Veja qui um relato/ roteiro de uma incrível viagem para a Espanha. Vamos contar destalhes sobre um ótimo roteiro de 13 dias pela Espanha, com absolutamente todas as dicas importantes de planejamento de viagem e algumas dicas gerais. Veja aqui a Viagem e Roteiro por Madrid, Barcelona e sul da Espanha. Vai ter dicas de como montar uma mala de inverno para a Espanha, acompanhe o texto!

Este texto é um guia completinho de roteiros de viagem pela Espanha, com sugestões para uma semana ou mais tempo – e para todos os tipos de viajantes. Aqui você vai encontrar dicas para conhecer as principais cidades espanholas, como a capital Madri, a linda Barcelona, Granada e também Sevilha, e vários pontos turísticos da Espanha

Quem conhece a Espanha sabe que ela tem uma cultura e tradição espanhola apaixonante, um povo bonito e muito receptivo e uma rica gastronomiaVeja aqui o que ver e fazer na Espanha durante suas férias.  Você terá dicas dos melhores tour e onde ficar.

O Luiz, do Insta @lgrneto e a Aline do Instagram @alinecs15 cederam as fotos e todas as informações dessa incrível viagem pela Espanha! Obrigada queridos! Sigam eles lá!

Como chegar a Madrid voando do Brasil?

Eu (@lgrneto) e minha namorada Aline (@alinecs15) fomos em companhias aéreas diferentes para Madrid. Ela foi de Iberia fazendo Rio Galeão – Madrid Barajas sem escalas, enquanto eu fiz São Paulo Guarulhos – Madrid Barajas, pela LATAM, também sem escalas. 

Isso de viajar separado pode soar um pouco estranho, a princípio, mas o motivo é muito simples: tenho família que trabalha na LATAM e por conta disso consigo uma passagem mais barata nos trajetos da empresa. Infelizmente, isso só se aplica a mim e não consigo incluir a Aline nessa. 

De qualquer forma, os dois vôos ocorreram normalmente, sem atrasos (o vôo da Iberia inclusive tinha WiFi e a Aline conseguia falar comigo pelo Whatsapp enquanto voava), portanto pode escolher a empresa que lhe melhor convir. As refeições da LATAM estavam uma delícia! (E as da Iberia também eram satisfatórias pelo o que a Aline comentou).

Preparação do roteiro e para a viagem à Espanha: Como montar uma mala de inverno para a Espanha

A viagem foi no alto inverno europeu: de 24 de janeiro até 06 de fevereiro, e os dois vôos eram à noite (o vôo de volta da Iberia é de manhã, então se você comprar as passagens por essa empresa vai ter que considerar 12 dias de roteiro, retirando o último dia de Madrid). Portanto, viajamos no inverno.

Se tratando de Europa, o inverno da Espanha não é um dos mais rígidos, mas não se engane! As temperaturas caem bastante à noite (chegando a abaixo de zero graus em Madrid), e mesmo de dia, onde o sol não bate muito, a sensação térmica é de frio, então atenção com o que vai levar na bagagem.  

No meu caso que já viajo há algum tempo sem despachar mala (uso mochila cargueira que passa nas medidas de bagagem de mão), levei nas mãos um casaco grosso para o frio mais intenso, outro casaco menor na mochila para temperaturas mais amenas, e usei a combinação de camisa + moletom que nunca falha para o frio. Além disso, levei uma quantidade de roupa para cerca de 6 dias, portanto perdi uma horinha de um ou dois dos dias do roteiro indo em lavanderia (isso na Europa é bem barato e prático, e você já sai com as roupas lavadas e secas).

Textos para complementar:  Qual é a melhor época para viajar à Europa?

Documentos para viajar: leve sempre com você uma cópia digitalizada durante a viagem!

Seguro viagem para a Espanha: É obrigatório!

Além disso, fiz a compra de um seguro-viagem da Seguros Promo. Fiz uma cotação rapidamente no site e depois de uma transferência Pix, eu já estava com ele em mãos. É obrigatório ter seguro para entrar na Europa (embora até hoje ninguém tenha me cobrado isso, rs).

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Como levei dinheiro para a Espanha!

Para o dinheiro, essa foi a primeira grande viagem internacional que eu fiz sem entrar em uma única casa de câmbio. Usei um cartão de crédito da Wise para as transações, e ele permite você sacar dinheiro em caixas ATM quando quiser. As taxas utilizadas pela Wise são baixíssimas e valem mais a pena que as de bancos convencionais. 

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Leia também:  Cartão Wise (ex-TransferWise): o que é e veja se vale a pena pedir no Brasil

Roteiro Espanha:

Madrid (3 dias)

Do aeroporto de Madrid até o hotel

A aterrissagem em Madrid foi tranquila e o procedimento na imigração foi extremamente rápido e sem filas (experimentem viajar sem despachar malas, vocês saem na frente do resto do avião inteiro para essas burocracias, é libertador! Rs). Após encontrar com a Aline (que aguardou um pouquinho no aeroporto até eu chegar), pegamos um Uber e fomos para nossa hospedagem.

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Leia mais: America Chip é bom? Cupom de desconto para viagens internacionais

Dica: Uber funciona e é mega prático na Espanha. Preferimos bater perna e usar o transporte público nas viagens, mas quando houve alguma necessidade, o aplicativo nos atendeu prontamente. Para quem quiser economizar mais ainda na viagem, há uma estação de trem/metrô que chega ao aeroporto também. Para nosso caso, como o tempo de viagem era curto e queríamos aproveitar o máximo possível, optamos pelo Uber que seria mais rápido. 

Hospedagem em Madrid:

Hospedagem: ficamos em um quarto de um apartamento no Airbnb nesses primeiros três dias, e em um quarto privativo de um hostel para o retorno (a volta também era do aeroporto de Madrid).

O quarto era ótimo e bem confortável. Só havia um banheiro no apartamento e tínhamos que dividi-lo com outros hóspedes dos outros dois quartos que tinham, mas isso não foi problema em nenhum momento. As paredes são um pouco finas, portanto se você tiver sono leve pode ficar incomodado se algum dos hóspedes for mais barulhento, mas na maioria dos casos todo mundo é bastante respeitoso em relação a isso. 

Embora não seja tão barato, considere Airbnb na Espanha porque você pode ter uma chance de ficar em uma dessas ruazinhas antigas, o que é uma experiência ótima.

Hostel: Como o quarto do Airbnb já estava reservado na data da volta, passamos uma noite apenas no Hostal Galaico, que não tem o charme do Airbnb mas fica na Gran Via, uma das principais avenidas de Madrid.

