores, mais famosas e antigas vinícolas dessa região. A propriedade é linda, possuindo além das vinícolas, local de produção e estoque dos vinhos, restaurante bem avaliado e hospedagem, para quem quiser ficar por lá.

Quando eu liguei pra marcar a pessoa disse que não podia reservar antecipadamente, era só chegar.

Então foi isso que fizemos, chegamos em Bento Gonçalves e fomos direto pra lá. E demos sorte, comprei os dois últimos ingressos da degustação tradicional daquele dia. Pagamos R$70,00 por pessoa e naquele dia não existia a opção do passeio premium.

Visitando a vinícola:

Tivemos acesso às caves, loja e outras partes do suntuoso complexo.

Minha criança viajante adorou essa visita porque tinha alguns coleguinhas para brincar, além disso, ela adorou ver a Armadura medieval. Sua imaginação voou.

Chamo a atenção para o espumante “Sur Lie”. Eles não são filtrados, e as leveduras permanecem dentro da garrafa e por isso a aparência é meio turva. Uma delícia!

Olha só a cor do espumante Sur Lie. Bem diferente, né?

Minhas impressões sobre a Casa Valduga:

Gostei muito do restaurante, de ter ganhado de brinde as taças da degustação e achei a visita super interessante. 

O que poderia ser melhor: Durante o passeio as crianças poderiam ter ganhado um copo de suquinho de uva, acho que seria simpático. E uma coisa que achei um absurdo é que o guia mostrou pra gente o vinho top de linha mas não degustamos. Na Undurraga, no Chile, eles ofereceram o vinho deles super premiado, provamos e compramos na hora!

A vinícola Casa Valduga tem um ótimo espaço para criança correr.

Vinhos que se destacam: Casa Valduga Villa-Lobos Cabernet Sauvingnon 2011 e os rótulos da série Merlot Storia.

Mapa do Vale dos Vinhedos em uma Garrafa da Casa Valduga.

2- Peterlongo, Garibaldi, o primeiro Champanhe do Brasil – Vinícolas na Serra Gaúcha

A história dessa vinícola é interessantíssima e acho que todo mundo que se interessa pelo universo dos vinhos vai gostar de saber. É tãaao legal que vou contar um pouquinho.

A história teve início em 1870, quando os primeiros imigrantes italianos vieram para o Brasil. Entre eles, estava Manoel Peterlongo, que chegou ao país em 1878 e casou-se com a também imigrante Regina Vivian, tendo dez filhos: nove meninas e o caçula Armando Peterlongo.

Consigo, Manoel também trouxe o hábito de beber vinhos e espumantes. Para manter essa tradição, buscou fazer por aqui e repetir os processos de elaboração dos vinhos que bebia na Itália. Incentivou o cultivo de uvas brancas em toda a Serra Gaúcha e implantou, no porão de sua casa, uma pequena cantina onde iniciou seus eno-experimentos.

Em 1913, com a expansão na produção de vinhos e espumantes na cidade, ocorreu a 1º Exposição de Uvas de Garibaldi. Nessa ocasião, Manoel recebeu a “Medalha de Ouro” relativo a seu “moscato Typo Champagne”. Esse foi o primeiro registro oficial da bebida sendo elaborada no Brasil. Não demorou muito para que a fama do “champagne” começasse a crescer e em 1915 foi criada oficialmente a Casa Peterlongo. Durante a degustação e visita o guia contou que mesmo o Manoel tendo 9 filhas e 1 filho toda o negócio da família ficou apenas para o filho pelo simples fato dele ser homem. Eu refleti bastante sobre essa história, e isso me gerou um sentimento de indignação.

Mas voltando à história, em 1938, de forma inédita no Brasil, Armando lançou o álbum “Gran Espumante”. Tratava-se de um pequeno guia detalhado e ilustrado do mundo dos espumantes. Desde vinhedos, elaboração, tipos e curiosidades. Com um detalhe importante: já convidava os apreciadores a visitarem a vinícola, registrando assim um dos primeiros relatos de Enoturismo na Serra Gaúcha.

Champagne:

Por falar em Champagne, foi na década de 1960 que a região francesa de Champagne começou um movimento pelo mundo com o intuito de proibir o uso da palavra “Champagne” em regiões produtoras fora do território francês. Diversas caves francesas entraram com processo judicial contra caves brasileiras. Esse processo chegou ao Supremo Tribunal Federal, que através de uma decisão extrajudicial, em 1974, autorizou quatro vinícolas a utilizarem o termo “Champagne” em território brasileiro. Uma delas é a Peterlongo, pela ancestralidade do uso da expressão e respeito a sua história. Hoje, é a única empresa existente no Brasil a poder utilizar em seus rótulos esta expressão. Informações retiradas no blog da vinícola. Amei saber dessa história.

O espumante Peterlongo foi coroado como bebida oficial do país, no governo de Getúlio Vargas, foi o primeiro a ser exportado no Brasil (em 1942); e foi o champagne servido à minha xará (Rainha Elizabeth II) em sua visita ao Brasil em 1968;
Eles têm a primeira cave subterrânea do Brasil.

Minhas impressões: Foram as melhores possíveis. Para quem gosta de espumante, a vinícola é estupenda e agradabilíssima para fazer piqueniques, a área livre aberta é deliciosa.

Recado da Peterlongo pra você!

Degustação Peterlongo:

A degustação incluiu rótulos de valor considerável, então achei ótimo o custo-benefício! Para minha filha de 2 anos não cobraram e serviram suco de uva branco, com direito a ganhar as taças de brinde, e adorei ver os produtos à base de uva na lojinha da vinícola (minha amiga comprou um creme à base de vinho que recomenda).

Valor: R$20,00 por pessoa. Ganha uma taça de espumante personalizada da Peterlongo. Crianças até 12 anos não pagam. Horários: Começam a cada hora, diariamente, às 9h, 10h, 11h, 13h, 14h, 15h, 16h.

E a minha criança viajante seguiu fazendo amizades. Vinícola Peterlongo.

3- Vinícola Larentis, Bento Gonçalves: Piquenique no meio dos vinhedos- Vinícolas na Serra Gaúcha

Apesar das visitas guiadas nessa vinícola estarem temporariamente suspensas, em razão da pandemia do Novo coronavirus (Covid-19), existem as experiências que fazem muito sucesso entre os turistas, além da visita à loja que é linda.

E algumas dessas experiências destaco:
a) Degustação clássica no balcão em seguida escolher o vinho para o piquenique no meio dos vinhedos (foi o que a gente fez);
b) pedir seu vinho favorito da vinícola com uma apetitosa tábua de frios na linda e agradável varanda com vista para os vinhedos;
c) colheita noturna e
d) por fim degustação premium de 8 rótulos com vista para os vinhedos.

A varanda da vinícola tem essa vista maravilhosa

Ah, lá tem também um lugar para todas as idades: – e gratuita – um balanço no meio dos vinhedos. Mas, por favor, não entre na vinícola só pra tirar a foto no balanço, tá? Essa vinícola é realmente muito boa, rótulos excelentes que merecem uma degustação.

Sobre alguns vinhos da vinícola Larentis:

Adorei essa vinícola e a qualidade dos vinhos. Super indico mesmo! O profissional que nos atendeu disse que, além da Merlot, as uvas que vêem se destacando na região para vinhos tintos são: Cabernet Franc, Marselan, Teroldego e Ancellotta (nunca tinha ouvido falar dessas últimas 3 antes de vir pra cá, e você?).

Nosso vinho do piquenique estava uma delícia! Recomendo

Uma grande surpresa pra gente na degustação foi o Gran Reserva Mérito vinho ícone da Vinícola Larentis. Esse está na degustação premium, mas o enólogo que estava nos orientando cedeu ao meu pedido e nos deixou experimentá-lo.

As variedades das uvas nesse vinho são: Marselan, Ancellotta, Merlot e Cabernet Sauvingnon, todas provenientes das melhores parcelas dos vinhedos próprios. O Mérito envelhece 1 ano e meio em barricas de carvalho francês. É um vinho com potencial de guarda. Ou seja, isso significa que “Quanto mais velho, melhor” apesar de ser um dos mitos mais falsos associados ao vinho, nesse caso, é verdade. Você sabia que 90% dos vinhos comercializados pelo mundo são para pronto consumo e só os outros 10% restante é para guardar? Maiores informações sobre o potencial de guarda dos vinhos acesse Clubes dos Vinhos.