Veja algumas sugestões de hotéis em Madrid:

  1. Hostel (albergue) em Madrid  – 153 BRL por pessoa:  Hostal Adis
  2. Hospedagem em hotel 3 estrelas em Madrid com banheiro privativo – 664 BRL para o casal-  L&H La Latina Selection
  3. Hospedagem em hotel romântico, 5 estrelas, em Madrid  – Hotel Puerta America 500BRL por pessoa (1000 o casal)

Primeiro dia (Tarde/Noite) em Madrid:

Museu do Prado:

Nós nos hospedamos bem ao lado do museu, então tentamos aproveitar o tempo que tínhamos do dia para já matar algumas dessas atrações que queríamos ver. O museu era um deles. A fachada é impressionante. Foi mandado construir por Carlos III e só terminou no reinado de Fernando VII. Se você gostar de exposições de obras de arte, vale dar uma olhada na programação. A entrada quando viajamos custava 15 euros.

San Jerónimo El Real:

Atrás do museu há a Igreja de San Jeronimo El Real, uma igreja também importante construída a mando dos Reis Católicos. Vale uma conferida e pelo menos algumas fotos.

Um pouco além da igreja tem o parque de El Retiro, que é uma obrigatoriedade em Madrid, mas deixamos para andar com calma por ele no dia seguinte, já que era meio da tarde e o sol começava a se por. 

Porta de Alcalá:

Se você seguir subindo a avenida do parque El Retiro, chegará na Praça da Independência (ou Plaza de la Independencia), onde tem a Porta de Alcalá, um monumento construído pelo rei Carlos III para ser a entrada da cidade. Infelizmente não conseguimos vê-la pois estava em obras de restauração. 

Gran Vía:

Da praça, subimos a Calle de Alcalá e chegamos na Gran Via, a avenida mais movimentada de Madrid, sendo chamada uma época de Broadway madrilena. É cheia de restaurantes, cinemas e lojas. Vale bater perna durante toda a sua extensão. Aproveitamos e fizemos um almoço/janta em um restaurante de lá.

Dica: baixe, se já não tiver, os aplicativos TripAdvisor e Google Maps para encontrar bons locais para comer. Ele procura locais baseados na sua localização e você pode filtrar por tipo de comida, preço e avaliações. Há casos que tiram fotos do cardápio do recinto. Dá para achar bastante coisa boa e barata. 

Plaza de España:

Se você continuar pela Gran Via até o fim, vai chegar na Plaza de España, um dos principais locais históricos de Madrid, com vários monumentos e uma estátua em homenagem a Miguel de Cervantes, com Dom Quixote e Sancho Pança. Dizem que os torcedores do Real Madrid vão pra essa praça comemorar uma vitória quando o time ganha, então fique de olho nas datas dos jogos, se quiser ver.

Como já estávamos mortos de cansado e a noite já vinha chegando (lembrem-se que isso foi no mesmo dia que chegamos de avião), começamos a descer e voltar para a hospedagem.

No caminho, passamos pela Plaza Mayor:

Plaza Mayor:

Era a principal praça da cidade desde o século XV. Tem formato retangular e é rodeada de restaurantes e muito agitada. Só pode ser acessada pelos arcos que estão nas suas laterais, sendo o mais conhecido o Arco de Cuchilleros. Há uma grande estátua em homenagem a Felipe III em seu centro.

Se você estiver com mais tempo, há o Mercado de San Miguel – já fechado no horário que chegamos – logo ao lado, e a Puerta del Sol um pouco mais adiante. No nosso caso, deixamos para ver os dois no dia seguinte. 

Segundo dia: (Tarde/Noite) em Madrid:

Parque del Retiro:

Como falamos anteriormente, a hospedagem ficava muito perto do Museu do Prado (que aproveitamos para tirar mais fotos, agora de manhã e com mais claridade) e passeamos pelo Parque del Retiro.

O parque, que foi considerado Patrimônio Mundial da UNESCO em 2021, é o pulmão da cidade e um lugar tranquilo para ficar em contato com a natureza. 

Entramos pela Puerta de Felipe IV,  uma entrada monumental e a mais antiga do parque, caminhamos pelos jardins del Parterre até chegar no Paseo de las Estatuas, um corredor enorme cheio de estátuas e decorado com plantas e jardins. Ao final, você chega no Estanque Grande de El Retiro, uma enorme lagoa onde você pode alugar um barco e remar, e completamente decorada com monumentos. O lugar é um espetáculo e vale o tempo de viagem. 

Dali seguimos para o Palacio de Velazquez e o Palacio de Cristal, dois museus que se encontram dentro do parque e também são de cair o queixo. Não economize nas fotos por aqui.

É perfeitamente possível passar mais tempo e explorar todos os jardins e bosques desse parque. Há também o Real Jardin Botânico, mas não passamos por lá por questões de tempo. 

Saímos do parque pela Puerta del Angel Caído e seguimos pela Calle Claudio Moyano, onde havia uma feirinha de livros. De lá, pegamos o metrô (aproveite a vista para admirar a Estação de trem de Atocha) e fomos para o Palácio Real de Madrid.

Palacio Real de Madrid:

O Palacio Real de Madrid é simplesmente a residência oficial do Rei da Espanha e um dos poucos locais desse tipo que aceita visitantes. A entrada custa 12 euros e te dá direito a passear por vários cômodos, inclusive a sala do trono. O local também é estonteante e fica ao lado da Catedral de Santa Maria, a catedral de Madrid. 

Se puder, compre os ingressos com antecedência porque a fila fica monstruosa. Demos sorte de chegar num horário de pouca movimentação, mesmo em baixa temporada. 

Mercado de San Miguel:

Saímos do Palácio Real e seguimos para esse Mercado, que é bem famoso e extremamente cheio. É um bom local para experimentar comidas típicas da Espanha, mas achamos um pouco caro. Vale a visita, mas, se preço for um empecilho para você, almoce em outro lugar. 

Puerta del Sol:

Dali fomos para essa praça que provavelmente é a mais famosa de Madrid. Há algumas coisas para ver aqui:

Estátua do urso e do Medronheiro (El Oso y el Madroño): uma estátua do símbolo de Madrid. 

Relógio da Casa de Correios: é o local tradicional onde se emitem as badaladas de fim de ano. Os espanhóis se reúnem ali todo fim de ano para comer as tradicionais uvas e celebrar o ano novo. 

Quilômetro Zero: É o ponto zero de todas as estradas da Espanha. 

Quase perdemos o último porque a praça estava completamente abarrotada de obras (o que atrapalhou um pouco) e o coitado do Quilômetro Zero estava todo empoeirado. 

Dali, voltamos para a hospedagem porque já era noite e no dia seguinte era um dia de tour por Toledo e Segóvia, que começaria extremamente cedo.

Terceiro dia (bate e volta Toledo e Segóvia):

 Queríamos muito conhecer Toledo e Segóvia, que são cidadezinhas medievais que ficam no entorno de Madrid. Optamos por comprar uma tour pois economizaria tempo – caso contrário, fazer a visita às duas cidades em apenas um dia ficaria consideravelmente mais difícil.

Link da reserva que usamos: De Madri: Excursão a Toledo e Segóvia com Visita Opcional a Ávila

Ainda existe a opção de incluir Ávila no roteiro. Optamos por não fazer por conta do preço final, mas se ficar em conta para você, faça, pois as cidades são extremamente charmosas e repletas de história da época antiga e medieval.