Sobre o piquenique na Larentis

Durante a primavera e verão (colheita da uva/Vindima), a Larentis oferece o piquenique entre os vinhedos. Inclui uma cesta recheada com tábua de frios, pães, geleias, garrafa de vinho ou de espumante, suco e água a cada duas pessoas. E você ainda ganha as lindas taças personalizadas. O valor do piquenique é de R$ 95,00 por pessoa, incluindo a degustação no balcão para escolher a garrafa do vinho que acompanha seu piquenique.

Os vinhos daqui foram os que eu mais gostei, mas o cenário, a paisagem e o momento do piquenique fizeram tudo ficar absolutamente melhor. Como eu me senti bem em estar entre os vinhedos. Pra mim é uma paisagem tão diferente!

Importante: informe-se sobre horários no site da vinícola. A pandemia ainda está presente e os lugares abrem, fecham e mudam os horários rapidamente.

Quanto custa a degustação Premium Larentis

A degustação Premium Larentis custa R$ 110 por pessoa (valor em 2020). Aviso: necessita agendamento prévio, bem como os piqueniques nos vinhedos da Larentis.

E as amizades continuam. Hahaha

4- Família Geisse, Pinto Bandeira, Terroir Experience – Vinícolas na Serra Gaúcha

Um detalhe importante e que alguns confundem é que essa vinícola não fica exatamente no Vale dos Vinhedos, mas é bem pertinho.

Lindo mapa retirado do site do Moto Clube de Bento Gonçalves

A Cave Geisse (pronuncia Cave Gáisse) fica a cerca de 8 km do centrinho da cidade de Pinto Bandeira, também localizada na serra gaúcha, aproximadamente 100 km de Gramado, 16 km de Bento Gonçalves e 25 km do Vale dos Vinhedos.

Antes de contar sobre o passeio vou falar um pouco da história da vinícola.

O chileno Mario Geisse, enólogo e engenheiro agrônomo, chegou ao Brasil em 1976 para dirigir a Moët & Chandon, uma das maiores Casas de Champagne do mundo que começava as suas atividades aqui. Ele estudou o solo e o clima da Serra Gaúcha, em busca do melhor terroir para a produção de espumantes finos. Pinto Bandeira apresentou um terroir único, o que fez com que Geisse investisse nessa região e, pouco tempo depois, acabou surgindo a Cave Geisse – que hoje é referência em espumantes no Brasil e no mundo. Pra você ter uma idéia, o rótulo Terroir Nature deles é a única bebida brasileira que consta no livro 1001 Vinhos para Beber Antes de Morrer, de Neil Becktt. Atualmente Mario Geisse se divide entre vinícolas que ainda mantém no Chile e na Argentina, mas seus filhos ajudam o pai a comandar essa respeitada vinícola brasileira.

Embora seja usado muitas vezes apenas para substituir “clima” ou “região”, o significado de terroir é muito mais amplo e envolve algumas variáveis que afetam diretamente as características do vinho. Terroir é uma palavra francesa sem tradução em nenhum outro idioma. Significa a relação mais íntima entre o solo e o micro-clima particular, que concebe o nascimento de um tipo de uva, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho, sem que ninguém consiga explicar o porquê. Fonte: Winepedia

Acredito que essa visita seja para amantes de espumantes ou não. A vinícola é muito bonita e tem uma ótima e agradável estrutura, como por exemplo, o Open Lounge onde são servidos comes e bebes numa incrível atmosfera.

Nessa vinícola não fizemos a visita técnica, preferimos nos aventurar na Geisse Experience, que vou contar agora:

Geisse Experience

Fiquei tão feliz que consegui fazer o Geisse Experience, pois se chovesse o passeio seria cancelado (eles nem aceitam pagamento antecipado, porque isso acontece bastante).

Passeio em carro 4×4 entre os vinhedos! Um sonho!

O passeio é tão legal, que mesmo minha expectativa estando laaaá no alto, ele não decepcionou e conseguiu superar ainda mais.

Pra tentar deixar mais claro o que fizemos em relação à rota, peguei uma ilustração da vinícola pra vocês terem uma idéia.

Primeira parada: Espaço Zen, na esquerda; segunda na Área das Corujas e terceira próxima à plantação de Mirtilos

Começamos o passeio e nos embrenhamos mato a dentro, com um carro 4×4, foi praticamente um rally nos vinhedos! Simplesmente incrível.