Sobre a tour em si, não há muito o que falar:

Há um ponto de encontro em Madrid (fica próximo à arena de touradas da cidade, em Las Ventas) onde você entra em um ônibus e a própria tour cuida de todo o translado, além das visitas guiadas as duas cidades. A única recomendação é ficar de olho nos horários combinados com os guias, pois o tempo do passeio é todo bem cronometrado. Se você não quiser pagar mais caro com restaurantes de turista, recomendo levar um lanche também. Tivemos um pouco de dificuldade de arrumar algo em conta em Segóvia, onde foi o almoço.

Tendo falado isso, a tour em si é nota dez. Extremamente competentes, simpáticos e pontuais. 

Sobre as cidades:

Toledo:

Tem um centro histórico de cair o queixo se você gosta de medievalismo. A cidade foi considerada patrimônio da Humanidade pela Unesco – e não é a toa. Há castelos, catedrais, monastérios etc., enfim, o pacote completo. A cereja no topo do bolo fica por conta dos inúmeros ferreiros que produzem espadas e facas autênticas – estão à venda, se você quiser arcar com o preço – e o tour inclui uma visita em uma das lojas para conferir como é o processo de fabricação.

Se prepare para babar se você for nerd como eu, pois há réplicas das armas usadas em Senhor dos Anéis e God of War, por exemplo.

Aqui também tem joias muito bonitas. As joias de Toledo são famosas e muitas pessoas compram quando visitam a cidade.

Segóvia:

Mesmo esquema de Toledo – cidadezinha medieval, muito charmosa e bem conservada. O destaque fica pelo enorme aqueduto romano que foi preservado, e pelo Alcácer de Segóvia, um palácio fortificado todo em pedra – a visita está incluída na tour também. 

Depois disso, já era final do dia e voltamos para casa. Comemos no McDonalds (queríamos pelo menos uma vez provar um dos sanduíches) e fomos dormir porque no dia seguinte cedo iríamos para Barcelona de trem.

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Barcelona (3 dias)

Pegamos o trem cedo na estação de Atocha (nossa hospedagem ficava a 5 minutos de caminhada da estação, então fomos a pé de mochila nas costas) em Madrid e saltamos cerca de 3 horas depois na estação de Sants, em Barcelona.

Pela distância percorrida, o trem foi bem rápido, e tem um vagão-lanchonete onde você pode comprar um lanche – eu particularmente recomendo o Mollete com Jamon, e a Aline ficou simplesmente apaixonada pelo suco de tomate (misture com sal e pimenta). Acredite se quiser, a comida nesse vagão é muito gostosa. 

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Veja o Mollete com Jamon

Chegando em Barcelona

Na estação de Sants, nos atrapalhamos um pouco com as linhas de trem urbano, e isso consumiu algumas horinhas do nosso roteiro, então pesquise bem qual linha você tem que pegar, até porque a estação é enorme e é muito fácil se perder.

Além disso, a única cidade que tivemos problemas para usar o Uber foi Barcelona. Para fazer uma primeira viagem, você precisa aguardar um tempo mínimo de espera – não entendi muito bem o porquê – e mesmo aguardando não consegui usar o app. 

Sobre a hospedagem em Barcelona:

Nossa primeira (sim, primeira, você já vai entender o porquê) hospedagem foi um AirBnb que era um balcão no bairro gótico, e era simplesmente o máximo olhar pela janela e ver todas aquelas varandinhas apertadas.

Infelizmente o charme acabou aí porque o quarto em si era péssimo: tinha um aquecedor que não funcionou muito bem, precisávamos fechar nosso quarto com um cadeado que deixava as portas bambas e não passava segurança (não havia fechadura com chave), e o banheiro era minúsculo e não tinha chuveiro – pra você tomar banho, havia uma ducha de mão instalada no alto que jogava água na sua cabeça.

Eu não conseguia girar 180 graus no banheiro sem esbarrar ou derrubar alguma coisa.

Além disso, não havia box no chuveiro e inundamos metade do apartamento ao tomar banho, porque a cortina era nojenta e grande demais para o espaço.

Então, infelizmente (e é infelizmente mesmo, porque a localização é muito legal), acabamos achando um quarto privativo em conta em um hostel, e nos mudamos para lá no segundo dia.

Link do hostel: Hostal Benidorm

Sobre a hospedagem em Barcelona:

Esse hostel, embora não fique no Bairro Gótico, fica na Las Ramblas, que é próximo e também é um point mega movimentado de Barcelona, portanto ficamos muito bem servidos de localizações para a viagem.

Estou compartilhando essa experiência com você porque eu acho que você deve sim, procurar um balcão no bairro gótico. É muito legal mesmo! No Airbnb tem vários. Mas tenha certeza da condição do local. Nós não tivemos e acabamos nos dando mal e gastando um dinheiro que não estava previsto.

Além de hospedagem, uma outra dica: compramos o Barcelona Card de 72 horas. Garante entrada em qualquer transporte público e em algumas atrações específicas de Barcelona.

Primeiro dia em Barcelona:

Uma coisa muito interessante que você repara não só em Barcelona, mas em Valencia também, é que o sentimento de pertencer à Catalunha é muito forte aqui. Não é difícil achar uma ou outra pichação chamando o governo espanhol de fascista e imperialista. Nas varandas e janelas, quase sempre existe uma ou outra bandeira da Catalunha exibida. 

O espanhol falado aqui é o catalão, uma mistura de espanhol e francês, e é muito estranho e difícil de entender. No resto da Espanha se fala castelhano. 

Como estávamos hospedados no Bairro Gótico, começamos dando uma volta para conhecê-lo melhor. São ruas medievais estreitas repletas de bares, restaurantes e lojas.

Por lá você pode conhecer:

Catedral de Barcelona: Arquitetura linda, dispensa comentários.

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Vestígios Romanos: Barcelona foi fundada por romanos no século I a.C, portanto você vai ver algumas colunas e ruínas dessa época.

Plaza de Sant Jaime: onde fica o prédio da prefeitura de Barcelona e do Governo da Catalunha.

Bairro judeu: local onde os judeus podiam praticar seu judaísmo na idade média, sem medo da ira dos cristãos.

Las Ramblas:

Fomos andando até a Las Ramblas, provavelmente a avenida mais famosa de Barcelona, que liga a praça de Catalunha até a zona portuária da cidade. Ali perto tem a La Boqueria (que estava em obras), um dos mais antigos mercados de Barcelona, que vale uma visita, embora tenhamos achado as comidas de lá meio caras.

De lá, subimos a Las Ramblas até a Plaza de Catalunya, que é uma das praças mais centrais da cidade, repleta de pombos e vendedores. Conseguimos presenciar inclusive uma manifestação de descendentes de imigrantes africanos e cidadãos negros, que lutavam por mais direitos.

Como estava começando a anoitecer e havia um princípio de chuva, mudamos um pouco os planos e fomos para o Arco do Triunfo de Barcelona, que fica ao lado do Parque da Cidade, um parque muito simpático que vale o passeio.