Rodeado por exuberante natureza, conhecemos os vinhedos da propriedade a bordo de um 4×4.

O passeio off-road percorreu trilhas isoladas e encantadoras, com pausas para degustação. A cada nova parada nos surpreedemos com detalhes naturais, com privacidade e imersão na natureza.

A primeira parada foi próximo à cachoeira! O lugar é lindíssimo e super improvável. Quando você pensa em vinícola, pensa logo nas parreiras, e não em uma floresta com mata densa.

Espumante pros maiores de 18 e pra nossa criança viajante suco de uca com mirtilo da propriedade. Eu descobri que essa frutinha existia depois de adulta, e você?

Depois passamos pelos lindos vinhedos e fomos para um dos pontos mais altos da vinícola, onde tem um mirante com vista para os vinhedos e lá conhecemos duas moradoras: um casal de corujinhas.

Vídeo mais fofo que você vai ver hoje!
Eu não sabia que a Família Geisse também plantava mirtilos para produção de sucos.

VALOR DA EXPERIÊNCIA:
1 pessoa | R$ 200,00
2 pessoas | R$ 300,00
3 pessoas | R$ 350,00

Depois desse incrível passeio fomos para o Wine garden/ Open Lounge da vinícola que também é uma atração à parte! Bonito, confortável, agradável. Todos os adjetivos positivos em um só lugar.

As empanadas gourmet do Open Lounge da Casa Geisse são deliciosas

Mais informações no site da vinícola

5- Vinícola Dal Pizzol. Pet e Kids Friendly – Vinícolas na Serra Gaúcha

E por último visitamos a Dal Pizzol, que além de vinícola é um Parque, EcoMuseu da Cultura do Vinho, loja de varejo e restaurante. Pesquisando antes de vir pra cá consegui muitas informações se referindo a essa vinícola como kids friendly. Todos diziam que era uma das melhores vinícolas para se estar com crianças em Bento Gonçalves.

Aqui também tem alguns animais domésticos e silvestres que andam soltos e livres, em harmonia com a presença humana.

Saiba que a propriedade está localizada na Rota Cantinas Históricas, em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves (RS).

Esse complexo é considerado um Parque Temático do Vinho. Ou seja, é um conjunto de atrativos culturais, único no Brasil com essa proposta, que compreende: uma diversificada bela e bem preservada natureza, com uma vasta coleção botânica de espécies nativas, exóticas, ornamentais, frutíferas e medicinais, todas identificadas e catalogadas;

um Ecomuseu, com relíquias ligadas à cultura do vinho. O acervo conta com centenas de utensílios e ferramentas utilizados na elaboração e consumo do vinho, fotos, documentos e uma coleção com mais de 235 garrafas nacionais e estrangeiras provenientes dos 5 continentes, tendo alguns dos exemplares mais antigos de vinhos do Brasil;

Enoteca com garrafas de vinhos históricos; e o “Vinhedo do Mundo”:
isso é muito interessante: Uma coleção privada, em campo, com cerca de 400 variedades de uvas de 35 países, chamada “Vinhedo do Mundo”. Hoje, o Vinhedo do Mundo é considerado uma das três maiores coleções de uvas privadas do planeta, a maior da América Latina. O projeto conta com o apoio da Embrapa e de entidades internacionais, que têm contribuído com o envio de exemplares para serem cultivados na vinícola. E a partir da colheita simbólica de 2014, a vinícola lançou o VINUMMUNDI 2013, vinho produzido a partir de 100 variedades de uvas. O Vinhedo do Mundo é, portanto, um símbolo e uma mensagem de fraternidade e solidariedade humana que só a cultura do vinho e suas implicações filosóficas são capazes de expressar. Este projeto pretende chegar a ser uma das belas coleções de variedades vitis do mundo. Ou seja, vale a pena conferir na sua vinda pra cá.

Aqui existem uvas originárias de países improváveis como Japão, Croácia e Afeganistão. Foto retirada do site Enoeventos
Fizemos a degustação na loja. Os rótulos são muito bons.

Pet Friendly:

Seu companheiro de estimação é bem-vindo nas dependências da Dal Pizzol. Animais podem circular somente com o uso de coleira ou guia, e é essencial que o tutor recolha as necessidades de seu bichinho.

Mais informações sobre as experiências acesse o site da vinícola.

Bem, minhas experiências em vinícolas nessa região acabou por aqui. Mas agora vou citar 5 que minhas amigas indicaram e disseram ser Imperdíveis. Depois quero que vocês me contem quando visitarem, combinado? Após essas 5 ainda terão onde comer e as outras atrações que fizemos. 😉

6- Vinícola Don Giovanni em Pinto Bandeira e uma plantação de Girassóis

Uma das coisas que eu mais gosto na vida é visitar campos de flores. Lamentei profundamente por não conseguir fazer esse passeio, mas não poderia deixar de dar essa dica aqui.

Além da vinícola produzir ótimos espumantes, se você estiver aqui na época dos Girassois vale a pena ter essa experiência.

Foto retirada do IG da vinícola

7- Vinícola Boutique Lídio Carraro. A mais Purista

A proposta dessa vinícola familiar é quebrar paradigmas. Ou seja, com uma filosofia Purista, todo o processo da Lidio Carraro é conduzido com o mínimo de interferência e o máximo respeito à expressão natural da uva e do terroir de origem. Isso quer dizer que a Lidio Carraro trata a uva como o centro da elaboração do vinho, tendo um rigoroso controle de produção. Um exemplo é que a vinícola não faz uso dos tradicionais barris de carvalho – utilizados por algumas vinícolas (interessante dizer que mesmo não realizando nenhum estágio em barris de madeira e seus vinhos envelhecem muito bem).

Visitando a Vinícola Lídio Carraro. Foto: Luciana Paula do ig @conversa_com_vinho. Nessa foto, chamo a atenção para a icônica bolsa em forma de garrafão de vinho colonial. A empresa Melissa, para celebrar seu aniversário de 40 anos, criou essa bolsa-conceito em homenagem à sua origem. Pois o grupo Grendene não começou fazendo sapatos (apesar de hoje ter além da Melissa, a Zaxy, a Rider, a Ipanema e a Grendha), mas sim plásticos dos garrafões de vinho, afinal a empresa está no meio da serra gaúcha.

Ah, e pelas minhas pesquisas é kids friendly: é fornecido suco, desenhos e lápis de cor para crianças enquanto os adultos degustam vinhos.

Dica de vinho ótimo: Dádiva

Maiores informações no site da vinícola.

8- Vinícola Angheben- Vinícolas na Serra Gaúcha

Vinícola pequena e familiar que produz ótimos vinhos e possui um ótimo atendimento.

Dica de vinho ótimo: Gerwustraminer. Outra uva que nunca tinha ouvido falar.

9- Vinícola Pizzato Vinhas e Vinhos. Vinícolas na Serra Gaúcha

O merlot da Pizzato foi muito recomendado. Sempre que chegávamos numa vinícola e começávamos a conversar com os donos ou funcionários e dizíamos que estávamos visitando algumas vinícolas da Serra, eles sempre perguntavam: – você já foi à Pizzato?

Então fica a dica.

Dica de vinho ótimo: DNA 99

10- Vinícola Millantino- Vinícolas na Serra Gaúcha

Ela ficava bem próxima ao nosso hotel, veja no (google para não perdê-la) uma microvinícola de 9,5 hectares que só vinifica safras muito boas ou excepcionais. Apesar de ser focada em tintos, vale a pena degustar o espumante deles extra brut.

Outras dicas de vinícolas no Vale dos Vinhedos:

Gente, e agora? Falei das 10 mas faltou um monte ainda. Vale só citar o nome pra você pesquisar e caso se interesse e não deixar de ir? Vale né? Salton; Valmarino (atenção ao excelente Cabernet Franc dessa vinícola); Don Laurindo; Vinícola Almaúnica, Vinhos nobres Bettú; Peculiare e Terragnolo (possuem a supervisão da Miolo, leve o rótulo do merlot Calhaus pra casa, lembrando que esse não está na degustação).

Sugestões de rótulos. Foto: Paula Sirelli

Onde comer no Vale dos Vinhedos

A gastronomia inspirada na Italiana é muito difundida nessa região. Acho que comi massas todos os dias que estive aqui.

Restaurante Maria Valduga

O primeiro lugar em que almoçamos foi no restaurante Maria Valduga. Foi ótimo porque após a refeição iniciamos o tour degustação.