De noite, jantamos no Bar Rodrigo, no Bairro Gótico:

Esse restaurante é de esquina, simples, e tem simplesmente a melhor paella de Barcelona. Se você quiser um bom lugar para almoço ou jantar, vá ao Bar Rodrigo sem medo.

Segundo dia em Barcelona:

Começamos o dia pegando as mochilas e levando para o hostel mencionado acima.

Depois tomamos um café da manhã na Las Ramblas (tem várias lanchonetes, é só escolher) e partimos para a Barceloneta, a praia de Barcelona. Tem um calçadão enorme para dar uma boa caminhada e o dia estava lindo.

Leia também: O que fazer na Barcelona de Gaudí: praias e festival de música

barceloneta

Como estava muito frio, não entramos na água, mas demos uma andada com os pés na areia. Você também pode alugar uma bicicleta – aliás, é um ótimo meio de transporte na Espanha de modo geral – mas não fizemos isso também pela temperatura no inverno.

De lá, pegamos o metrô e fomos para a Sagrada Família.

A enorme catedral foi projetada por Antoni Gaudí, e continua em obras até hoje, onde sua construção é supervisionada por outros arquitetos. É simplesmente uma obra-prima inigualável na Espanha. Sério, não faça essa viagem sem fazer essa visita. A obra inteira já data 130 anos e não fica pronta antes de 2026. O ingresso é caro, mas vale a pena cada centavo. Alugue o áudio-guia e se prepare para perder pelo menos umas 2 horas lá dentro, pois tem muita coisa para aprender sobre.

Contrate aqui: Visita da Sagrada Família sem filas

sagrada família

Veja essa experiência: Sagrada Família com subida às torres

sagrada familia espanha

Viagem e Roteiro pela Espanha

Saindo da catedral, estávamos famintos e fizemos um almoço pela região mesmo.

Dependendo de como você fizer esse roteiro por Barcelona, se estiver cedo no dia você pode subir daqui e ir pro Parque Güell, mas como já era no meio da tarde achamos melhor seguir com outra parte.

Fomos andando até a avenida Passeig de Grácia, que dá na Plaza de Catalunya. Pelo caminho, existem duas casas de arquitetura modernista, feita também pelo Antoni Gaudi: Casa Mila e Casa Batllo (ainda tem a Casa Vicens, mais perto do Parque Güell, mas essa era um pouco mais distante e não visitamos). Não entramos nas casas, pois havia o custo do ingresso, mas vale pelo menos uma foto das fachadas. São bem famosas na cidade.

Veja esse tour: Free tour de Gaudí e pela Barcelona modernista

Nessa noite, jantamos no Guell Tapas Restaurant:

Também serve uma paella e sobremesas muito gostosas. Vale a visita.

Terceiro dia em Barcelona:

Deixamos as atrações mais “distantes” para o último dia, onde poderíamos abusar mais do Barcelona Card e do transporte público.

A primeira parada foi no Castelo de Montjuic. Por favor, não faça igual nós fizemos e se informe melhor antes de ir para lá, porque tem um teleférico muito legal até o topo do morro onde fica o castelo, mas ele estava fechado para reformas, então fizemos o trajeto de subida todo a pé. Depois descobrimos que uma linha específica de ônibus também te levaria até lá em cima. Arg…

De qualquer forma, a caminhada tem uma das melhores vistas de Barcelona, então de certa forma vale o esforço. Também tem alguns mirantes no caminho. Uma das vantagens de ir para Barcelona, Espanha no inverno.

A visita ao castelo é muito interessante e conta um pouco mais da história de Barcelona: foi dali que as forças armadas espanholas bombardearam a cidade a fim de acabar com as revoltas civis contra a política adotada na cidade na época, durante o século XIX,  e também foi uma prisão usada pelo general fascista Franco, durante a Guerra Civil Espanhola.

Novamente, aproveite o castelo para ter uma excelente vista da cidade e da zona portuária.

Veja algumas fotos do Castelo de Montjuic

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias
viajando para a espanha
Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Viagem e Roteiro pela Espanha

De lá, pegamos o metrô e fomos para o Parque Güell.

O parque é um espaço grande que mistura natureza com obras do (sempre ele!) Antoni Gaudí, com arquitetura moderna coberta de cores e ondulações. O parque foi considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Não deixem de comprar com antecedência os ingressos: Tour pela Sagrada Família e pelo Parque Güell

Free tour pelo Parque Güell

roteiros Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Viagem e Roteiro pela Espanha

Só esses dois passeios levam boa parte do dia, pois você caminha durante bastante tempo. São muito exaustivos também. Tenha isso em mente.

Aproveitamos a região e compramos algumas lembrancinhas. Andando pelo bairro onde fica o Parque Guell você consegue encontrar souvenirs com preços melhores que em outras áreas de Barcelona.

De lá, pegamos o metrô de volta para a Las Ramblas e aproveitamos para dar mais uma volta e nos despedir de Barcelona – aproveitei e fui na Decathlon de lá, onde comprei uma nova segunda pele térmica para as pernas (a minha estava nas últimas).

Jantamos novamente no Bairro Gótico, na Da Nanni Pizzeria:

É uma pizzaria feita por italianos que moram em Barcelona. Além disso é feita a moda antiga – compre a pizza e coma na rua, com as mãos mesmo. É bem barato e uma delícia! Vale muito a pena.

Obs: Se você ainda tiver tempo em Barcelona e for fã de futebol, é possível fazer uma visita do Camp Nou, o estádio do time de futebol do Barcelona. Como não foi prioridade para nós, acabamos não tendo tempo de visitá-lo.

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Valência (2 dias)

Assim como em Madrid, pegamos um trem em Sants de manhã cedo em direção à estação Nord, de Valência. Também levou entre 2 e 3h, bem rápido, e com o vagão da lanchonete incluso!

Em Valência, como passamos apenas uma noite (viajamos para Granada no dia seguinte em um ônibus noturno), resolvemos pagar um pouco mais caro em um hotel. O escolhido foi o Hotel Conqueridor.

Link: Hotel Conqueridor em Valência

A localização é excelente – fica do lado da estação de trem de Valência e também do centro histórico. Também serve um excelente café da manhã.

Leia também:  Onde ficar em Valência, Espanha: veja os melhores hotéis

Viagem e Roteiro pela Espanha

Primeiro dia em Valência, Espanha:

Deixamos as bagagens no hotel e já partimos para o centro histórico. Apesar de ter vários pontos para visitar, você consegue com uma boa caminhada fazer quase tudo em um único dia, em sequência. 

Começamos com uma caminhada pelo centro histórico até a Plaza de la Reina, que é a praça central de Valência. Possui ampla arquitetura histórica e feirinhas de artesanato. É considerada o marco zero “não oficial” de Valência.

Sugestão de atividades: Free tour por Valência

Seguindo pela praça você verá um dos locais mais legais de Valência, a Catedral de Valência. Pague o ingresso e peça o áudio-guia porque o local é uma aula de história da cidade, e é lá onde se acredita que está atualmente o Santo Graal, com exposição e tudo. Me senti o Indiana Jones descobrindo uma relíquia histórica.

 Ao lado da Catedral tem o El Micalet (ou o Miguelete), que é a torre mais alta da catedral. Para subir lá em cima você precisa encarar uma escada em espiral com 207 degraus, o que é mega cansativo. Por questões de tempo em Valência, não subimos, mas falam que a vista lá de cima vale a pena.

Sugestão de atividade: Tour dos Borgia por Valência + Visita à catedral

Veja Miguelete e Catedral de Valencia:

Viagem e Roteiro pela Espanha

Seguindo após a catedral, você também consegue ver a Basílica de Nossa Senhora dos Desamparados, ou Basílica da Virgen de los Desamparados. Essa virgem é a padroeira da cidade de Valência. Rezam as lendas que essa basílica foi local de milagres para pessoas cegas e com deficiência. 

Veja o Santo Graal:

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Viagem e Roteiro pela Espanha

Torre de Serranos

Continuando a atravessar o centro histórico, você chega na Torre de Serranos, ou Torre de Serrans, que era uma das portas de entrada da antiga muralha da cidade. A entrada é gratuita e a vista do topo das torres é sensacional. Fiquei um bom tempo imaginando muralhas cobrindo a cidade, e você chegando de viagem à cavalo e entrando por uma daquelas portas.

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Viagem e Roteiro pela Espanha

Existem outras portas de entrada da antiga muralha espalhadas pelo centro histórico. Basta caminhar pela periferia do bairro que você encontra. 

Da Torre de Serranos, você pode descer a antiga ponte que está em frente e caminhar pelos jardins do Turia. Antigamente havia um rio passando por ali (por isso que existe uma ponte, inclusive), mas o mesmo foi desviado após problemas de enchentes. Os jardins são um grande parque que se dividem em vários trechos, e é para onde a população de Valência vai para andar de bicicleta, caminhar com o cachorro, ler um livro, etc. O local é muito bonito. Se você continuar descendo vai passar pelo Palácio da Música (Palau de la Musica), uma obra linda que vale uma visita.

Como já estava anoitecendo e estávamos mortos da viagem de trem no mesmo dia, voltamos para o hotel para dormir.

Para jantar, coma em qualquer lugar que sirva a autêntica paella valenciana, você não vai se arrepender:

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias 
paella

Viagem e Roteiro pela Espanha

Segundo dia em Valência, Espanha:

O segundo dia começou com algo que estava nos planos do dia anterior, mas pelo horário já estava fechado, o Mercado Central e a Lonja de la Seda:

O Mercado Central segue o mesmo padrão de mercados centrais que vimos em Madrid e Barcelona. Vale uma visita para ver como é e comprar alguma coisa para comer. 

A Lonja de la Seda era o antigo mercado de seda de Valência, construído em estilo gótico entre 1482 e 1533, e continuou desempenhando papel de centro comercial ao longo dos anos. Hoje em dia você pode pagar um ingresso para visitar o interior e apreciar a arquitetura.

Dali pegamos um uber até a Cidade das Artes e das Ciências de Valência – ou Ciudad De Las Artes Y Las Ciencias.

Veja essa experiência: Ingresso da Cidade das Artes e das Ciências

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

(Viagem e Roteiro pela Espanha)

O lugar é um complexo arquitetônico moderno voltado para cultura e entretenimento. São sete grandes prédios, cada um com suas exibições e museus sobre variados assuntos: Ciências, Oceanos, Vegetações e Jardins do Mediterrâneo, etc. Não deixe de conferir a programação para ver se algo lhe agrada. Mesmo que você não vá conferir nada, só o espaço é mega impressionante, com enormes jardins e espelhos d’água. Não economize nas fotos, o lugar é extremamente instagramável!!

Para quem é fã da série Westworld, foi lá que foram filmadas as cenas da sede da empresa Delos.

Aproveitamos que havia um shopping center ali ao lado e fizemos o almoço por lá mesmo, e depois pegamos um Tram (bonde elétrico) de volta para o centro histórico.

Aproveitamos para dar mais uma volta ao bairro El Carmen (é o mesmo bairro da Torre de Serranos – se você for lá mais cedo no dia, pode aproveitar pra conhecer o lugar), que é um bairro agitado, com aquela arquitetura medieval de ruas apertadas, com muitos bares e apresentações. Infelizmente no inverno ele não está tão agitado assim, então, se for nessa época, não precisa perder muito tempo lá.

Continuamos passeando pelo centro histórico para matar mais algum tempo e depois fomos arrumar nossas mochilas e ir para a rodoviária de Valência, para nosso ônibus noturno em direção a Granada.

Granada (2 dias)

Aqui chega o maior perrengue da viagem, e minha maior dica desse roteiro inteiro: 

Por favor, não peguem esse ônibus noturno Valência – Granada!!!

Fizemos toda a nossa viagem pela Espanha utilizando trens, e esse trecho foi a única exceção, porque o site da Renfe (empresa responsável pelos trens da Espanha), por algum motivo, não conseguia acessar as viagens de Valência para Granada. Como gostamos de sair já do Brasil com tudo comprado, fizemos a compra desse ônibus, que foi a única opção em conta encontrada. 

Além disso, como vimos depois, os horários dos trens Valência – Granada eram muito ruins e acabariam atrapalhando nosso roteiro, mas aí teríamos considerado uma viagem aérea low-cost, que também existe na Espanha. 

O único ponto positivo do ônibus é que, de fato, a passagem é bem barata, mas não existe conforto. O ônibus é de péssima qualidade, não é leito (compramos na ingenuidade de que ele seria leito e daria pra recostar e dormir), e na teoria há uma telinha na sua frente – igual em assentos de avião – onde você pode escolher um filme para assistir, e nenhum funcionava. 

E para piorar, a cereja na ponta do bolo: um dos ocupantes do ônibus ficou enjoado com a viagem e vomitou a viagem inteira em toda a parte dianteira do veículo. Por sorte, estávamos na parte traseira, mas o barulho constante do rapaz passando mal não deixou a gente dormir. 

Ao todo, foram de 7 a 8 horas de viagem com breves cochilos, com muito desconforto e sem conseguir descansar. E aquele cheirinho de vômito pra deixar a noite melhor ainda.

Há uma parada apenas em uma espécie de Graal da vida, na estrada, mas o local era sujo e mal conservado.

A dica que dou para trechos que envolvam Granada é: comprem as passagens presencialmente em qualquer estação de trem, em um guichê da Renfe. Lá o sistema funciona normalmente (sei lá porquê diabos ele só não funciona  no site e em trechos que envolvam Granada) e dificilmente o trem lota, então você não precisa comprar com tanta antecedência. Resolvemos fazer isso na saída de Granada (para Sevilha) e conseguimos comprar a passagem ainda em Valência.