Restaurante Maria Valduga, Bento Gonçalves

Ao chegarmos nos explicaram com funcionava o almoço. Era rodízio de massas, com 2 tipos de carnes e salada. Ótimo atendimento e conheci mais um tipo de massa, vocês conhecem a Mafalda? Comemos ao molho de cogumelos.

No restaurante Maria Valduga experimentei pela primeira vez a massa chamada Mafalda! Nunca tinha ouvido falar. O molho de cogumelos é o meu favorito!

Nosso pacote no Hotel Villa Michelon estava incluído o jantar todos os dias, no restaurante Bela Vista, que possui um cardápio super variado, e aqui no hotel rolou um jantar especial na virada do Reveillon com direito a Fogos de artifício

Réveillon no Hotel Villa Michelon

Foi ótimo porque chegávamos no hotel depois de um dia bem aproveitado e nosso jantar estava disponível. Importante falar que próximo a este hotel tem outro restaurante bem avaliado chamado Restaurante Mamma Gema.

Outro lugar que almoçamos também foi no food truck dentro da Casa da Ovelha, no Caminho de Pedras. Tinha opções de massas caseiras e diversos molhos para compor. Estava gostoso e bem servido.

Tinha mesinha para crianças e para adultos!

Outro lugar super agradável que fizemos um lanche rápido foi no Mirante do Espigão, na cidade de Veranópolis.

Olha só a paisagem maravilhosa na lanchonete do Mirante do Espigão, em Veranópolis, RS.

Restaurante Valle Rústico:

O ápice das nossas experiências gastronômicas por aqui foi no bem conceituado restaurante Valle Rústico, no vale dos vinhedos. Reservei com 2 meses de antecedência e fiquei muito feliz em ter conseguido ir.

Esse restaurante nasceu com o objetivo de ser um espaço ecogastronômico. Idealizado e até hoje conduzido pelo chef Rodrigo Bellora, trabalha com menu degustação, sob o conceito da Cozinha de Natureza. Cada prato do menu, sazonal e fresco, é oferecida uma ligação com a natureza que visa surpreender pela simplicidade, excelência e qualidade.

Foto do cardápio apresentando a proposta

A equipe da cozinha recupera técnicas antigas de preparo através do compartilhamos os saberes ancestrais. Muitos dos ingredientes utilizados vem de agricultores familiares locais, em grande maioria orgânicos ou biodinâmicos. A missão do Valle Rustico é difundir a cozinha que une agricultura e gastronomia, quebrando paradigmas tradicionais, para ofertar o alimento local executado conforme a cozinha contemporânea. Para informações e reserva acesse o site do restaurante.

Pratos do Valle Rústico.
Minha criança viajante adorou o ambiente. Foi disponibilizado lápis de cor pra desenhar e no quintal tinha umas mesinhas para crianças. Achei o local bem kids friendly.

Outro lugar que reservei mas tive que cancelar com dor no coração, porque não conseguiríamos chegar a tempo foi o almoço harmonizado no Restaurante Clô em Flores da Cunha. É uma culinária gourmet autoral de pratos sofisticados em uma das vinícolas mais bem conceituadas da região. (Vinícola Luiz Argenta). Mais informações no site do Restaurante.

Viajar com crianças para o Vale dos Vinhedos, Serra Gaúcha

Outras Atrações em Bento Gonçalves:

Como eu disse, além de visitar vinícolas fizemos outros passeios que valeram a pena contar pra vocês. Reforço que esse destino não é apenas para quem gosta de beber vinho.

Caminhos de Pedra:

É uma estrada histórica e turística onde existem diversas atrações e as pessoas vão parando e conhecendo mais da história da colonização italiana da região. Por aqui tem casas históricas com arquitetura de época onde funcionam diversas lojas: casa das cucas, do tomate, da erva mate, do queijo, tem vinícolas e restaurantes.

Casa da Erva Mate. Foto tirada do site Caminhos de Pedra

O Roteiro Caminhos de Pedra é Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul por concentrar o maior acervo arquitetônico da imigração italiana em meio rural do país e pela preocupação com a preservação do patrimônio histórico material e imaterial. É chamado de “museu vivo”.

Com 12km de extensão, o roteiro oferece cultura, gastronomia e arquitetura em vários pontos de visitação e observação. As centenárias casas de pedra da rota incluem moinhos, cantinas coloniais, casa de massas caseiras, teares, casa de doces e muito mais, as experiências de vida dos imigrantes e seus descendentes, um resgate constante da herança cultural.

Site oficial: www.caminhosdepedra.org.br. Maiores informações no site de Bento Gonçalves

Casa da Ovelha

Localizado na Estrada “Caminhos de Pedra”, acompanhamos a rotina de uma típica fazenda de ovelhas. Além disso conhecemos mais sobre os cães pastores e a arte da falcoaria. Um ótimo programa pras crianças.
Site: www.parquedaovelha.com.br

Fofuras na Casa da Ovelha!

Maria Fumaça – Trem do vinho

Foto retirada do site do município de Carlos Barbosa

Se não estivéssemos em uma pandemia, nós turistas seríamos recepcionados na estação de Bento Gonçalves com uma deliciosa degustação de vinho e suco de uva branco. Mas nem por isso o passeio perdeu sua alegria, principalmente para a minha criança viajante.

O passeio de trem sai da cidade de Bento Gonçalves e percorre por Garibaldi até Carlos Barbosa.

Pela janela do Trem

Ao soar o sino, embarcamos numa viagem repleta de alegria, que mostrou um pouco do jeito de ser dos imigrantes italianos. São 23 quilômetros de agradável percurso com duração média de 2 horas. Durante o passeio, a festa foi conduzida por atrações típicas italianas e gaúchas.

Parque Cultural Epopéia Italiana

É um teatro interativo onde é contada a história da jornada dos primeiros imigrantes italianos nesta região, no ano de 1875. A história destaca um casal, Rosa e Lázaro, personagens principais e bisavós dos proprietários da empresa de turismo da região, Susana e Leonardo Giordani. (Inclusive compramos os ingressos diretamente nesse site). O enredo destaca toda a dificuldades desse casal ao chegar ao Brasil e, após muito sacrifício e esforço, conseguiram prosperar em nossas terras.

Além do teatro tem uma parte onde tem muito
documento e propaganda daquela época. É realmente muito interessante toda aquela história viva.

Um pouco da contextualização da imigração italiana no Brasil

O governo brasileiro financiou um programa colonizador onde chegaram no estado do Rio Grande do Sul cerca de oitenta a cem mil imigrantes italianos. A maioria vinha fugindo da fome, das epidemias e das guerras na Itália, e viviam como agricultores. O programa visava atender ao que então eram consideradas necessidades do país naquele momento: povoar vazios demográficos, branquear a população brasileira, na época em sua grande maioria composta de negros e índios e estabelecer um sistema produtivo baseado no minifúndio, com a força de trabalho livre e proprietária das terras, que pudesse abastecer o mercado interno com produtos agropecuários.

O programa inicial de colonização foi chamado de Walkerfield, que constituía na “distribuição de um lote de terra, ferramentas, animais, sementes aos agricultores, pagamento de módicos subsídios para a alimentação dos colonos no primeiro ano de estabelecimento”. Fonte: Revista Eletrônica de Geografia e Ciências Sociais.

Mirante da Ferradura

Como eu adoro mirantes procurei alguns por aqui também. Vi na Internet antes de vir pra cá uma foto bem bonita sinalizando o “Belvedere da Ferradura”, e quando cheguei lá não batia com a paisagem da Internet…

Lugar lindo, mas diferente do que eu vi!

Ainda procurando pela paisagem vista na Internet seguimos para o mirante do Espigão, na entrada da cidade de Veranópolis, e apesar de ser maravilhoso, também não era ele.

O rio das Antas é um rio que banha o Rio Grande do Sul e tem um percurso total de 390 km.

Mirante dal Castel, Monte Belo do Sul

Aí no dia seguinte procuramos um pouco mais pelo mirante, e uma amiga que mora em Bento Gonçalves me disse que talvez seja o Mirante dal Castel, na linda cidade de Monte Belo do Sul…

Mirante da Castel. Muita gente me recomendou visitar essa cidade.

E por fim, descobri que o mirante que eu queria chamava Mirante do Vale do Rio das Antas. Colocamos no Google pra procurar mais, porém desistimos sem encontrá-lo.

E aí pessoal, gostaram das sugestões? Se vocês continuarem pelo Sul do Brasil, o Blog Família na Trilha listou todos os mirantes de Florianópolis, SC, recomendo a leitura.

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