Mas enfim, a outra vantagem é que chegamos bem cedo em Granada (por volta das 5 da manhã), portanto conseguimos aproveitar bastante o dia. 

Sobre hospedagem em Granada, ficamos em um quarto privado do hostel Nest Style Granada:

Localização ótima (bem no centro histórico e próximo da Catedral) e com um café da manhã maravilhoso. Uma das senhoras que nos recebeu cedo foi extremamente hospitaleira e era um amor de pessoa, mesmo com a gente se comunicando em portunhol e chegando tão cedo para fazer o check-in.

Primeiro dia em Granada

Antes de tudo, se prepare para simplesmente o maior frio que sentimos na Espanha, de tremer por baixo dos casacos. As temperaturas não são tão baixas mas Granada é envolvida por montanhas, então a sensação térmica de lá é beeeeem fria nos horários em que não há luz solar, portanto, se agasalhem, se você viajar para a Espanha no inverno!

Começamos o dia indo em direção à Plaza Bib-Rambla, uma das praças mais históricas e centrais de Granada. Junto a ela, tem uma das entradas para a Alcaicería, um conjunto de corredores de lojinhas árabes,  que remetem à época em que Granada foi dominada por esse povo. Vale bater perna por ali e comprar algum souvenir, se quiser. 

Sugestão de Atividade: Contrate um Free Tour por Granada

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Viagem e Roteiro pela Espanha

Logo adiante – se você resolver entrar na Alcaiceria, vai chegar lá também – existe um dos pontos altos de Granada: a Catedral da cidade. Vale pagar o ingresso para visitar todas as naves do interior desse impressionante monumento, e conhecer mais da história de Granada e da Espanha.

Ao lado da Catedral tem outra visita importante para os fãs de História: a Capela Real. É aqui que estão enterrados os chamados Reis Católicos – Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão – que iniciaram e ganharam a guerra de reconquista de Granada dos árabes. Também estão enterrados ali a filha do casal, e seu marido, Joana e Felipe.

Sugestão de atividade: Visita guiada da Catedral e da Capela Real

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(Viagem e Roteiro pela Espanha)

Continue subindo o centro histórico até chegar na Basílica de São João de Deus – ou Brasília de San Juan de Dios. São João foi um santo católico que se destacou pelo atendimento aos pobres e doentes, tanto que a basílica foi construída em anexo ao hospital utilizado por ele na época. Também fundou a Ordem dos Hospitaleiros. Ele é considerado atualmente o padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos enfermeiros. 

A parte mais interessante dessa visita é que você pode visitar os aposentos na parte de trás do altar. Em um desses, estão localizados os restos mortais do santo, e algumas das relíquias relacionadas a ele: o pedaço da cruz que ele usava em uma das mãos, alguns dentes molares, etc. 

Também existem restos mortais de outras pessoas de relevância para o catolicismo na época.

Recomendo muito que se adquira o áudio-guia nessas visitas, tanto para a Catedral quanto para a Basílica, para você entender melhor essas histórias. Esses monumentos são carregados demais de informação histórica e religiosa para você deixar passar.

Descendo um pouco a mesma rua da Basílica, você chega no Mosteiro de São Jerônimo, que também tem papel histórico importante por ser onde estão enterrados os restos mortais de El Captáin – um dos grandes oficiais militares sob o comando dos Reis Católicos, que inclusive negociou a rendição dos árabes em Granada. 

PS: Infelizmente não é permitido tirar fotos dentro desses locais. 

Paramos para o almoço e para um retorno ao hostel para um banho.

Após isso, já durante a tarde, fomos para a Plaza de Isabela La Catolica – onde tem um bonito monumento da Rainha Isabel abençoando a expedição de Cristóvão Colombo – e pegamos um ônibus (linha C32) em direção ao bairro mouro/islâmico medieval de Granada, Albaicin, de onde é possível ter uma ótima vista do famoso castelo de Alhambra. Você também pode fazer esse trajeto a pé, se tiver disposição.

Sugestão de atividade em Granada: Free tour pelo bairro de Albaicín

Deixamos a visita ao castelo para o segundo dia, porque ela é muito longa e toma boa parte do dia, mas o bairro em si vale uma boa caminhada. Há alguns pontos de interesse por aqui:

Paseo de los Tristes: Tanto pegando o ônibus, logo ao sair da Plaza de Isabel La Catolica,  ou fazendo o trajeto a pé, você vai passar por essa rua. Fique de olho para a encosta porque vai dar pra ver o castelo de Alhambra! Dizem as lendas que por essa rua passavam as procissões de funerais indo em direção ao cemitério, daí o nome. 

Sugestão de atividade: Free tour dos mistérios e lendas de Granada

Quando saltar do ônibus, passe pela charmosa Plaza del Salvador e siga até a Plaza Larga. Nessa praça há o Arco de las Pesas, um arco antigo de arquitetura árabe que tem esse nome por exibir peças falsificadas ou adulteradas dos comerciantes da época.

Dali, desça um pouco pelas ruas até chegar no Mirador San Nícolas, de onde você vai conseguir excelentes fotos do castelo, além de uma senhora vista dessa parte da cidade. Cuidado pois ele é muito movimentado e cheio de turistas.

Logo ao lado do Mirador, você pode visitar a mesquita de Granada, a Mezquita Mayor de Granada, e fica aqui a dica de ouro: não perca tanto tempo no Mirador San Nícolas, mas aproveite os jardins da mesquita, que são abertos ao público, e permitem você ter a mesmíssima vista do castelo, com bem menos gente e mais espaço para tirar fotos. 

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Dê mais uma caminhada pelo Caminho Nuevo de San Nicolás até a Placeta de San Miguel Bajo, para aproveitar bem o Albaicin – pegamos um dia maravilhoso, o céu estava mega azul e conseguimos um senhor pôr-do-sol quando estávamos passando por ali. Como o bairro é alto, em um morro, as vistas de lá são ótimas. Na placeta de San Miguel Bajo, há alguns bares e restaurantes para sentar e beber ou comer algo. 

De lá, se dirija em direção à Porta Elvira, ou Puerta Elvira, que era a principal entrada da cidade de Granada durante o período muçulmano. 

Após esse extenso passeio, já era de noite, então pegamos outro ônibus (é bem fácil descobrir qual linha de Granada você precisa com o Google Maps)  até o hostel, para dormir e nos preparar para a visita a Alhambra no dia seguinte.

Para o jantar, comemos na Taberna el Mentidero:

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Segundo dia em Granada

Como mencionamos acima, o segundo dia foi dedicado exclusivamente ao complexo palaciano de Alhambra. Pegamos a mesma linha C32 no mesmo local e partimos logo cedo. 

Não por acaso, este é o monumento mais visitado da Espanha. Não se sabe ao certo quando foi construída, mas inicialmente era apenas uma fortaleza militar e foi sendo expandida conforme a vontade dos ocupantes da Dinastia Nasrida e, após a Reconquista, dos Reis Católicos. Também chegou a sobreviver a uma tentativa de destruição pelas tropas francesas de Napoleão, alguns séculos depois. 

Para os fãs de séries de TV, algumas cenas de Dorne, em Game of Thrones, foram filmadas aqui. 

O complexo em si é dividido entre três grandes setores: Alhambra, Palácios Nasridas e Generalife. Para evitar filas, compre os ingressos pela internet! Não deixe para última hora pois o local é bem lotado de turistas.

Além disso, quando você efetua a compra, você faz uma reserva de horário para os Palácios Nasridas. Atenção para a fila desse setor, pois existe um controle bem rígido de horário e você pode perder sua entrada! Os outros dois setores têm entradas livres e podem ser feitos com calma. 

Há também alguns outros prédios onde paga-se por um ingresso extra para a visita.

Não vou me estender muito mais pois só visitando para entender a magnitude do lugar, mas uma coisa é certa: é obrigação visitar o Alhambra, se passar por Granada. As construções, os jardins, a história… É uma experiência imperdível.

Após a visita, já era na metade para o final da tarde, então fizemos um almoço tardio no centro histórico de Granada e demos mais uma caminhada pelas ruas da cidade, nos despedindo e preparando para seguir para Sevilha, a última parada de nossa viagem pela Espanha.

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

Sugestão de atividade em Granada: Visita guiada pela Alhambra e os Palácios Nasridas

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Sevilha (2 dias)

Em Sevilha, repetimos o esquema de Valência de passar somente uma noite (voltamos na noite do dia seguinte para Madrid, para retornar ao Brasil). 

Chegamos de trem na estação Santa Justa, de Sevilha (infelizmente nesse trem não havia lanchonete) e pegamos um ônibus na avenida em frente até à hospedagem. 

O local em que ficamos hospedados em Sevilha é o Santiago 15 Casa Palacio:

É uma casa antiga com um pátio central – nos moldes das casas romanas – e com os quartos em volta. É uma graça. Possui café da manhã caso queira pagar a parte.

PS: Se ficar hospedado no Casa Palacio, minha sugestão é não pagar o café da manhã, que é mais caro, e sim comer em uma lanchonete na esquina do Calle Juan de Mesa com o Calle Santiago (só olhar o Google Maps que acha fácil, é uns 2 minutos de caminhada). É bem mais barato e você come bem. 

Veja fotos, avaliações, preço e reserve a Santiago 15 Casa Palacio, em Sevilha, Espanha

Primeiro dia em Sevilha

Chegamos de trem ainda de manhã, e após deixar nossas bagagens na hospedagem (e tomar o café da manhã na lanchonete mencionada acima), nos dirigimos até as Setas de Sevilla, que ficavam bem próximas. As Setas são uma estrutura moderna enorme e ondulada (lembram um waffle gigante) localizadas no centro histórico de Sevilla, e possuem esse nome em alusão a um tipo de cogumelo usado na culinária local. Vale conferir. Se quiser, há a cobrança de um ingresso e você pode subir para ter uma boa vista da cidade. Nós escolhemos não ir pela questão do tempo e dinheiro.

Sugestão de atividade: Tour pelo Alcácer, Catedral e La Giralda

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Das Setas, descemos todo o centro histórico – faça essa caminhada com calma e aproveite bastante, pois são as mesmas ruazinhas cheias de loja de toda cidade europeia com raízes medievais, até chegarmos na Plaza del Triunfo, onde está a Catedral de Sevilha.

Sugestão de atividade: Free tour por Sevilha

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É considerada a maior catedral gótica do mundo, com 23.500 m². É enorme e carregada de história. Se prepare para perder um bom tempo aqui – meus primeiros cinco minutos lá dentro foram parado, olhando desde o teto até o chão, sem entender nem por onde começar, tamanha a riqueza de detalhes. 

Junto com o Arquivo das Índias (prédio ao lado) e o Real Alcácer (falaremos mais a frente no roteiro), todo esse sítio de Sevilha é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Fizemos a compra do ingresso pela internet. Tenha atenção pois na compra você também faz a reserva de horário para entrar e a fila é grande – tem muito turista aqui, mesmo em baixa temporada! Você também pode escolher comprar a visita à Torre Giralda (também compramos essa), que é a grande torre de sinos anexa à Catedral.

Como fizemos a reserva para dali a uma hora, havia tempo para irmos no Arquivos Geral das Índias. É o prédio exatamente ao lado da catedral. Foi construído em 1572 como a Lonja de Mercadores e depois escolhido para ser a sede do Arquivo Geral das Índias. É um passeio muito legal e extremamente importante para nós brasileiros – mesmo que tenhamos sido colonizados por Portugal – porque há uma quantidade enorme de documentos preservados sobre a história da Espanha com suas colônias da América, incluindo o Tratado de Tordesilhas. 

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Ah, e a visita é gratuita. 

Terminamos a visita do Arquivo Geral bem a tempo de entrar na fila para a Catedral.

Sobre ela, não há palavras para descrever a quantidade de obras e esculturas lá dentro. Acho que na categoria “visitas a catedrais” na Espanha, ela foi a mais legal. Alguns pontos altos são:

Pátio das Laranjeiras – quando foi construída pela primeira vez, o local não foi uma catedral, e sim uma mesquita, pois foi construída na época da dominação árabe. Com a retomada dos cristãos, o prédio foi convertido em catedral, mantendo a herança do pátio das laranjeiras, que era onde os fiéis lavavam as mãos e os pés antes de entrar para os ritos religiosos.

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Retábulo Maior – é simplesmente o maior altar cristão do mundo, com 400 metros quadrados de superfície e com mais de 200 figuras de santos. É todo revestido em ouro. 

Mausoléu de Cristóvão Colombo

Sim, os restos mortais do “descobridor” das Américas estão na catedral, em uma escultura que representa estar sendo carregado pelos quatro antigos reinos da Espanha antiga (Castela, Leão, Aragão e Navarra).

Logo ao lado do Mausoléu tem uma pintura enorme de São Cristóvão, considerado protetor dos viajantes e era para quem os descobridores europeus pediam benção nas viagens de caravelas. Aproveite e peça uma bênção também 🙂 

Curiosidade: o filho de Cristovão Colombo também está sepultado lá, mas em um túmulo no chão e com menos destaque que o do pai. 

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Torre Giralda

É a torre dos sinos anexa à Catedral. Você consegue subir através de uma sequência de rampas em formato de quadrado. Leva uma eternidade, você fica muito cansado e é simplesmente en-tu-pi-do de turistas. De fato, a vista lá de cima é muito legal e os sinos são muito impressionantes, mas a extrema lotação faz com que qualquer foto vire um sacrifício. Vale pela experiência, mas achamos essa atração um pouco superestimada (talvez seja mais divertida com menos gente). Se estiver sem tempo ou dinheiro (ou cansado demais para a longa subida), pode pular.

Ao fim da visita à Catedral, saímos e procuramos um restaurante para almoçar. Se quiser, pode tentar casar a visita ao Real Alcácer logo em seguida, pois fica no entorno, mas compre os ingressos na internet com antecedência e deixe tudo agendado (erramos um pouco nesse ponto e achamos melhor deixar o Alcácer para o dia seguinte).

Após almoçar, continuamos descendo até chegar no rio Guadalquivir. O dia estava extremamente bonito e aproveitamos para dar uma caminhada pelas suas margens. Esse rio foi importantíssimo para a história da Espanha pois todas as expedições de “descobrimento” saiam daqui, já que Sevilha era a principal cidade portuária espanhola nessa época. 

Nas margens, você vai encontrar uma réplica de uma das caravelas utilizadas na época. Se quiser, pode pagar um ingresso para visitar o interior.

Também nas margens, estava o destino da nossa caminhada, que era a Torre del Oro.

Foi erguida na época do domínio árabe para monitorar e proteger as margens do rio Guadalquivir de possíveis invasões. Com a retomada cristã, servia de depósito para as riquezas que vinham das Américas (daí o nome). Chegou a ser usada como prisão também. Hoje em dia, é um museu naval gratuito (você paga o que quiser como ajuda de custo para o museu) muito interessante contando mais detalhes da época das caravelas, da volta ao mundo feita por Fernão de Magalhães e das viagens de Vasco da Gama. Também tem um setor para a marinha espanhola de hoje em dia. 

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Ao sair da torre, continue pelas margens do rio em direção ao Parque Maria Luisa. É um parque muito simpático que vale a caminhada, se tiver com tempo. A atração principal, porém, é a Plaza de España, no centro do parque. 

Essa praça foi construída em 1928 para a exposição Ibero-Americana de 1929 e é uma mistura muito impressionante de arquitetura espanhola e moura. É possível andar de barco a remo nos seus canais. Seu formato de semicírculo contém mosaicos de várias, senão todas, cidades da Espanha. 

Depois disso, o dia já estava chegando ao fim, e pegamos um ônibus (nos deslocamos majoritariamente a pé e de ônibus em Sevilha, foi bem prático) até o hotel para um banho. 

De noite, jantamos no Bar Alfafa:

Comida muito boa (pedimos algumas tapas) e a decoração do lugar é muito legal. Está sempre cheio e pode ter fila de espera, então se antecipe.

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Segundo dia em Sevilha

Acordamos e fomos tomar café da manhã na mesma lanchonete da esquina do dia anterior, e tivemos uma surpresa muito legal: nós vimos “costaleros” carregando as passagens (onde se carregam imagens religiosas), enquanto ensaiavam para as procissões da Semana Santa em Sevilha. São semelhantes aos andores, comuns em procissões religiosas no Brasil, com a diferença que os espanhóis carregam grandes estruturas metálicas que contém as imagens religiosas em cima. Algumas dessas imagens são relicários de prata e ouro que vimos nas visitas às catedrais da Espanha (os ensaios, que reúnem dezenas de homens, simulam o peso desses relicários com vigas de concreto, por exemplo).

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

As procissões de Semana Santa de Sevilha são famosas no ano inteiro, com as pessoas se vestindo de nazarenos e fazendo esses percursos pela cidade. Se quiser saber mais sobre, indico o site oficial da Espanha sobre o evento.

Após acompanhar alguns desses ensaios (tem vários pela cidade inteira), nos dirigimos à nossa visita ao Real Alcácer, ou Real Alcazar. 

Dica: chegue um pouco antes da sua reserva pois a fila é grande.

O local em si é um conjunto de palacetes murados que remetem desde a época árabe, passando pelo medievalismo e chegando até o Renascimento. Portanto, passa por diversas épocas da cultura de Sevilha e da Espanha. Além dos palácios, possui uma área de jardins igualmente grande. 

Viagem e Roteiro pela Espanha em 07,13 dias

A visita leva um bom tempo, então se prepare e leve algum lanche junto – há uma lanchonete lá dentro, mas as filas são sempre grandes. 

Ao sair, fizemos um almoço/lanche da tarde no 100 Montaditos, que é um fast food muito gostoso e barato com cerca de 100 opções de sanduíches (daí o nome) que incluem jamón ibérico. Segue o link: 100 montaditos

Tivemos que retornar para arrumar as mochilas após isso, mas se quiser aproveitar o resto da tarde, sugiro explorar mais o Parque Maria Luisa ou as margens do rio Guadalquivir.

Nossa última viagem de trem da viagem saía no final da tarde, portanto voltamos cedo ao hotel e deixamos tudo pronto para chegar à estação Santa Justa, de onde partimos de volta para Madrid. 

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De volta a Madrid e voltando para o Brasil

Chegamos em Madrid à noite, sem problemas, na estação Atocha, e fomos direto para o Hostel Galaico, mencionado no início do texto, para dormir. 

Como também mencionamos anteriormente, viajamos em empresas separadas. O vôo da Aline pela Iberia saia às 11h da manhã, então ela partiu logo cedo de Uber para o aeroporto. Ela fez o trajeto Madrid – Rio de Janeiro, no aeroporto Galeão.

Já o meu vôo pela LATAM saía mais à noite, por volta de 21h, com destino a Guarulhos, São Paulo, então tive um tempinho a mais para almoçar e andar mais um pouco pela Gran Vía de Madrid uma última vez, e me despedir da Espanha. Também fui de Uber até o aeroporto. Todos os dois voos ocorreram sem problemas e sem atrasos.

Veja Mais roteiros pelo mundo para te inspirar:

1- Roteiro em Paris de 3, 4, 5, 7, 9 dias

2- Paris com crianças: roteiro e 35 dicas sobre o que fazer e onde ficar

3- Pontos Turísticos e Roteiro de 8 dias no Líbano

4- Capital da Turquia: saiba qual é, roteiro e o que fazer no país

5- Roteiro de 7, 10 e 12 dias nos Emirados Árabes: Dubai e Abu Dhabi

6- Roteiro Punta Cana e Cidade do Panamá em 5 dias

Conclusão: Vale a pena fazer uma viagem e roteiro pela Espanha?

A Espanha é um país mágico, muito antigo e com uma história muito semelhante (e que por vezes se mistura) com Portugal, portanto é muito fácil se identificar com a história que aprendemos aqui no Brasil. A comida é maravilhosa (só perde para a Itália, desculpem espanhóis…) e o povo, de modo geral, muito educado e cordial. O sistema de trens é perfeito e tão pontual quanto o alemão. Todas as cidades tinham transporte público de primeira, e o Uber nos atendeu bem também, quando precisamos (tirando Barcelona). 

Fica o desejo de uma volta o mais cedo possível, há muita coisa para ver e fazer no norte da Espanha e locais que não tivemos tempo de visitar ao Sul (há a Cartagena espanhola perto de Valência, por exemplo, vale conferir).

Vocês já visitaram a Espanha? Depois desse artigo você ficou com vontade de vistiar a Espanha? Espero que esse artigo inspire e ajude outros viajantes a montar seu roteiro pela Espanha e a viajar mais e melhor.

Adios e até a próxima!